Archive for the ‘Consumo’ Category

Confiança dos europeus na economia afunda em Agosto

terça-feira, agosto 23rd, 2011

A confiança dos consumidores registou uma queda significativa em Agosto, quer na Zona Euro quer na União Europeia (UE).

Segundo a estimativa preliminar divulgada hoje pela Comissão Europeia, o índice de confiança dos consumidores da UE caiu dos 12,4 pontos negativos para 16,8 pontos negativos, entre Julho e Agosto. Nos países da moeda única, o indicador, que também se mantém em terreno negativo, baixou de -11,2 para -16,6 pontos.

A versão definitiva deste índice será divulgada a 30 de Agosto, como parte integrante do Indicador de Sentimento Económico.

MRA Alliance/Agências

Consumo das famílias sofre maior queda em mais de 30 anos

sábado, agosto 20th, 2011

As famílias portuguesas estão a travar o consumo de forma cada vez mais intensa, reflectindo as medidas de austeridade impostas devido ao pedido de ajuda externa e à alta do desemprego.

O indicador coincidente do consumo privado, divulgado ontem pelo Banco de Portugal nos Indicadores de Conjuntura, registou uma queda de 3,4% no mês de Julho. Esta é a queda mais intensa verificada desde pelo menos 1978, primeiro ano para o qual há registos sobre a evolução do consumo das famílias portuguesas.

Julho foi o oitavo mês consecutivo de quedas no consumo privado em Portugal, uma tendência que espelha as dificuldades das famílias portuguesas perante o aumento dos impostos e outras medidas de austeridade implementadas que têm impacto directo no rendimento disponível dos portugueses.

A queda registada em Julho supera mesmo o verificado em 1984, ano em que Portugal também esteve sob intervenção do FMI. Nos primeiros meses desse ano, o consumo das famílias desceu várias vezes acima de 3%, mas -3,4%, como no mês passado.

MRA Alliance/JdN

Cada vez mais famílias deixam de pagar bens comprados a crédito

terça-feira, janeiro 11th, 2011

Cada vez mais famílias estão a deixar de pagar os produtos comprados através de créditos ao consumo. Em Novembro do ano passado, o malparado no crédito ao consumo subiu 22,6% em termos homólogos, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal (BdP). Uma subida que ajudou a colocar o total do crédito malparado das famílias no maior valor em 13 anos.

O valor dos empréstimos incobráveis atingiu os 4297 milhões de euros e representa já 3,04% do total do crédito concedido às famílias – que soma cerca de 141,3 mil milhões de euros. É preciso recuar a Maio de 1998, altura em que o malparado atingiu os 3,096% para se ver um nível de incumprimento tão grande por partes dos portugueses.

MRA Alliance/DE 

Portugal: Famílias consomem mais e cortam poupança

quinta-feira, dezembro 30th, 2010

As despesas de consumo estão a subir a um ritmo mais elevado do que o rendimento disponível. Para “tapar” este desequilíbrio, as famílias estão a poupar menos. A tendência de redução da taxa de poupança começou no segundo trimestre e mantém-se. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE),  no terceiro trimestre deste ano, a poupança caíu para os 10,6%.

Este recuo é explicado pelo INE nas Contas Nacionais Trimestrais, ontem divulgadas, pelo facto de o crescimento das despesas de consumo final das famílias suplantarem o crescimento “mais moderado” do rendimento disponível dos particulares. Face ao conjunto de novas medidas de redução do défice que vão entrar em vigor a partir de Janeiro – congelamento de pensões, cortes salariais e nova subida do IVA – e ao seu impacto no rendimento disponível, será de esperar que a taxa de poupança se mantenha em queda.

Do lado das empresas, a publicação do INE dá conta de nova quebra no investimento, o que acontece há já oito trimestres consecutivos.

As Contas Nacionais Trimestrais revelam ainda que o défice das Administrações Públicas registou no final do terceiro trimestre uma ligeira melhoria (de 0,1 pontos percentuais) face aos três meses precedentes. O que significa que as necessidades de financiamento eram no final de Novembro equivalentes a 9,4% do Produto Interno Bruto.

Esta ligeira redução do défice resultou essencialmente da descida das despesas de capital que acabaram por compensar a diminuição da receita dos impostos sobre o rendimento (IRS e IRC) e património. No último trimestre do ano, as medidas de contenção já deverão contribuir com maior intensidade para a redução das necessidades de financiamento.

MRA Alliance/JN

Portugueses já gastaram 772 milhões de euros em compras

terça-feira, dezembro 21st, 2010

Segundo a SIBS, entre 13 e 19 de dezembro foram efetuados nas caixas automáticas nove milhões de levantamentos, no valor total de 580 milhões de euros, enquanto de 14 a 20 de dezembro do ano passado este montante foi de 571 milhões, ou seja, mais 1,6 por cento. O valor médio levantado por dia foi de 66 euros, tal como em 2009.

Relativamente a compras realizadas nos terminais de pagamento automático, realizaram-se na semana passada 17 milhões de aquisições, relativas a 772 milhões de euros, o que representa mais 4,8 por cento comparativamente a 2009 (737 milhões de euros). Já o valor médio de pagamentos em lojas foi de 44 euros, menos um euro do que no período homólogo.

MRA Alliance/DN

Conjuntura: Confiança na Europa bate máximos de três anos

segunda-feira, novembro 29th, 2010

O indicador de confiança europeu face ao panorama económico atingiu máximos de três anos em Novembro, com o crescimento da Alemanha a contribuir para travar os receios de que o eventual contágio da crise de dívida soberana comprometa a recuperação.

O índice que mede o sentimento dos empresários e consumidores dos 16 países da zona euro passou de 103,8 pontos em Outubro para 105,3 pontos em Novembro, o maior valor desde Novembro de 2007, anunciou hoje a Comissão Europeia, em comunicado.

De acordo com um inquérito da Bloomberg, 26 economistas estimavam um ganho para os 105 pontos.

De salientar que a confiança dos empresários alemães bateu um recorde em Novembro e que os governos europeus chegaram a acordo domingo quanto ao apoio à Irlanda no valor de 85 mil milhões de euros, o que deverá ajudar a estabilizar os mercados da dívida e contribuir para uma melhoria da confiança.

MRA Alliance/DE

Consumo público com queda inédita em 2011

domingo, outubro 17th, 2010

Os gastos públicos que integram a despesa interna vão registar em 2011 uma redução histórica. Nem nos anos em que foram aplicadas as medidas de estabilização do FMI os cortes foram tão acentuados., diz o Jornal de Negócios.

Essa é uma das razões que justifica a dúvida quanto á possibilidade de crescer mesmo que marginalmente como prevê o Governo. A queda de 8,8% no consumo público, uma das componentes do PIB na óptica da despesa, é a mais elevada da história recente da economia portuguesa.

Nos anos em que foram aplicados os planos de estabilização do FMI, o consumo público não caiu. Na última intervenção do Fundo, durante a primeira metade dos anos 80, o consumo público caiu 0,2% em 1984 e o PIB caiu 1,9%.

A recessão registada durante essa segunda entrada do FMI em Portugal não foi gerada apenas pela via das contas públicas uma vez que na altura Portugal podia também, como fez, aumentar as taxas de juro (política monetária). A desvalorização da moeda que também foi usada tem efeitos de sinal contrário: aumenta a competitividade das empresas exportadoras e reduz o poder de compra dos portugueses.

A ausência de instrumentos das políticas monetária e cambial, uma vez que Portugal está inserido no euro, obriga o Governo a usar como única munição a política orçamental para combater o excesso de endividamento do país.

MRAAlliance/JdN

Confiança dos americanos cai inesperadamente em Outubro

sexta-feira, outubro 15th, 2010

As famílias norte-americanas estão mais pessimistas em relação às perspectivas económicas para o país. O índice da Thomson Reuters/University of Michigan, que mede o sentimento dos consumidores nos Estados Unidos, caiu este mês para 67,9 pontos, face aos 68,2 pontos registados em Setembro.

Além de ter ficado abaixo das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que previam uma ligeira subida do índice para os 68,9 pontos em Outubro, trata-se do nível mais baixo desde Julho. Os dados revelados hoje mostram que o sentimento dos norte-americanos foi abalado pelas projecções que apontam para uma taxa de desemprego acima dos 9% no próximo ano, o que faz com que o consumo das famílias, que representa 70% da economia dos EUA, continue tímido.

MRA Alliance/Diário Económico

Aumento do IVA faz disparar procura de automóveis

terça-feira, junho 1st, 2010

As vendas de automóveis estão a começar a recuperar em Portugal depois de dois anos de crise. De acordo com os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), em Maio, as vendas subiram 42,4% face ao mesmo mês do ano passado. A perspectiva do aumento do IVA, que entra em vigor a 1 de Julho, poderá ter contribuído, levando os portugueses a anteciparem as compras.

No mês passado venderam-se 23.613 viaturas em Portugal, com os ligeiros de passageiros a crescerem 46,7% e os comerciais ligeiros a venderem mais 30,5%. Apenas os pesados registaram uma quebra nas vendas, de 11,7%.

A ACAP explica que o aumento das vendas só é tão positivo porque compara com 2009, um ano que foi o pior dos últimos 22 em termos de vendas. Para além disso, diz a associação, houve também uma «reanimação das vendas a empresas de rent-a-car e gestoras de frotas».

Olhando para o período acumulado dos primeiros cinco meses do ano, os números são igualmente animadores: foram vendidos 108.401 veículos, mais 47,5% que em igual período do ano passado.

MRA Alliance/Agência Financeira 

Portugal: Um em cada dez sobreendividados tem mais de dez créditos

domingo, março 14th, 2010

Uma em cada dez famílias sobreendividadas, acompanhadas pela Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (Deco), tem mais de dez créditos. O desemprego é a principal causa das dificuldades. Este é um cenário negro na véspera do Dia do Consumidor, que assinala amanhã.

De acordo com os dados do Gabinete de Apoio ao Sobre endividado da DECO, citados pela Lusa, cada família sobreendividada tem, em média, 5,4 créditos.

A maior percentagem (38,5 por cento) tem entre quatro e sete créditos. Já 36,6 por cento dos indivíduos em análise têm entre um e três créditos e 14,3 por cento entre oito e dez créditos. 10,6 por cento tem mais de 10 créditos.

Desde o início do ano deram entrada no gabinete de apoio a DECO 502 processos: 227 em Janeiro e 275 em Fevereiro. No ano passado, e no mesmo período, tinham dado entrada 493 processos.

A principal causa das dificuldades das famílias sobreendividadas é o desemprego (36,4 por cento), seguida de doença (19,5 por cento) e a deterioração das condições laborais (17,5 por cento).

O divórcio ou a separação são responsáveis por 8,7 por cento das dificuldades, assim como o agravamento do custo de crédito (5,5 por cento) e a morte de um elemento do agregado familiar (2,2 por cento).

Estes são dados justificados, em grande parte, pela crise que Jorge Morgado, presidente da DECO, em entrevista à Lusa classificou como «chaga social».

«É fundamental que a experiência da família vá no sentido da educação financeira», aconselhou Morgado.

MRA Alliance/Agência Financeira

Produtos nacionais mais caros que os estrangeiros mas com idêntica qualidade

domingo, janeiro 31st, 2010

Apesar de mais caros, os produtos portugueses têm a mesma qualidade que os de origem estrangeira, segundo a maioria dos inquiridos num estudo sobre a campanha “Portugal. A minha primeira escolha”.

No total, 52% dos inquiridos no estudo da Netsonda, realizado a pedido da Associação Empresarial de Portugal (AEP), responderam que os produtos nacionais têm a mesma qualidade que os estrangeiros. O mesmo estudo, a que a agência Lusa teve acesso, revela, contudo, que quase metade (48%) dos inquiridos considera que os produtos portugueses são mais caros, enquanto que para um terço os valores são iguais aos produtos estrangeiros.

O inquérito realizou-se durante o mês de Janeiro e foram entrevistadas 819 pessoas.

MRA Alliance/Diário Económico

Amazon vendeu mais e-books no Natal que livros em papel

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

A Amazon anunciou hoje em comunicado que, durante a época natalícia, as vendas dos livros digitais superaram pela primeira vez as dos livros físicos, mas não forneceu dados específicos.

Por esta razão, não admira que o seu patenteado Kindle, um leitor portátil de livros electrónicos, tenha passado a deter o recorde de vendas no maior centro de comércio electrónico do mundo.

No comunicado, a Amazon informou que, apenas no dia 14 de Dezembro, recebeu 9,5 milhões de encomendas de clientes espalhados pelo mundo, o que representa 110 presentes por segundo – um novo recorde da companhia.

Em 2009, a Amazon distribuiu produtos em mais de 178 países e garante que 99% dos pedidos realizados entre 15 de Novembro e 19 de Dezembro foram entregues nos prazos previstos.

MRA Alliance/Agências

Banco de Portugal diz que economia melhorou

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

A economia portuguesa continuou a recuperar no mês passado, com melhorias dos indicadores de consumo privado, actividade económica e sentimento económico, apesar da queda da confiança de consumidores após oito meses a melhorar. Os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal, divulgados hoje, revelam que a economia terá melhorado em Novembro, com o indicador que mede a actividade económica a atingir um valor nulo, depois de mais de um ano em terreno negativo.

O indicador que mede o consumo privado também subiu, pelo sétimo mês consecutivo, para 1,7%, mas a confiança dos Os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal, divulgados hoje, revelam que a economia terá melhorado em Novembro, com o indicador que mede a actividade económica a atingir um valor nulo, depois de mais de um ano em terreno negativo.

O indicador que mede o consumo privado também subiu, pelo sétimo mês consecutivo, para 1,7%, mas a confiança dos consumidores piorou face a Outubro, para os -30%, após oito meses consecutivos a melhorar. O sentimento económico registou igualmente uma melhoria face a Outubro, situando-se agora nos 83,7% (81,2 em Outubro).

As vendas de automóveis  já não estão a cair tanto como no primeiro semestre, ou seja, o consumo das famílias, perto do Natal, está a reanimar a economia portuguesa. O sentimento económico também registou uma melhoria face a Outubro, situando-se agora nos 83,7% (81,2 em Outubro).

As vendas de automóveis não estão a cair tanto como no primeiro semestre, indicando que o consumo das famílias, perto do Natal, está a reanimar a economia portuguesa.

MRA Alliance/Agências

Crise: 2,7 milhões de portugueses não conseguem pagar contas

segunda-feira, novembro 16th, 2009

2,7 milhões de portugueses têm sérias dificuldades em pagar despesas mensais, segundo um estudo da Worldpanel que inquiriu 3.000 lares em Portugal Continental.

«São 850 mil casas, com famílias tipicamente numerosas, que estão severamente atingidos pela crise, reduzindo os seus gastos em produtos de grande consumo em 3,1%», refere o estudo.

Alimentação e produtos de limpeza para a casa foram os grandes cortes deste grupo que, durante os primeiros nove meses do ano, cortou em 1,8% os gastos em comida e menos 4,9% em limpeza caseira face a 2008.

Ao mesmo tempo, procuram ainda o preço mais barato, deixando de lado as suas lojas favoritas, e reforçam a despensa.

No entanto, a grande maioria dos inquiridos, 50%, disse estar mais poupado, embora não tenham grandes preocupações em manter o ordenado até ao final do mês.

Os resultados indicam que os portugueses vão menos vezes às compras, mas compram em mais quantidade. Os produtos eleitos são a comida pronta, os congelados e as sobremesas, uma vez que as idas aos restaurantes foram cortadas. 

Os preços caíram, em média, 3% e o grande destaque foram os produtos frescos que estão 7,4% mais baratos.

Só 28% disse não ter sentido na pele os problemas da crise, dos quais 27% assumiu que, mesmo assim, «poupa por preocupação», enquanto 6% não economizam.

«Quando há um grande grupo de pessoas que não tem a necessidade extrema de poupar, o que faz com que tantos portugueses estejam mais economizados?», questionou Pedro Caldeira, director de comunicação da Worldpanel. 

«Tem a ver com as expectativas», explicou, acrescentando que «mais do que a curva do desemprego, são as preocupações dos portugueses em manter o emprego que rege o estímulo para irem às compras». Ou seja, «o pico da taxa de desemprego não correspondeu ao pico de poupança», exemplificou Caldeira concluindo que «é preciso recuperar a confiança e o optimismo, factores determinantes para a recuperação económica em 2010».

MRA Alliance/Agências

EUA: Vendas a retalho subiram 2,7% em Agosto

terça-feira, setembro 15th, 2009

As vendas a retalho registaram em Agosto o maior aumento em mais de três anos, em 2,7 por cento, revelou esta terça-feira o Departamento do Comércio, avança a Bloomberg.A subida registada no mês passado foi conduzida pelo aumento da compra de automóveis, motivado pelo programa de incentivo do Governo, sendo que excluindo este sector, as vendas a retalho cresceram 1,1%. Apenas no sector do mobiliário e material de construção se verificou uma queda nas vendas. Em Julho, registou-se uma descida de 0,2%.

Os analistas estimavam um aumento de 1,9% nas vendas a retalho em Agosto, sendo que neste mês se verificou o maior ganho desde Janeiro de 2006.

A subsecretária do Comércio para os assuntos económicos, Rebecca Blank, explica que este resultado «é um sinal de que os consumidores começam a sentir-se um pouco mais melhor em relação à economia».

MRA Alliance/Agências

Portugal: Vendas de jornais diários caíram 7,6% no primeiro semestre

terça-feira, setembro 1st, 2009

No primeiro semestre de 2009 foram vendidos, em média, menos 26 174 diários generalistas em comparação com o período homólogo do ano anterior. Semanários não escapam à tendência, ao contrário dos económicos.

São poucos os títulos da imprensa que não estão a sentir nas vendas os efeitos da crise. Um dos segmentos mais afectado é o dos diários generalistas que viram acentuar-se a tendência de queda na generalidade dos títulos, ao contrário do que acontecera em 2008, ano que encerrou com a venda de mais 18 mil exemplares diários.

Segundo os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT) ontem divulgados, a circulação paga (vendas em banca e assinaturas) nos primeiros seis meses do ano caiu 7,6%, com uma média de 26 174 exemplares a menos vendidos por dia.

O Diário de Notícias registou uma quebra de 16% no período em análise, e acabou o semestre com uma média de circulação paga de 37 810 exemplares. No entanto, ao comparar os dados do bimestre Maio/Junho com o anterior, relativo a Março/Abril verifica-se uma melhoria na circulação paga do DN, registando-se um aumento de 2,8%.

Jornal de Notícias e 24 Horas, também do grupo Controlinveste, não fugiram ao ambiente geral de quebra, com uma descida de 9,5% e 14%, respectivamente, situação semelhante à registada pelo Público, do grupo Sonae, com uma diminuição de 8%. Apenas o Correio da Manhã manteve neste semestre a média de vendas estável comparativamente com os primeiros seis meses de 2008, mantendo a liderança das vendas neste segmento, com 115 094 exemplares vendidos diariamente.

E tal como aconteceu no bimestre Março/Abril, as publicações de economia voltaram a apresentar subidas nas vendas. O Jornal de Negócios terminou o semestre com uma circulação média paga de 9 877 exemplares, mais 19% relativamente ao período homólogo de 2008, enquanto o Diário Económico, da Ongoing Media, reforçou a liderança com 15 506 jornais vendidos por dia, uma subida de 17%. O Semanário Económico, também do grupo liderado por Nuno Vasconcellos, aumentou as vendas em 9%.

Os números de vendas do i, que vai na edição 100, só constarão dos dados da APCT em Novembro. A direcção quis salvaguardar o “número cristalino de vendas”.

À semelhança dos diários, também os semanários não conseguiram contrariar a tendência de quebra. Com uma circulação paga de 112 639 jornais, o Expresso registou uma queda de 9%, valor superado pelo Sol que sofreu uma diminuição de 10,8% nas vendas, tendo terminado o primeiro semestre do ano a vender, em média, 41 066 exemplares por semana.

Quanto às newsmagazines, sortes diferentes para as duas com maior circulação paga. Enquanto a Sábado, do grupo Cofina, registou uma subida de 5%, com vendas de 78 346 revistas em média, por semana, a Visão, da Impresa, viu diminuir em 6%a sua circulação paga nos primeiros seis meses do ano, muito por culpa de uma quebra registada nas assinaturas.

O Jogo e Record, os dois desportivos auditados pela APCT, venderam em média menos 9% e 8%, respectivamente, no período em análise.

MRA Alliance/Diário de Notícias

Portugal: Clima económico melhora ligeiramente

sexta-feira, agosto 28th, 2009

O clima económico relativo a Agosto, publicado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), acentuou a tendência de melhoria desde os mínimos históricos verificados em Abril, mas os indicadores de confiança dos consumidores ainda estão longe dos que se verificavam antes da crise.

De acordo com o relatório do INE, o indicador de clima económico – que agrega as expectativas dos empresários na índustria, construção, comércio e serviços – subiu de -1,6 pontos, em Julho, para -1,2 pontos, em Agosto. Desde Abril, quando tinha sido atingido um mínimo histórico de -3 pontos, este indicador tem vindo a recuperar, atingindo agora o melhor resultado desde Novembro de 2008. Ainda assim, continua muito longe dos valores médios da série, que se situam em torno dos 2,1 pontos.

Na Indústria, Serviços e Comércio a Retalho registaram-se melhorias nas expectativas. Apenas o sector da construção continuou avesso à tendência positiva.

Os consumidores portugueses, após terem batido o recorde do pessimismo, em Março passado, manifestaram-se agora mais optimistas relativamente à situação da economia, às finanças das famílias e à evolução do desemprego.

Em Agosto, o índice de confiança dos consumidores passou de -39,3 para -34,3 pontos. É necessário recuar até Dezembro de 2007, quando a crise financeira ainda estava na sua fase inicial e a entrada em recessão da economia mundial ainda não era certa, para encontrar um valor menos negativo.

A forte descida das taxas de juro e os programas de estímulo ao sector financeiro e à dinamização do investimento público podem explicar a tendência actual.

MRA Alliance/Agências

Salários em Lisboa são metade dos de Nova Iorque

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Os lisboetas ganham 50% menos do que os novaiorquinos mas pagam quase tanto como eles por electrodomésticos e material electrónico. Ainda assim, Lisboa não é das cidades mais caras do mundo, situando-se em 35º lugar num ‘ranking’ de 73 cidades, analisadas num estudo da consultora UBS, publicado ontem.

O estudo toma como referência a cidade de Nova Iorque, que equivale a 100 pontos na tabela de salários brutos. Lisboa fica longe, com 44,8 pontos. Porém, recebendo menos de metade, os lisboetas registam um índice de 92,8 pontos na compra de electrodomésticos, televisões, dvd’s, máquinas fotográficas e afins.

MRA Alliance/Diário Económico

Europeus estão a apertar menos os cordões à bolsa

quarta-feira, agosto 5th, 2009

As vendas a retalho permanecem em queda na Zona Euro, mas os consumidores estão, no geral, a apertar menos os cordões à bolsa. A descida em Julho foi de 0,2%, menos de metade da observada no mês anterior. Nalguns países, caso de Portugal (0,3%) e de Espanha (0,7%), a variação foi positiva.

Segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, as vendas registaram uma subida de 0,1%, no total dos 27 países da União Europeia.

Na Zona Euro, o comércio a retalho sofreu uma queda de 2,4% nas vendas, em  comparação com Julho do ano passado, face ao recuo de 3% registado em Maio.

MRA Alliance/Agências

Vendas de carros ligeiros caíram 34,5% até Julho

terça-feira, agosto 4th, 2009

As vendas de automóveis ligeiros continuaram a cair em Julho, completando sete meses consecutivos de quedas e acumulando uma quebra de 34,5% desde o início do ano, segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

Em Julho registou-se uma quebra de 20,5% nas vendas de ligeiros de passageiros e de 34,6% nos ligeiros comerciais, em relação ao mês homólogo de 2008.

Segundo a ACAP “a entrada em vigor da nova legislação do crédito ao consumo” contribuiu para a “queda precipitada” das vendas registadas em Julho.

“A Comissão Europeia recomendou que o prazo entre a publicação da legislação do crédito ao consumo e a sua entrada em vigor fosse de um ano, mas em Portugal este prazo foi inferior a um mês”, critica a associação.

Entre Janeiro e Julho foram vendidos em Portugal 110.983 automóveis ligeiros, o que representa uma quebra de 34,5% face ao mesmo período de 2008.

A tendência de quebra estendeu-se ao mercado de veículos pesados, que em Julho sofreu um decréscimo de 28% em relação ao mês homólogo do ano anterior.

Em termos acumulados as vendas de pesados caíram 40,8% nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período de 2008.

MRA Alliance/Agências

Telemóveis: Vendas mundiais caíram 12% no 1º trimestre

domingo, junho 14th, 2009

As vendas de telemóveis no mundo caíram 11,9% no primeiro trimestre deste ano, menos 35 milhões de aparelhos em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo 255,6 milhões de unidades, informou a empresa ABI Research. A América Latina foi a região com a queda mais forte (-28%).

Comparativamente ao último trimestre de 2008, a queda mundial foi de 20%. «A indústria de telemóveis é caracterizada por tendências sazonais. O primeiro trimestre cai após a forte época de compras no fim do ano. No entanto, desta vez, a quebra foi enorme», referem os analistas da empresa.

De acordo com a ABI Research, os consumidores “preferem adiar uma nova compra até que tenham mais confiança no seu próprio futuro».

MRA Alliance/Agências

EDP está a lesar consumidores, diz regulador

terça-feira, maio 19th, 2009

A Autoridade da Concorrência concluiu que os portugueses estão a pagar preços muito elevados pela eletricidade consumida. De acordo com um relatório ontem divulgado, o regulador considera que “os desvios sistemáticos de previsão” entre a procura programada de eletricidade e a procura real por parte da EDP está a lesar os consumidores, que pagam preços mais caros.

O documento, que visa avaliar os primeiros seis meses de entrada em vigor do Mercado Ibérico de Eletricidade, refere que os preços em Portugal estão 23 por cento acima dos praticados em Espanha. MRA Alliance/Agências

Crédito: Malparado bate níveis recorde e crise agudiza-se

domingo, abril 26th, 2009

Dívida vencida das famílias no crédito ao consumo aumentou 36,6% em Fevereiro. O malparado das empresas cresceu 56,8% e os incumprimentos aumentam à média mensal de 110 milhões de euros. “Nem na crise de 2003 a banca emprestou tão pouco dinheiro às empresas”, avança hoje o Diário de Notícias, citando dados do Banco de Portugal publicados ontem.

Por cada 500 euros de empréstimos ao consumo contraídos nos bancos, os portugueses tinham, em Fevereiro, em relaxe bancário 5,6 euros. O crédito malparado, em resultado das contas com supermercado, compra de carros ou electrodomésticos, aumentou 36,6% em relação ao ano passado.

Consequência do aumento do desemprego, baixos salários ou da “vontade incontrolável de gastar”, as dívidas vencidas estão a aumentar, Em Fevereiro, o incumprimento no crédito à habitação aumentou 23,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. O crédito concedido está em forte desaceleração – aumentou 2,7%, quando em Janeiro crescia 3,2% em termos homólogos. Os empréstimos vencidos já chegam a 1,6% do total dos “créditos vivos”.

No total, o dinheiro reclamado pelos banqueiros – em empréstimos à habitação e ao consumo – às famílias portuguesas aumentou 773 milhões de euros em apenas um ano, uma expansão de 28,7%. Assim, a dívida em relaxe atinge os 3,2 mil milhões de euros, o suficiente para pagar o novo aeroporto de Alcochete.

A dívida total das famílias ultrapassa em 30% o rendimento anual médio e a “torneira do crédito está a fechar, apesar de o preço do dinheiro estar cada vez mais barato”, sublinha o DN.

A factura mensal de juros para um típico empréstimo ao consumo baixou 6,1% entre Novembro do ano passado – o pico mais alto da taxa de juro – e Fevereiro deste ano. Mas ainda assim os novos empréstimos à habitação e ao consumo estão em queda. Em Fevereiro, os portugueses contraíram 268 milhões de euros para gastar em consumo, menos 13,1% do que em igual mês de 2008.

MRA Alliance/DN

Banco de Portugal divulgou excessos da banca contra clientes

quarta-feira, abril 22nd, 2009

Mais de 14 mil queixas sobre a actuação das instituições foram  reportadas ao Banco de Portugal (BdP), em 2008. Cerca de metade originaram investigações. Disfarçados de clientes, inspectores foram aos bancos,  realizando mais de 300 inspecções a 94 instituições de crédito. A banca foi obrigada a alterar campanhas de publicidade de empréstimos ao consumo. Em 2008, o Banco de Portugal “ouviu” 14 300 queixas, mais 63% do que em 2007.

Em 2008, o banco mai visado pelos consumidores foi o Deutsche Bank Portugal, com 224 reclamações por cem mil depósitos. O segundo lugar da tabela foi ocupado pelo Banco Popular, com 57 queixas. Quase metade das 14 300 reclamações registadas relacionaram-se com depósitos, poupanças e empréstimos.

O governador do Banco de Portugal (BdP), Vitor Constâncio, revelou dados durante uma conferência de imprensa de ontem, em Lisboa, segundo os quais 48% das queixas dos consumidores tinham razão de ser mas foram resolvidas pelos bancos. O banco central adiantou que 52% das queixas não continham “indícios de infracção” cometida pelas instituições visadas.

Cerca de 23% das reclamações relacionaram-se com depósitos e produtos de poupança. Os empréstimos ao consumo geraram 23% das queixas, o dobro do verificado em 2007. As questões com cheques e cartões de crédito e de débito ocuparam, respectivamente, 10% e 6% dos protestos.

O banco central adoptou uma atitude pró-activa na defesa dos clientes bancários. Sob anonimato, inspectores do BdP efectuaram 49 operações, em 25 bancos, disfarçados de clientes. Lúcia Leitão, directora da Supervisão comportamental do Banco de Portugal, informou que, no total, “foram efectuadas 303 inspecções” a 94 instituições de crédito.

Como resultado, em 2008, foram instaurados 11 processos de contra-ordenação e 214 recomendações – 138 das quais relativas à transparência na informação aos clientes.

Em 76 casos, o Banco de Portugal chamou à atenção dos bancos para o “cumprimento de normas legais e regulamentares”. Foi nos empréstimos à habitação e sobre publicidade que incidiu a maioria das recomendações emitidas pelo banco central no período em análise.

No tocante às campanhas publicitárias, onde os bancos comerciais tentam levar os clientes ao engodo financeiro, entre Janeiro de 2008 e Março de 2009, a supervisão comportamental do Banco de Portugal analisou 1440 campanhas. Os técnicos suspenderam oito campanhas publicitárias e impuseram 101 alterações. Mais de metade das campanhas alteradas pelo banco cental (57%) estavam relacionadas com crédito ao consumo.

MRA Alliance/DN/pvc