Archive for the ‘Crescimento’ Category

BCP estuda saída da Polónia e da Grécia e entrada no Brasil e China

quinta-feira, julho 28th, 2011

O Banco Comercial Português (BCP) está a ponderar vender as suas unidades na Grécia e na Polónia, onde obteve boa parte dos seus lucros semestrais, passando a focar a sua estratégia internacional na China, no Brasil e em África, anunciou ontem o seu presidente, Carlos Santos Ferreira.

Carlos Santos Ferreira, que falava na apresentação de resultados semestrais do banco, explicou a nova agenda estratégia do BCP, dizendo que “as operações europeias deixam de ser core”, o que abre a porta para a venda das unidades do banco naqueles dois países.

Simultaneamente anunciou ter  em curso uma iniciativa para obter uma licença bancária que lhe permita operar no Brasil e reforçar a presença física na China. Assim, o foco do grupo passa a assentar – para além do mercado nacional – em três eixos: Brasil, Ásia e África. Parte da estratégia agora anunciada passa pela criação de uma holding que irá incorporar o Banco Millennium Angola (BMA).

À decisão de reposicionamento estratégico em mercados emergentes não terão sido estranhos os fracos resultados do banco. O BCP fechou os primeiros seis meses do ano com um lucro de 88,4 milhões de euros, menos 45,8 por cento do que no mesmo período do ano passado.

É na Polónia que o banco tem grande parte do seu valor internacional. Ao contrário dos resultados totais do grupo, os lucros do banco na Polónia (onde o BCP é o maior accionista) dispararam 58,7 por cento no primeiro semestre, para os 54,7 milhões .

No documento, no qual define a nova agenda estratégica para os próximos três anos, o banco explica que está a explorar opções “para reduzir exposição ao mercado da Grécia”, onde o grupo regista uma crescente diluição dos resultados e uma estagnação do crescimento de volumes (o banco detém um por cento da quota de activos).

Em África, os parceiros angolanos no BMA, a Sonangol e o Banco Privado Atlântico, de Carlos da Silva, ficam com 30 e 20 por cento do capital da nova holding, respectivamente, detendo o BCP os restantes 50 por cento. Assin sendo, o Banco Privado Atlântico (BPA) reforça a sua posição accionista, já que, até agora, esta instituição angolana era dona de 15,8 por cento do BMA, enquanto o BCP dominava 52,7 por cento do capital e a Sonangol 31,5 por cento.

A partir daqui, a estratégia passa por entrar em outros mercados, tendo já sido identificados como alvos a Namíbia e São Tomé e Príncipe, e por apostar em “novos negócios”. O grupo liderado por Carlos Santos Ferreira admite que poderá ter parceiros locais nos mercados onde quer entrar, bem como parceiros especializados na nova vertente de negócios.

No caso de Angola, o resultado líquido no primeiro semestre subiu 54,5 por cento para 15,1 milhões de euros. Já em Moçambique, onde o BCP também opera com o Millennium bim (onde tem 66,7 por centro do capital), a subida foi de 40,5 por cento para 41,9 milhões de euros no período em análise.

Ao todo, as operações internacionais do banco cresceram no último semestre 154,1 por cento, representando 64,4 mil milhões de euros nos resultados do banco, descontando já os interesses minoritários (os lucros devidos aos parceiros do BCP).

MRA Alliance/Público

Economia nacional encolheu 0,3% no último trimestre

segunda-feira, fevereiro 14th, 2011

A estimativa rápida do INE aponta para uma contracção em cadeia do PIB português de 0,3% nos últimos três meses do ano passado. O número saiu em linha com as projecções dos economistas contactados pelo Diário Económico.

O relatório preliminar do Instituto Nacional de Estatístico aponta assim para uma diminuição em 0,3% da riqueza produzida em Portugal entre Outubro e Dezembro de 2010, em comparação com os três meses anteriores. Face a igual período de 2009, o INE prevê uma variação positiva de 1,2%.

“O contributo das Exportações para a variação homóloga do PIB manteve-se elevado no quarto trimestre, embora um pouco inferior ao observado no trimestre anterior. As Despesas de Consumo Final das Famílias Residentes desaceleraram, apesar do crescimento expressivo da componente de veículos automóveis, enquanto o Investimento registou uma diminuição homóloga menos intensa, comparativamente com o verificado no terceiro trimestre”, lê-se no documento.

No conjunto do ano, o organismo de estatísticas aponta para um crescimento do PIB de 1,4%, o que compara com a estimativa de 1,3% do Governo de José Sócrates e de Teixeira dos Santos.

MRA Alliance

Aumento do petróleo baralha cálculos do crescimento português

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

O aumento do preço do petróleo, caso continue ao longo do ano, vai criar dificuldades acrescidas ao crescimento da economia portuguesa, com efeitos sobre o consumo, as exportações e sobre a receita pública, disseram hoje analistas à Lusa.O preço do petróleo atingiu hoje máximos de 28 meses, ultrapassando os 103 dólares, com a violência entre apoiantes e opositores do presidente do Egito, Hosni Mubarak, a espalhar no mercado medos de que a instabilidade egípcia se espalhe aos países do Médio Oriente.

Concordando que é ainda necessário esperar para ver se a tendência deste início de ano se manterá ao longo de 2011, o economista João Duque, Rui Serra, economista-chefe do Montepio e Agostinho Alves, analista do BPI, estão também de acordo que os preços atuais, a continuar, criam novos dificuldades ao crescimento da economia portuguesa.

MRA Alliance/DD

Fitch menos pessimista que BdP quanto à economia portuguesa

quinta-feira, janeiro 13th, 2011

Agência de notação financeira prevê crescimento negativo, mas em valor inferior ao estimado pelo banco central português. A agência de notação financeira Fitch prevê uma contracção da economia portuguesa de 1% em 2011. A previsão é menos pessimista que a do Banco de Portugal (BdP), que estima uma contracção de 1,3%.Para justificar a contracção, a Fitch explica que “o défice da conta corrente (DCC) manteve-se elevado, nos 9,5% do PIB [Produto Interno Bruto], nos 12 meses anteriores a Outubro de 2010”. Por isso, explica o comunicado da agência, prevê-se “uma contracção de 1% no PIB – que vai começar a reduzir o DCC este ano”. 

A Fitch considera hoje que será “inevitável” um ajustamento “significativo” das finanças públicas portuguesas em 2011 e destaca a importância do momento e da escala deste ajustamento das finanças externas portuguesas.

Por seu lado, o Governo português continua a não prever qualquer contracção – pelo contrário, aponta para um crescimento, ainda que ligeiro, de 0,2%. “Não há nenhum indicador que nos leve a rever esta previsão, já que ela é realista do ponto de vista de incluir a desaceleração provocada pela política de austeridade”, afirma o ministro da Economia. Vieira da Silva acrescenta ainda que a previsão do Governo “também é realista ao incluir os efeitos positivos de uma dinâmica do sector exportador, que está a ultrapassar todas as expectativas”.

MRA Alliance/RR

Portugal: Actividade económica está a abrandar desde Junho

sexta-feira, novembro 19th, 2010

O Banco de Portugal revelou, esta sexta-feira, que o indicador que mede a evolução da actividade económica está a cair desde Junho, tendo o Indicador Coincidente Mensal registado uma queda homóloga para os 0,7 pontos, quando em Junho se encontrava em 1,5 pontos.

A diminuição do ritmo de crescimento do consumo privado é um dos indicadores a influenciar estes dados. Apesar de o consumo privado ter subido 0,1 por cento em Outubro, houve um recuo face a Setembro, quando cresceu 0,7 por cento.

O Banco de Portugal adianta também que o acesso ao crédito está mais restrito. Os bancos «antecipam critérios mais restritivos na concessão de empréstimos a sociedades não financeiras» para o último trimestre de 2010.

Espera-se, ainda, «uma ligeira diminuição» na procura ao crédito por parte das sociedades não financeiras, bem como por parte de particulares.

MRA Alliance/Agências

Portugal tem terceiro menor crescimento da década no mundo

segunda-feira, outubro 25th, 2010

Portugal teve o terceiro menor crescimento económico do mundo na última década (6,47%), ganhando apenas à Itália (2,43%) e ao Haiti (-2,39%), numa lista de 180 países publicada pelo El País com base em dados do FMI.

Embora o jornal espanhol reconheça que “quando as economias alcançam um certo nível de desenvolvimento, o ritmo de crescimento abranda”, salienta que, particularmente nos casos de Portugal e Itália, verificou-se aquilo a que os académicos chamam de crescimento em L, à semelhança do Japão, que leva de avanço não uma, mas duas décadas perdidas.

Este modelo caracteriza-se por um prolongado período de estagnação económica, com crescimentos próximos de 0%, desemprego elevado, fraco consumo e excesso de capacidade produtiva. O maior receio é agora que o mesmo modelo alastre aos outros países desenvolvidos, se não forem tomadas as medidas adequadas.

MRA Alliance/DN

Economia alemã cresce 3,5% em 2010 e bate recorde desde 1990

quinta-feira, outubro 14th, 2010

A economia alemã crescerá 3,5% em termos homólogos, em 2010, registando a mais forte subida desde a reunificação há 20 anos. A conclusão é do relatório semestral dos principais institutos económicos, apresentado, hoje, em Berlim, e que serve de base para o prognóstico do Governo, que será publicado no dia 21 de Outubro.O valor corresponde a uma revisão em alta de dois pontos percentuais em relação ao relatório conjuntural da Primavera. Os economistas apontam as exportações como o motor do crescimento, aliado, porém, a uma procura interna inesperadamente forte.

Mas o relatório salienta também que a conjuntura alemã ainda não atingiu o nível pré-crise. Os riscos destacados são a situação incerta nos Estados Unidos da América e o possível rebentamento da bolha imobiliária na China.

Para o próximo ano, os institutos preconizam uma subida de 2% do Produto Interno Bruto, devido a um abrandamento da conjuntura mundial. Não obstante, o desemprego deverá recuar de 7,7% para 7% em 2011, caindo para baixo da marca dos três milhões pela primeira vez desde 1992.

A boa conjuntura enche também os cofres públicos: o défice que atingirá 3,8% do PIB em 2010, no próximo ano descerá para 2,7%, voltando a cumprir o Programa de Estabilidade e Crescimento.

MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: Economia vai crescer 0,5% em 2011

quinta-feira, setembro 30th, 2010

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou esta quinta-feira, em Bruxelas, que a previsão de crescimento de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 se mantém, depois de ter anunciado medidas de austeridade para o Orçamento do Estado para o próximo ano. “Mantemos a nossa perspectiva para o próximo ano”, disse o ministro.

Sobre o crescimento do PIB para este ano, Teixeira dos Santos afirmou que espera uma subida superior a um por cento. “Acredito que vamos encerrar o ano com crescimento melhor do que as estimativas. Será, muito provavelmente, superior a um por cento”, disse, referindo que os indicadores de que dispõe para o terceiro trimestre “são  positivos”.  

As anteriores estimativas do governo para o PIB apontavam para um crescimento de 0,7 por cento em 2010.

MRA Alliance/CM

Crescimento: Mau na Europa e EUA, penoso em Portugal

domingo, setembro 12th, 2010

O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista publicada hoje no jornal francês “Le Figaro”, o  diz que as perspectivas de crescimento económico na Europa e nos Estados Unidos deverão manter-se limitadas, apesar de algumas melhorias no Velho Continente, especialmente na Alemanha.

Apesar dos dados melhores do que o esperado relativamente ao PIB do segundo trimestre na Europa, o crescimento deverá manter-se fraco tanto na Europa como nos EUA, segundo o economista. “Uma andorinha não faz a Primavera”, salientou Blanchard, citado pelo “iMarkets News”.

Por outro lado, Blanchard disse não concordar com a ideia de que a crise da dívida soberana já terminou e que as suas consequências reais estão limitadas, sublinhando o “penoso processo de ajustamento” com que se deparam países como Portugal e a Grécia.

“De momento, as medidas levadas a cabo pelas autoridades europeias, com a ajuda do FMI, acalmaram os mercados. No entanto, os países em apuros terão, ao mesmo tempo, que reequilibrar os seus orçamentos e responder aos seus problemas de competitividade”, afirmou.

Para Blanchard, não tem grande importância se a Europa consegue ou não reduzir o seu défice orçamental geral para 3% do PIB em 2013 ou 2014. Na sua opinião, o que importa é que cada governo apresente um plano de consolidação de médio prazo que seja coerente e credível.

O responsável do FMI disse ainda, citado pela “FoxBusiness”, que um abrandamento económico nos EUA teria um impacto automático [não enorme, mas ainda assim significativo] sobre o crescimento na Ásia no curto prazo, mas que é possível haver um “decoupling” (diminuição das interdependências) entre os mercados emergentes e as economias desenvolvidas no médio prazo, uma vez que os países da Ásia e América Latina estão a ter uma maior procura interna.

MRA Alliance/JdN 

BCE: Previsões de crescimento para 2010 e 2011 revistas em alta

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que as previsões de crescimento para 2010 e 2011 na zona euro serão melhores do que inicialmente previsto. Para 2010, o BCE estima o crescimento em 1,6 por cento face à anterior previsão de um por cento.

Em 2011, o crescimento deverá chegar a 1,4 por cento face aos 1,2 por cento anteriores, declarou o presidente da instituição monetária, Jean-Claude Trichet.

O BCE reviu ainda em alta as estimativas da inflação na zona euro para 1,6 por cento em 2010 e 1,7 por cento em 2011, face aos anteriores 1,5 e 1,6 por cento.

MRA Alliance/SIC

Bundesbank: Forte crescimento da economia alemã no segundo trimestre

segunda-feira, julho 19th, 2010

Porto de HamburgoO Bundesbank antevê um forte crescimento da maior economia da Europa para o segundo trimestre, justificado pelo aumento global da procura e das exportações. 

As vendas alemãs ao exterior ficaram muito acima das estimativas dos economistas inquiridos pela Bloomberg em Maio, chegando mesmo a mais do que duplicar a suas previsões. Já a confiança dos investidores, em Junho, subiu para o nível mais alto dos últimos dois anos.

O Bundesbank, que já havia aumentado, no mês passado, as previsões de crescimento para a Alemanha, diz agora que a economia irá crescer 1,9% este ano e 1,4% em 2011.

MRA Alliance/JdN

UE: Portugal foi o terceiro país que mais cresceu no primeiro trimestre

quarta-feira, julho 7th, 2010

A economia portuguesa cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, o terceiro valor mais elevado na União Europeia (UE), segundo os dados divulgados hoje pelo seu gabinete de estatística, o Eurostat. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,8%, o quinto número mais alto da UE.

De acordo com o Eurostat, a UE e a Zona Euro cresceram 0,2% nos primeiros meses deste ano relativamente ao último trimestre de 2009. Apesar das medidas duras de combate ao défice, como cortes nos salários, tomadas pela Irlanda ainda antes da crise das dívidas públicas soberanas na Zona Euro, este país foi o que mais cresceu: 2,7. A O produto interno bruto (PIB) sueco melhorou 1,4% e o português 1,1%, o mesmo número avançado anteriormente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Quando se compara o PIB do primeiro trimestre com o do período homólogo de 2009, houve uma melhoria na UE de 0,6% e na Zona Euro de 0,5%. A Eslováquia deu um salto de 4,5%, seguida da Suécia (2,9), Polónia (2,8), Malta (2,3) e Portugal (1,8).

Vários países na UE continuam em recessão: Grécia (-1%), Eslovénia (-0,5), Roménia (-0,3) e Finlândia (-0,4). Outros registaram quedas depois de terem tido um final de 2009 com sinais positivos: Lituânia (-3,9%), Estónia (-2) e Áustria (-0,1).

MRA Alliance/DN

OCDE: Indicadores sugerem quebra no ritmo da retoma de Portugal

sábado, junho 12th, 2010

O ritmo da recuperação económica portuguesa mostrou sinais de abrandamento em Abril, apontam os indicadores publicados ontem pela OCDE. O comportamento de Portugal segue a tendência geral dos 29 países seguidos pela organização sedeada em Paris.

O indicador avançado para a economia portuguesa subiu 0,5 pontos em Abril, para 103,3 pontos, acima da linha de expansão da actividade (100 pontos). Este valor, 12 pontos acima do verificado em Abril de 2009, reflecte a normalização parcial da economia portuguesa desde o início deste ano, depois da maior recessão em 34 anos.

Contudo, o ritmo de aceleração diminui face aos 0,7 pontos de Março e aos 0,8 registados nos dois primeiros meses do ano. Os indicadores avançados tentam antecipar o comportamento da economia, antes da publicação trimestral da estimativa oficial de crescimento, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esta semana, o INE divulgou uma taxa de crescimento de 1,8% no primeiro trimestre, a segunda mais alta na zona euro (a seguir à Eslováquia), sugerindo à partida que a economia portuguesa está a sair do buraco negro. No entanto, os economistas lembram que este bom desempenho – que reflecte sobretudo o efeito de comparação com a base muito baixa do início de 2009 – não deverá manter-se ao longo do ano, sobretudo no segundo semestre.

MRA Alliance/ionline

Japão: Governo estima que PIB cresceu 5% no 1º trimestre

quinta-feira, junho 10th, 2010

O Executivo nipónico anunciou hoje que reviu em alta de 0,1 por cento a anterior estimativa do crescimento do PIB do país nos primeiros três meses do ano, colocando a nova projeção nos cinco por cento.Esta é a estimativa mais elevada desde que o Japão conseguiu sair da situação de recessão económica no segundo trimestre de 2009.

No que toca aos dados do consumo privado, o governo japonês reviu igualmente em alta as suas projeções, que passaram de 0,3 por cento para 0,4 por cento.

MRA Alliance/Agências

Banco Mundial sobe previsões de crescimento para 2010 e 2011

quarta-feira, junho 9th, 2010

O Banco Mundial reviu esta quarta-feira em alta as suas previsões para o crescimento económico mundial para 2010 e 2011, mas avisou que a crise europeia constitui uma ameaça ao desempenho económico sustentável.

A instituição aponta agora para uma expansão da economia global entre 2,9% e 3,3% em 2010 e 2011 e entre 3,2% e 3,5% em 2012. O crescimento será potenciado sobretudo pelas economias em desenvolvimento, que deverá expandir-se a um ritmo de 5,7% a 6,2% entre 2010 e 2012, enquanto os países desenvolvidos não deverão conseguir ir além dos 2,1% a 2,3% em 2010 e dos 1,9% a 2,4% em 2011.

MRA Alliance/AF

UE: Portugal registou a segunda maior subida do PIB

sexta-feira, junho 4th, 2010

O Produto Interno Bruto (PIB) português foi o que mais cresceu no primeiro trimestre de 2010 entre os países da União Europeia (UE), ao registar um aumento de um por cento face ao trimestre anterior.

Portugal foi o segundo pais da UE, depois da Suécia na subida do PIB, após ter crescido 1 por cento face ao trimestre anterior, de acordo com os dados hoje avançados pelo Eurostat.

A Suécia cresceu 1,4 por cento no primeiro trimestre de 2010, em relação ao trimestre anterior, para uma média da UE de 0,2 por cento no trimestre. Em termos homólogos, a maior subida foi registada pela Eslováquia, que avança 4,5 por cento, enquanto que Portugal aumentou 1,7 por cento.

O gabinete europeu de estatística revelou ainda que o PIB cresceu 0,2 por cento, tanto na Zona Euro como na União Europeia.

Durante o primeiro trimestre do ano, a despesa do consumo das famílias caiu 0,1 por cento na Zona Euro e 0,2 por cento na união.

O investimento, por sua vez, diminuiu 1,1 por cento na zona euro e 1,2 por cento no conjunto dos 27, enquanto as exportações aumentaram 2,5 por cento na zona euro e 2,3 por cento na UE. As importações aumentaram quatro por cento na zona euro e 3,4 por cento nos 27 estados-membros.

Nos Estados Unidos, o PIB aumentou 0,8 por cento face ao último trimestre de 2009, enquanto no Japão o aumento foi de 1,2 por cento.

MRA Alliance/PNN

Pequim alerta para os perigos de uma segunda recessão a nível mundial

segunda-feira, maio 31st, 2010

Wen Jiabao - Primeiro-ministro da ChinaO primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, avisou hoje que o crescimento económico permanece vulnerável aos riscos de dívida soberana que poderá desencadear uma segunda recessão mundial. “Não é possível dizer com uma certeza absoluta, mas temos que observar a evolução dos mercados de perto e agir para preveni-la, afirmou Wen, citado pela CNBC.O chefe do governo de Pequim, todavia, admitiu ser ainda muito cedo para os países suspenderem as medidas de estímulo às economias. “Todos os países devem actuar juntos e reforçar as medidas de apoio à economia. Não pode haver o mínimo relaxamento”, defendeu. Wen sublinhou que “a economia mundial está estável e começa a recuperar, mas esta recuperação é lenta e ainda existem muitas incertezas e factores destabilizadores”.

Sobre a crise grega, o Presidente chinês tem dúvidas de que o pior já tenha passado e acrescenta que a crise de dívida europeia pode pôr em causa a retoma económica da região.

Apesar do cenário preocupante traçado para a economia mundial, em especial para a europeia, Wen Jiabao mostrou-se confiante quanto ao desempenho da China, mantendo a meta da inflação para este ano em redor dos 3%.

MRA Alliance/CNBC/Agências

Bruxelas duvida da execução do PEC português

terça-feira, abril 13th, 2010

As medidas o Programa de Estabilidade e Crescimento português podem não chegar para garantir que o défice baixe de 9,4% para menos de 3% do PIB, até 2013, tal como prevê o Governo. O alerta chega, amanhã, quarta-feira, da Comissão Europeia.

Em causa, escreve hoje, terça-feira, o jornal “Público” está a avaliação de Bruxelas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) português. A Comissão considera que a meta de redução do défice para 2,8% em 2013 “poderá exigir esforços adicionais face aos delineados no programa” e que assegurar esse objectivo “poderá implicar um esforço de consolidação mais forte do que o previsto actualmente”.

MRA Alliance/JN

Banco de Portugal revê em baixa crescimento da economia

terça-feira, março 30th, 2010

No boletim económico de Pimavera publicado esta terça-feira, o Banco de Portugal reviu em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa para este ano.

O regulador calcula que em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) tenha um crescimento de 0,4 por cento, pouco mais de metade do valor previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Assim, este ano o país vai crescer pouco mais de metade daquilo que o Governo estimou aquando da apresentação do PEC, os 0,7 por cento previstos no documento do Executivo transformam-se, pela mão do BdP em 0,4 por cento.

Mas para 2011 as notícias não são melhores. No PEC a estimativa é de um crescimento de 0,9 por cento, mas o regulador retira-lhe uma décima.

Também o consumo público, por via da suspensão dos projectos de investimento do Estado, está em queda.

No último boletim económico, o banco central previa um crescimento de 0,7 por cento, mas agora estima um recuo da mesma dimensão que na prática significa uma revisão em baixa de 1,4 pontos percentuais.

O consumo privado para este ano quase não se altera, mas na previsão para 2011 há uma queda significativa, em vez do aumento de 1,6 por cento previstos em Janeiro.

MRA Alliance/TSF

PIB dos EUA contraiu 2,4% em 2009

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

A economia dos Estados Unidos registou uma contracção de 2,4% em 2009, segundo números publicados esta sexta-feira indicando uma revisão em alta no desempenho dos últimos três meses do ano. O mau desempenho de 2009, contrasta com um crescimento anémico de 0,4%, em 2008. Em termos nominais, o PIB dos Estados Unidos decresceu 1,3%, em 2009, gerando uma riqueza inferior em 183,2 mil milhões de dólares à registada em 2008.
De acordo com a informação do Departamento do Comércio, o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos expandiu-se 5,9%, em base sequencial, no quarto trimestre (face aos 5,7% anteriormente estimados), acelerando a recuperação face aos 2,2% do terceiro trimestre, revela a segunda leitura oficial sobre o período.

Esta correcção nos dados do PIB (4ºT) derivam da revisão no valor dos inventários das empresa (investimentos), desaceleração nas importações e progressão nas exportações (+22,4% contra 17,8% no terceiro trimestre).

As despesas de consumo cresceram 1,7%, contra 2,8% no trimestre precedente. No segundo trimestre de 2009, o PIB dos EUA contraiu-se 0,7%, em termos reais, depois de ter recuado 6,4% nos primeiros três meses do ano.

Japão: PIB cresce acima das previsões

segunda-feira, fevereiro 15th, 2010

O Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu 4,6 por cento entre Outubro e Dezembro de 2009, informou o Governo de Tóquio. Este resultado superou as expectativas dos analistas.

Relativamente ao terceiro trimestre, a subida foi de 1,6 por cento. Com esta, a economia japonesa registou trimestralmente a terceira apreciação consecutiva daquele indicador.

MRA Alliance/Agências

China cresceu 10,7% no último trimestre de 2009

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

O PIB da China cresceu 10,7% no quarto trimestre do ano passado, face ao período homólogo, tendo reguistado o melhor desempenho desde 2007. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) da China, revelados hoje pelo gabinete de estatísticas do país, foram melhores do que o esperado pelos economistas que projectavam um crescimento de 10,5% nos últimos três meses de 2009.

No conjunto de 2009, o PIB chinês avançou 8,7%, acima dos 8% estimados pelo primeiro-ministro Wen Jiabao. Com este desempenho a China passa a ser a segunda maior economia do mundo, atrás dos EUA e à frente do Japão.“Os dados de hoje sugerem que está para breve um aperto da política monetária”, explicou Brian Jackson, um especialistas em mercados emergentes do Royal Bank of Canada, citado pela Bloomberg. “Os responsáveis da política monetária vão ter agir depressa para impedir que a economia aqueça demasiado”, acrescentou.

O regulador da banca na China recomendou ontem a alguns bancos que reduzam o nível de concessão de crédito, ao mesmo tempo que governantes “sugeriram” que as instituições financeiras devem retirar alguns medidas de estímulo à economia.

O FMI afirmou esta semana que a China está a liderar a retoma económica mundial, prevendo que a economia do país cresça 9% este ano, bastante acima da expansão de 1,3% prevista para as nações desenvolvidas.

MRA Alliance/Agências

Banco de Portugal diz que economia vai crescer modestamente até 2011

terça-feira, janeiro 12th, 2010

A economia portuguesa deverá crescer 0,7% este ano e 1,4% no próximo, segundo as previsões avançadas esta terça-feira no Boletim de Inverno do Banco de Portugal (BdP). No Boletim de Verão, a instituição liderada por Vítor Constâncio estimava uma expansão do Produto Interno Bruto de 0,6% este ano.O Bdp prevê que a inflação, medida pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC) se situe nos 0,7% este ano e que atinja os 1,6% em 2011.

As exportações deverão crescer 1,7% este ano, acelerando para 3,2% em 2011, enquanto as importações deverão subir 0,3% este ano e 2,7% no próximo.

O Banco de Portugal estima ainda que o consumo público cresça 0,7% este ano e 1,1% em 2011, desacelerando face aos 2% de 2009. O consumo privado deverá aumentar 1% este ano e 1,6% em 2011, recuperando da quebra de 0,9% do ano passado.

MRA Alliance/Agências

Actual poder de compra dos portugueses ao nível de 1999…

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

Os portugueses estão cada vez mais longe do estilo de vida dos europeus. O poder de compra das famílias é 76% da média da União Europeia e há mais de uma década que Portugal não descola na escala do bem-estar. Países como a Grécia evoluíram e mesmo os checos e os eslovenos ultrapassaram o nível de vida dos portugueses. É o preço a pagar por anos consecutivos com a produção de riqueza (PIB) estagnada ou a crescer abaixo da média europeia, refere hoje o Diário de Notícias.

Os gregos, que atravessam uma grave crise económica – com as contas públicas desordenadas, em risco de “pré-bancarrota” -, gozam de um estilo de vida superior às famílias portuguesas. Estão quase a atingir o nível de vida médio europeu (94,3%). Os vizinhos espanhóis podem bater recordes de desemprego na UE, mas estão quase 3% acima do nível de vida europeu, calculado com base no PIB per capita, ajustado em paridades do poder de compra (PPC), forma encontrada pelos economistas para fazer comparações entre espaços económicos ou nações.

Os portugueses necessitam de, pelo menos, mais 40% de dinheiro na carteira para ter o mesmo estilo de vida que os alemães.

MRA Alliance/DN

Portugal: INE revê em baixa crescimento da economia

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em baixa o crescimento da economia no terceiro trimestre, para os 0,7 por cento. Esta previsão, face a período homólogo, representa menos 0,2 pontos percentuais relativamente ao valor indicado na primeira estimativa.

O INE apontava, a 13 de Novembro, para um crescimento de 0,9 por cento no terceiro trimestre de 2009, face a igual período de 2008, e explica que esta revisão reflecte sobretudo “informação mais actualizada do comércio internacional”.  

Na variação acumulada – ano acabado no trimestre de referência – o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 2,5 por cento no terceiro trimestre, valor que compara com uma contracção de 3,7 por cento no ano acabado no segundo trimestre de 2009.

MRA Alliance/Agências

EUA: Economia cresce pela primeira vez em mais de um ano

quinta-feira, outubro 29th, 2009

A economia norte-americana cresceu no terceiro trimestre, pela primeira vez em mais de um ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) a subir 3,5 por cento, segundo a primeira estimativa trimestral, hoje divulgada pelo Departamento do Comércio.O número superou as expectativas dos analistas ouvidos pela agência de informação financeira Bloomberg, cuja média de previsão apontava para um crescimento de 3,2 por cento. As estimativas oscilavam entre um aumento de 2 a 4,8 por cento.

O consumo das famílias subiu 3,4 por cento, registando a maior progressão em mais de dois anos.

MRA Alliance/Lusa 

PIB da Zona Euro recua o dobro do previsto

quarta-feira, outubro 7th, 2009

A economia na Zona Euro contraiu 0,2 por cento no segundo trimestre de 2009, comparando com os três primeiros meses do ano, de acordo com dados avançados pelo Eurostat.

Em Setembro, o gabinete de estatísticas da União Europeia previra um recuo de 0,1 por cento. Anda assim, verifica-se um abrandamento na queda do PIB das 16 economias, apesar de este ser o quinto trimestre seguido em contracção.

O Eurostat também está mais pessimista para a Europa dos 27. O PIB destes países caiu 0,3 por cento no segundo trimestre. As previsões (0,2 por cento) voltaram a pecar por excesso de optimismo.

MRA Alliance/Agências

Brasil: Consumo e indústria afastam recessão

sexta-feira, setembro 11th, 2009

A economia brasileira cresceu 1,9 por cento desde Janeiro e recuou 1,2 por cento na comparação com 2008, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje.

Economistas consultados pela Reuters previam um crescimento de 1,6 por cento na comparação trimestral. Comparativamente a 2008, em média, as projeções apontavam uma queda de 1,5 por cento.

“O Brasil é o país com uma das recuperações mais rápidas do mundo”, elogiou o ministro das Finanças (Fazenda), Guido Mantega, prevendo que no terceiro trimestre o país pode crescer entre 2 e 3 por cento relativamente ao trimestre anterior. Para 2009, o governo estima um crescimento postivo de 1%.

Segundo o IBGE, para que a economia encerre 2009 em sintonia com a projecções do governo, é necessário que na segunda metade do ano a economia cresça 3,4%.

O economista sénior do Santander Asset Management, Ricardo Denadai, diz que “o mais impressionante é o comportamento do consumo interno. (…) A crise atingiu o país quando o mercado de trabalho estava na melhor fase e, mesmo no pior momento, a renda real manteve-se equilibrada.”

Entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, o consumo das famílias aumentou 2,1 por cento e o do governo teve variação negativa de 0,1 por cento, enquanto a FBCF ( Formação Bruta de Capital Fixo), um dos indicadores de investimento, permaneceu estável.

Na óptica da oferta, o maior destaque foi a indústria -com crescimento de 2,1 por cento, depois de dois trimestres em queda. Os serviços avançaram 1,2 por cento, enquanto a agropecuária recuou 0,1 por cento.

MRA Alliance/Agências

Canadá: PIB recuou 3,2 % no segundo trimestre

terça-feira, setembro 1st, 2009

O Produto Interno Bruto (PIB) do Canadá baixou 3,4 por cento no segundo trimestre do ano face ao período homólogo de 2008, anunciou ontem a agência canadiana de estatística.

O organismo considera que esta baixa “é um pouco mais acentuada do que as previsões iniciais” que apontavam para uma queda de 3%.

No primeiro trimestre, a queda foi 6,1%, a maior desde 1961. No entanto, em Junho, o produto canadiano registara uma subida de 0,1 por cento face a Maio, a primeira desde Julho de 2008.

No segundo trimestre do ano, a procura interna cresceu 0,1 por cento, alimentada em parte pelas vendas de automóveis e pela subida na revenda de casas.

As exportações de bens e serviços, investimentos em negócios de maquinaria e equipamentos baixaram, mas não tão de forma tão forte como no primeiro trimestre, acrescentou a agência governamental.

O sector de serviços também registou um aumento de 0,3 por cento, depois de dois trimestres de quebras consecutivas.

MRA Alliance/Agências�

PIB americano e espanhol voltaram a cair mostrando que recessão continua

quinta-feira, agosto 27th, 2009

Os dados mais recentes sobre o crescimento económico nos Estados Unidos e em Espanha confirmam que a recessão continua, com fortes contrações no consumo, emprego e investimento privado, representando más notícias para a economia portuguesa.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos contraiu-se a uma taxa anualizada de 1%, no segundo trimestre de 2009, indica a segunda leitura para o período Abril-Junho, indicam os dados divulgados hoje pelo Departamento do Comércio. Os números completam uma série de quatro trimestre consecutivos de crescimento negativo nos EUA.

Melhor do que o esperado pelos economistas, a evolução do PIB norte-americano mostra um abrandamento no ritmo da recessão. O produto decresceu 6,4% no primeiro trimestre. Analisando as componentes do produto, o consumo das famílias caiu 1%, o investimento das empresas 10,9% e as exportações recuaram cerca de 5%.

Em Espanha, a economia também encolheu mais 1,1% no segundo trimestre do ano, elevando para 4,2% a quebra do PIB do país em termos homólogos – a maior dos últimos 39 anos – revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística espanhol. A mesma fonte justifica a quebra com o recuo de 7,3% na procura interna.

O INE espanhol acrescenta que, só no segundo trimestre do ano, o investimento no país tombou 17% em termos homólogos, o consumo doméstico recuou 5,9% e o emprego teve uma quebra de 7,1%, comparativamente a 2008.

MRA Alliance/Agências