Archive for the ‘Comunicações’ Category

Accionistas da PT votam fim da golden share

terça-feira, julho 26th, 2011

Os accionistas da Portugal Telecom votaram hoje em Assembleia Geral, por esmagadora maioria (99%), o fim dos direitos especiais que o Estado mantinha na empresa, conhecidos como golden share, marcando assim o fim da influência do Estado na empresa de telecomunicações.

O Estado deverá manter, no entanto, as quinhentas acções que ainda detém na PT, mas agora sem os direitos especiais que elas garantiam até hoje. Assim, essa posição vale agora pouco mais de 3 mil euros.

O fim das chamadas “golden share” é uma das medidas acertadas com a Troika. Depois da PT, e até final do mês, também a EDP e a GALP devem acabar com os direitos especiais do Estado.

MRA Alliance/Agências

WikiLeaks publica lista de “infra-estruturas vitais” protegidas pelos EUA

segunda-feira, dezembro 6th, 2010

Cabos de fibra óptica lançados no alto marA lista de “infra-estruturas vitais” localizadas em vários países que os Estados Unidos querem proteger foi publicada ontem à noite pela WikiLeaks. Entre as centenas de locais listados nos telegramas diplomáticos que o site dirigido por Julian Assange tem estado a divulgar ao longo dos últimos dias, encontra-se infra-estruturas de comunicações, de energia, de minas, da indústria espacial e de defesa, bem como vários laboratórios farmacêuticos.

A fábrica da BASF é descrita como “o maior complexo químico integrado do mundo”, e a fábrica da Siemens em Erlangen (sul da Alemanha) assegura “uma produção insubstituível de produtos químicos chave”. Sobre a cidade de Nadym, a base no ártico do gigante russo Gazprom, um telegrama fala do “local gasífero mais sensível do mundo”.

No que diz respeito a França, a lista cita os grupos farmacêuticos Sanofi-Aventis, EMD Pharms, GlaxoSmithKline, Genzyme Polyclonals e o Sanofi Pasteur que produz vacinas contra a raiva.

Os pontos de chegada de cabos de telecomunicações transatlânticas, como é o caso de Apollo e FA-1 (oeste de França) e TAT-14 (nordeste) também são considerados como “infra-estruturas vitais”.

Na Suíça, surgem os grupos farmacêuticos Hoffmann-La Roche (produz o Tamiflu), Berna Biotech (diversas vacinas) e CSL Behring. Na Bélgica aparece a Baxter SA e a GlaxoSmithKline.

Na Grã-Bretanha há diversos locais citados, incluindo o grupo BAE Systems, número um mundial dna peodução de armamento e tecnologias de defesa.

No Médio Oriente, “até 2012, o Qatar será a primeira fonte de gás natural líquido (LNG) importado pelos EUA”.

Os grandes portos da China, de Hong Kong e do Japão são mencionados, bem como o canal do Panamá e da sociedade eléctrica publica canadiana, a Hydro Québec, “fonte sensível e insubstituível de energia para o nordeste dos Estados Unidos”.

MRA Alliance/Público

Telecomunicações: Brasileiros da Oi preparam compra de 10% da PT

segunda-feira, novembro 15th, 2010

A operadora brasileira Oi está já a preparar a compra de uma participação de até 10% do capital da Portugal Telecom (PT), que terá lugar assim que os portugueses tenham assento na sua administração, em 2011. 

Com o objectivo de preparar a compra desta posição, avaliada em 875 milhões de euros, Sérgio Andrade, o presidente de um dos principais accionistas da Oi, esteve em Lisboa na semana passada, revela hoje o Diário Económico.

Segundo as fontes contactadas pelo Diário Económico, Andrade, presidente da Andrade Gutiérrez, veio a Portugal encontrar-se com Henrique Granadeiro, ‘chairman’ da PT, e Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo (BES), para abordar a questão da entrada da Oi na PT.

O BES é o maior accionista da operadora liderada por Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, com 7,99% do capital, constituindo igualmente o coração do chamado núcleo duro accionista, que representa quase 30% da PT.

MRA Alliance

PT compra Oi e cede Vivo à Telefónica após intervenção de Lula

quarta-feira, julho 28th, 2010

A Portugal Telecom prepara-se para aprovar a venda da Vivo à Telefónica e a entrada no capital da brasileira Oi. A Telefónica vai pagar 7,5 mil milhões à PT para ficar com a Vivo e a PT paga 3,75 mil milhões para comprar 23% da Oi. Apenas um accionista da Oi, o Grupo Jereissati, que controla quase 20% da holding Telemar, se opõe claramente ao negócio patrocinado pelo Presidente Lula.

Nos termos deste negócio, depois da venda da Vivo e da compra da Oi, a PT fica ainda 3,75 mil milhões de euros de ‘cash’. O acordo deverá ficar formalizado ao longo desta semana, havendo possibilidade de haver luz verde ainda hoje (quarta-feira).

O semanário Económico apurou que o acordo prevê a venda da Vivo aos espanhóis por um valor ligeiramente acima dos 7,15 mil milhões que constavam da última proposta da operadora espanhola.

Com estas duas operações, a administração da PT consegue uma solução salomónica que poderá agradar aos accionistas e ao Governo de José Sócrates – que já afirmou que a PT tem de continuar no Brasil – que na última assembleia-geral utilizou a ‘golden share’ para vetar a venda da Vivo à Telefónica.

Na altura, em cima da mesa estava uma proposta da Telefónica para comprar os 50% que a PT detém na Brasilcel por 7,15 mil milhões de euros. A Brasilcel é uma ‘holding’ que controla 60% do capital da Vivo. Na altura, a proposta da Telefónica mereceu a aprovação de 75% dos accionistas presentes na assembleia-geral de 30 de Junho.

O argumento dado pelo Governo para vetar o negócio foi a necessidade de manter a PT com uma dimensão internacional. O negócio da PT no Brasil já representa mais de metade da facturação da empresa.

Com esta nova solução, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava vão de encontro à vontade da maioria dos accionistas, sem afrontar o poder político, já que a entrada da PT na Oi permitirá à operadora nacional manter uma presença num mercado com 170 milhões de utilizadores móveis.

A solução da Oi tem vindo a ser defendida por accionistas de referência. Ainda esta semana, na apresentação das contas, Ricardo Salgado do BES, actualmente o maior accionista da PT, disse que a Oi “tem com certeza um grandíssimo potencial”, recordando ainda as palavras do presidente brasileiro Lula da Silva que afirmou querer que a PT continue no Brasil.

Ontem, a imprensa brasileira deu conta das movimentações entre Lula da Silva e de José Sócrates para a concretização do negócio e surgiram as primeiras notícias sobre as razões estratégicas da oposição do Grupo Jereissati.

MRA Alliance

Presidente Lula faz lobby para juntar PT e Oi na banda larga brasileira

terça-feira, julho 27th, 2010

O Presidente do Brasil pretende que a Portugal Telecom avance para novos projectos no país. Lula da Silva quer que a operadora portuguesa se junte à Oi, em parceria, para expandir o acesso à Internet de banda larga no país.

A Folha de S. Paulo noticia que a PT teria uma posição minoritária na Tele Norte, conhecida como Oi. Por outro lado, a operadora brasileira teria uma posição minoritária nas operações da portuguesa na Europa e em África.

Lula da Silva já discutiu o plano com José Sócrates, segundo o mesmo jornal, e quer a Telebras a fazer a gestão do projecto. A PT e a Oi ficariam responsáveis pela implementação do projecto.

MRA Alliance

Telefónica poderá tentar dissolver a proprietária da Vivo

domingo, julho 18th, 2010

O próximo passo da Telefónica poderá ser o recurso aos tribunais para conseguir a dissolução da Brasilcel – a empresa em que participa a PT e que detém 60% da Vivo. A hipótese é suscitada na edição de hoje do diário espanhol El Pais, que também relata detalhes desconhecidos da negociação de bastidores terminada na 6º feira.

Segundo o artigo assinado por Ramón Muñoz e Miguel Jiménez, o fim das negociações, na noite de 6ª feira, e a posterior reiteração por parte da Telefónica do cancelamento da sua oferta foram precedidos por uma proposta do grupo espanhol de aumentar, ainda uma vez, essa oferta até ao valor de 7.500 milhões de euros e de acordar com a PT a estratégia a adoptar para a Vivo (“un acuerdo industrial”, chamam-lhe os autores do artigo, que citam neste passo fontes não identificadas da Telefónica). Em contrapartida, o grupo espanhol queria por parte da PT algum tipo de compromisso com a oferta. Sem esse compromisso, não haveria prorrogação do prazo.

A PT, como já era sabido desde ontem, pedia essa prorrogação do prazo por mais 12 dias, até 28 de Julho. Mas, quanto ao compromisso de aceitação da oferta da Telefónica, argumentava que nem tinha mandato do conselho para aceitá-la, nem podia colocar o Governo português perante um facto consumado. A PT não se considerava, portanto, com margem de manobra para oferecer as contrapartidas pretendidas pela Telefónica.

As “fontes próximas da PT” citadas no artigo consideram além disso que a Telefónica “actuou de forma agressiva frente a um sócio de mais de uma década e não tomou em conta a especial sensibilidade portuguesa perante as companhias espanholas”. Consideram além disso que em Portugal caíram muito mal “as ameaças de uma OPA hostil contra a PT ou as de fechar a torneira aos dividendos da Vivo para asfixiar a [companhia] portuguesa”.

E prossegue o artigo: “Os portugueses censuram à Telefónica ter apresentado uma polítca de factos consumados. Só no final a Telefónica estendeu a mão a um verdadeiro diálogo, interpretam, e embora estivesse próximo um acordo, a [empresa] espanhola não acedeu em ampliar o prazo”.

Os autores apontam o contraste entre a inclinação conciliadora de Zapatero e a dureza relativa de Sócrates, que, apesar da condenação do Tribunal Europeu e das “pressões de accionistas de referência como o Banco Espírito Santo e a Ongoing”, não mudou em nada a sua resolução de invocar a golden share.

Zapatero, pelo contrário, fez sentir à Telefónica que preferia uma solução acordada e o seu ministro da Indústria, Miguel Sebastián, justificou a invocação da golden share por parte de Sócrates como “um acto de soberania”. Ainda assim, o que está em jogo não é uma questão de princípio, obstáculo intransponível a qualquer entendimento, e sim uma atitude do Governo português “que exigiu mudanças substanciais na oferta”.

Do lado da PT mantêm-se as pressões favoráveis ao negócio e dificilmente se pode encarar a ruptura por parte da Telefónica como definitiva. Isto, não só por aquilo que os accionistas deixam de ganhar com a recusa da mais recente oferta da Telefónica (7.150 milhões de euros), como também pela baixa de cotações que ameaça os papéis da PT e que já começou a manifestar-se com uma perda de 4,5% no fecho de 6ª feira.

E uma das armas da Telefónica para aumentar a pressão sobre as cotações e os accionistas da PT é o recurso aos tribunais para que dissolvam a sociedade holandesa Brasilcel, que é dona da Vivo e, ao mesmo tempo, propriedade da PT, que nela detém 50%.

MRA Alliance/RTP

Braço-de-ferro Estado-Telefónica só deixa perdedores

sábado, julho 17th, 2010

A Telefónica comunicou hoje aos reguladores e ao mercado que a oferta de 7,15 mil milhões de euros pela operadora brasileira telecomunicações móveis Vivo expirou. César Alierta, presidente da telecom espanhola, já tinha avisado que o prazo da oferta – que terminava à meia-noite do dia 16 de Julho – não seria prolongado.Da reunião do conselho de administração da PT de ontem não saiu uma decisão final sobre a proposta. Segundo o Diário Económico, a PT ainda terá tentado negociar um prolongamento do prazo da oferta mas os espanhóis não cederam. Assim, a Telefónica resolveu sair de cena por a administração da PT não ter aceitado a proposta dentro do prazo definido.

Em cima da mesa estavam 7,15 mil milhões de euros para comprar os 50% da PT na Brasilcel que detém 60% da Vivo. A proposta chegou a ser aprovada por mais de 70% dos accionistas que participaram na assembleia-geral de 30 de Junho, mas o Estado acabaria por vetar o negócio, fazendo uso da sua ‘golden share’.A venda da Vivo contava com o apoio do maior accionista da PT, o BES. Ontem, Ricardo Salgado reafirmou considerar que a parceria com a Telefónica na Vivo está “esgotada” e que é “impossível” de gerir.

No extremo oposto está o Estado português. Também ontem, após o conselho de ministros, Pedro Silva Pereira avisou que, se necessário e se a proposta não fosse alterada, o Estado voltaria a vetar o negócio.

Várias casas de investimento já anteciparam uma descida das acções da PT caso o negócio não se concretize. Na próxima segunda-feira, os mercados confirmarão o que pensam do braço-de-ferro entre o estado português e a operadora espanhola. Para já, no longo prazo, só se vislumbram perdedores.

MRA Alliance

Défice de 95ME da Estradas de Portugal é “normal”, diz presidente

sábado, julho 10th, 2010

O presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, afirmou hoje que o défice de 95 milhões de euros da empresa é “normal” e garantiu a inexistência de problemas em relação aos pagamentos planeados.”O valor do défice não preocupa a Estradas de Portugal. É um défice normal atendendo à dimensão e à fase de desenvolvimento do projeto da EP”, afirmou Almerindo Marques, em declarações aos jornalistas na sede da empresa.

A SIC noticiou na sexta feira que a Estradas de Portugal está a ficar sem dinheiro para pagar todos os compromissos assumidos com as SCUT, citando uma carta na qual a empresa pública pede ajuda aos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

MRA Alliance/Lusa

Opiniões sobre uso da “golden share” na PT pelo Governo

quinta-feira, julho 1st, 2010

José Sócrates ao Financial Times

 

“A Telefónica estava enganada se acreditava que podia seguir com a oferta sem ter em consideração os interesses estratégicos expressados claramente pelo Governo português”

 

José Luís Zapatero, primeiro-ministro espanhol

 

“Espero que esta questão empresarial se resolva através da compreensão e do diálogo”

 

Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência

 

“Usar a ‘golden share’ pela Vivo? “Isso não consigo entender muito bem…”

 

Ricardo Salgado, presidente do BES

 

“O Governo está convencido da legalidade do uso da ‘golden share’. “

 

Jean-Baptiste Bruny, Banco Sabadell

 

“O Governo português marcou um golo com a mão”

 

Michel Barnier, comissário europeu responsável pelo Mercado Interno

 

“Os direitos especiais do Estado português na Portugal Telecom são “uma restrição injustificável ao princípio da livre circulação de capitais” na União Europeia”.

 

Vital Moreira, deputado europeu

 

“A utilização da ‘golden share’ do Estado na PT vai ser seguramente impugnada na justiça europeia”.

 

Miguel Angel Morantinos, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha

 

“No novo período europeu, situações como a do veto do Governo português da operação da Vivo não se vão poder repetir.” .

 

Editorial do El País

 

(A decisão de José Sócrates foi) “uma surpreendente demonstração de arrogância de quem julga saber o que convém à PT que os próprios donos da empresa.”

 

Cinco Dias, em editorial

 

“Portugal prejudica a Telefónica, mas mais a si mesmo”.

MRA Alliance/Expresso

Accionistas da PT vão decidir sobre nova oferta da Telefónica

quarta-feira, junho 2nd, 2010

A Telefónica subiu ontem a sua oferta de compra da Vivo para 6,5 mil milhões de euros, mas a administração da PT não aceita esta nova proposta, alegando que a mesma não reflecte o valor estratégico que a operadora brasileira terá para o grupo espanhol e remete a decisão final para os accionistas.

“O conselho de administração entendeu que a oferta não reflecte o valor estratégico deste activo para a Telefónica e deliberou solicitar desde já a convocação de uma assembleia-geral para que os accionistas da PT se possam pronunciar sobre a oferta”, refere o comunicado enviado à CMVM pela PT. “Tudo está em aberto e tudo pode acontecer”, disse, por sua vez, uma das fontes contactadas pelo Diário Económico.

Desta forma, a administração da PT – que inclui representantes dos accionistas Estado, BES (7,99%), Caixa (7,3%), Ongoing (7%) e Visabeira (2%) – chumbou o novo avanço da Telefónica, que aumentou a sua oferta em 800 milhões de euros, após reiteradas garantias de que não subiria o preço.

A PT considera que a Telefónica pode ser ainda mais generosa na partilha das sinergias que conseguirá criar com uma fusão da Vivo e Telesp.

MRA Alliance/DE

PT ganha apoio importante na guerra com a Telefónica

sábado, maio 29th, 2010

A Portugal Telecom (PT) conseguiu ontem uma importante vitória na guerra pelo controlo da Vivo. Após duas semanas de ‘road-show’ para convencer os accionistas da importância da Vivo para o futuro da empresa, o fundo norte-americano Brandes, dono de 7,8% da PT, anunciou que a oferta espanhola é insuficiente.

“Embora a actual oferta represente um prémio significativo em relação ao valor de mercado, não reflecte o valor estratégico de longo prazo da Vivo”, afirmou Amalia Morris, directora de investimentos do Brandes Investment Partners, o terceiro maior investidor na operadora portuguesa, numa declaração escrita à agência noticiosa Dow Jones.

A tomada de posição do Brandes surge num contexto em que tanto a PT como a Telefónica realizam ‘road-shows’ junto dos investidores institucionais estrangeiros, com vista a convencê-los dos méritos das suas estratégias.

A PT procura convencer estes accionistas institucionais de que vender a Vivo seria hipotecar o seu futuro, ao passo que a Telefónica tenta demonstrar que a sua oferta de 5,7 mil milhões de euros pela participação portuguesa na operadora brasileira representa uma oportunidade única e irrepetível de criação de valor.

MRA Alliance/DE

“Golden share” da PT acirra guerra entre Sócrates e CE; Accionistas buscam alternativas à Telefónica

sexta-feira, maio 28th, 2010

A Comissão Europeia (CE) insistiu hoje que a “golden share” que o Estado português detém na Portugal Telecom é «incompatível» com as leis europeias, desafiando as declarações de ontem do primeiro-ministro José Sócrates, no mesmo dia em que os accionistas de referência, liderados pelo BES, anunciaram acções para encontrar investidores estrangeiros interessados em fazer uma contra-OPA à Telefónica pelo controlo da operadora brasileira Vivo. 

Bruxelas avisa que vai continuar a acompanhar a situação e fica à espera que o Tribunal se pronuncie sobre o caso. Por considerar tal incompatibilidade, a CE decidiu apresentar queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia e espera agora uma decisão.

Recorde-se que a Telefónica admitiu, quarta-feira, a possibilidade de lançar uma OPA hostil sobre a PT, na sequência da recusa desta última em vender a sua posição na operadora brasileira Vivo por 5,7 mil milhões de euros. Na sequência desta hipótese o primeiro-ministro José Sócrates lembrou, quinta-feira, que «as “golden shares” existem para ser utilizadas, se for caso disso».

«Para Portugal, a PT é uma empresa estratégica. É por isso aliás que temos uma ‘golden share’. É para nós estratégica se for uma empresa grande, se tiver uma ambição de participar naquilo que é a economia global, de estar presente em vários continentes, como está a PT, presente em África, no Brasil», disse Sócrates, citado pela edição online do jornal i. «Queremos que ela continue assim. Porque só continuando assim, com dimensão e com escala fomenta em Portugal os projectos que são essenciais na área da inovação, na área da engenharia, na área industrial, na área da ciência e do desenvolvimento».

Entretanto, também hoje, o presidente do BES Investimento, accionista de referência da PT, anunciou que a operadora nacional está em conversações com investidores do Médio Oriente e da Ásia para tentar lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a participação da espanhola Telefónica na operadora brasileira Vivo.

«Estou absolutamente seguro de que existe uma enorme potência na Ásia e no Médio Oriente para investimentos nesta região do mundo, tanto em África como na América Latina. Esta digressão que a PT vai fazer será muito interessante. Ali vai poder encontrar muitos interessados numa alternativa atraente para os interesses da PT e de Portugal», declarou José Maria Ricciardi, numa entrevista à agência financeira Bloomberg.

MRA Alliance/Agências

Telecomunicações ibéricas em pé de guerra com ataque da Telefónica a activos estratégicos da PT

terça-feira, maio 11th, 2010

A oferta da Telefónica, para alem de querer controlar a maioria da participação da Portugal Telecom na Vivo, pretende também os 11,1% de acções ordinárias que não são detidas pela “holding” controlada pelas duas empresas, o que eleva a oferta a 6,3 mil milhões de euros. A oferta da Telefónica incide sobre os 50% do capital da Brasilcel detidos pela Portugal Telecom, pelos quais oferece 5,7 mil milhões de euros. Os outros 50% pertencem à empresa espanhola. É esta “holding” que lhes permite controlar 59,4% da Vivo.

No comunicado divulgado através da CNMV, o supervisor do mercado de capitais espanhol, pode ler-se que a oferta da Telefónica é mais ambiciosa pois também incide sobre os 11,1% de acções ordinárias da Vivo Participações não detidas pela Brasilcel, equivalentes a 3,8% do capital social da operadora móvel brasileira. Por mais esta fatia que está dispersa por outros investidores, e que lhe daria ao todo 63,2% do capital da Vivo, a Telefónica oferece 600 milhões de euros, elevando para 6,3 mil milhões o montante total a ser dispendido pela empresa espanhola.

Entretanto, hoje, a Telefónica informou ter ficado “desapontada” com o facto de a PT ter rejeitado a proposta de controlo espanhol da Brasicel/Vivo. “Estamos desapontados com a resposta inicial da PT”, disse a porta-voz da Telefónica, Marisa Navas, em declarações à Bloomberg. “Esta é uma oferta muito positiva para os accionistas da Vivo, a PT e a Telefónica”, acrescentou.

A operadora portuguesa informou ontem, à CMVM, que “recebeu da Telefónica uma oferta não solicitada, vinculativa e incondicional para a aquisição da sua participação de 50% da Brasilcel, sociedade detentora do controlo da Vivo, por um valor de 5,7 mil milhões de euros”. A proposta, que é válida até 6 de Junho, foi “rejeitada por unanimidade” pelo Conselho de Administração da PT que justifica a decisão com o argumento de que a “Vivo é um activo essencial para a estratégia da PT e a venda dessa participação iria contra as perspectivas de crescimento a longo prazo da PT”.

 Numa nota de “research” divulgada hoje, onde faz a avaliação ao impacto desta notícia nos mercados, os analistas do banco suíço UBS avançam com quatro cenários que poderão ocorrer depois da PT ter recusado o negócio. O primeiro deles passa por a Telefónica oferecer um preço mais elevado pela posição que a PT controla na Vivo e o segundo representaria as duas empresas continuarem parceiras, procedendo à fusão entre a Vivo, controlada em partes iguais pela PT e Telefónica, e a Telesp, operadora fixa da empresa espanhola.

O terceiro cenário, segundo o UBS, passa por a Telefónica avançar com uma oferta pela totalidade do capital da Portugal Telecom e o último, que a casa de investimento considera ser “pouco provável”, permanecer tudo como está.

Tendo em conta qualquer destes cenários, o UBS conclui que o próximo passo deverá passar pela integração das operadoras que a Telefónica detém no Brasil, com a empresa espanhola a juntar a Vivo e a Telesp, criando assim um grupo de telecomunicações semelhante com os outros dois que disputam o mercado brasileiro, uma vez que detêm operações fixas e móveis em simultâneo.

O UBS analisou também os números implícitos no negócio, concluindo que representa um prémio de cerca de 138% para a actual avaliação da Vivo no mercado.  Por outro lado, avalia a Portugal Telecom em 9 mil milhões de euros, o que representa um prémio de 30% face à actual capitalização bolsista.

MRA Alliance/Agências

Governo brasileiro quer dar telemóveis a 12 milhões de famílias

quinta-feira, novembro 12th, 2009

O Governo brasileiro tem a intenção de distribuir telemóveis a 12 milhões de famílias carenciadas, que beneficiam da ajuda do Estado. Por enquanto só a Telecom Itália  concordou com a proposta mas as negociações decorrem também com a Vivo, participada pela Portugal Telecom e pela Telefónica espanhola, bem como com a mexicana Claro.

De acordo com o projecto Bolsa Celular, as operadoras deverão fornecer os telemóveis com um crédito mensal de sete reais, o que corresponde a cerca de 2,5 euros. Tudo o que for gasto acima desse plafond tem de ser pago pelos clientes. O valor parece baixo mas, segundo os últimos dados, em média, os utilizadores de telemóveis no Brasil gastam por mês 4 reais (1,5 euros).

Em troca da adesão à Bolsa Celular as empresas de telecomunicações vão ter benefícios fiscais. O Governo poderá abdicar da cobrança da taxa do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), que equivale a 26 reais por linha (10,3 euros) e 3 reais (1,1 euros por ano) para as operadoras.

Nas contas do Governo, as operadoras deveriam investir 2 mil milhões de reais (cerca de 780 milhões de euros) no prazo de dois anos para alargar a rede às populações de menores rendimentos.

Existem actualmente mais de 165 milhões de telemóveis activos no Brasil e as redes móveis passaram a ser o principal meio de comunicação no país, ultrapassando a rede fixa.

MRA Alliance/Agências 

Portugal: Só um terço dos gastos em telecomunicações foi adjudicado por concurso

domingo, julho 26th, 2009

Apenas um terço dos 300 milhões de euros que o Estado gastou em serviços de telecomunicações em 2007 e 2008 foi adjudicado através de concursos públicos, revelou à Lusa, João Couto, presidente da Associação dos Operadores de Telecomunicações (APRITEL).

“Neste estudo, identificámos que cerca de 300 milhões de euros foi o valor que o Estado comprou em 2007/2008 em serviços de telecomunicações mas, de acordo com o Observatório de Compras Públicas da APRITEL, apenas conseguimos identificar um terço, ou seja, só 100 milhões de euros é que foram adjudicados por concursos públicos”, disse o dirigente associativo.

A polémica em torno das compras públicas acendeu-se recentemente com o pedido de suspensão pela APRITEL do concurso para seleccionar o operador dos serviços de telecomunicações para o Governo Regional dos Açores, com base num parecer do Observatório de Compras Públicas, que defende não estar garantida a livre concorrência.

A ONI Communications moveu uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada contra a Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamento para declarar “ilegal” e “nulo” o concurso, exigindo o lançamento de um novo concurso.

MRA Alliance/Agências

Lula diz que América do Sul é um parceiro comercial maior que os EUA

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Morales, Lula, BacheletO presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (16), em La Paz, que para o Brasil a “América do Sul já é um parceiro comercial maior que os Estados Unidos”, na apresentação de um corredor interoceânico, em cerimônia que também foi assistida pelos governantes do Chile, Michelle Bachelet, e da Bolívia, Evo Morales.

Os três presidentes assinaram no Palácio do Governo de La Paz um acordo para o relançamento das obras da via entre a costa atlântica brasileira e a pacífica do Chile, que atravessará a Bolívia. Bachelet assegurou que o corredor é mais que uma estrada e que vai “facilitar de maneira extraordinária a integração e o diálogo” da região sul-americana “com a Ásia Pacífico”, que em sua opinião é “a zona mais vigorosa e dinâmica da economia”. Já Morales destacou o benefício para “os povos esquecidos” dos três países. A estrada, que partirá do porto de Santos, atravessará a Bolívia e terminará nos portos chilenos de Arica e Iquique, será uma realidade no primeiro semestre de 2009. (pvc/Folha)

Ministros das Finanças da UE discutem financiamento do Galileo para combater GPS americano

domingo, novembro 11th, 2007

Galileo - LogoOs ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia (UE) reúnem-se hoje, em Bruxelas, para tentar resolver os problemas de financiamento do sistema de posicionamento por satélite Galileo, o concorrente europeu do GPS norte-americano. A presidência portuguesa da União Europeia tem uma missão difícil mas, talvez, não impossível. A indústria privada europeia, em Junho passado, abandonou o Galileo porque não era rentável. Uma fonte diplomática, citada pela agência Lusa indicou que a Alemanha tem a “faca e o queijo na mão” para resolver o problema. Os cofres do estado alemão serão mais generosos para o projecto Galileo desde que a parte de leão dos contratos seja adjudicada à indústria germânica. Berlim, nesse caso, assinaria de cruz o aumento do financiamento pedido pela Comissão Europeia. Bruxelas defende que os apoios financeiros provenham apenas de fundos públicos. Para que tal seja possível é necessário que os estados membros concordem em reforçar o orçamento comunitário. Cerca de 3 mil milhões de euros extra para a viabilização económica e financeira do Galileo, nos próximos cinco anos (2008-2013), incluindo as variáveis científicas, tecnológicas, logísticas, e político-administrativas. O Galileo Positioning System (vulgarizado simplesmente como Galileo para, em inglês, não se confundir com o americano GPS – Global Positioning System) foi uma ideia de Bruxelas, lançada em 2001, para tornar a Europa independente e menos vulnerável aos controlos e operações de intelligence (serviços secretos) usados pelo GPS, filho do complexo industrial militar anglo-americano. O GPS foi um sistema inicialmente criado para fins militares mas que, desde 1983, passou também a ser usado para fins civis. Entre 1997 e 2005 foram lançados 31 satélites GPS, os três últimos em 2005. Apenas um deles, executa missões e tem funções instrumentais de teste. O futuro sistema europeu prevê igualmente uma rede de 30 satélites, a funcionar em órbita geoestacionária, a cerca de 24.000 quilómetros de altitude. Fonte da presidência portuguesa considerou que as negociações estão “bem encaminhadas”. Outros eurocratas estão menos optimistas e admitem que o problema se possa arrastar até à última cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, entre 13 e 14 de Dezembro, em Bruxelas, a última sob a presidência de Portugal.

Fontes: Agências/ESA/Pentágono)

Operadores europeus defendem a separação funcional da rede de cobre em carta a Barroso

terça-feira, outubro 30th, 2007

cabos rede de cobreOs operadores de telecomunicações europeus (ECTA) vão entregar ao presidente da Comissão Europeia, na quarta-feira, uma carta onde defendem a separação funcional das redes de cobre e a regulação do acesso às redes de nova geração. “São questões essenciais para garantir a competitividade dos mercados ou corremos o risco de assistir ao restabelecimento dos monopólios dos operadores históricos”, afirmou, em conferência de imprensa, na segunda-feira, o presidente da ECTA, citado pela Lusa. Innocenzo Genna explicou que, apesar das redes de nova geração assentarem numa tecnologia inovadora que permite maiores larguras de banda e maior fiabilidade do serviço, a infra-estrutura que servirá de base a esta tecnologia terá que ser, em muitos casos, a do operador incumbente. Fonte: Diário Económico

Vivo melhora resultados da PT

terça-feira, agosto 7th, 2007

O lucro líquido da Portugal Telecom (PT), que divide o controle acionário da Vivo com a espanhola Telefônica, subiu 6,9% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006, passando para 429,1 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão). Os bons resultados da tele brasileira tiveram impacto no desempenho positivo da controladora lusa.

O balanço foi anunciado pela Portugal Telecom, em comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM), órgão regulador do mercado português, antes da abertura do mercado, e superou as expectativas dos analistas.

Fonte: Lusa Brasil

PT multada em 38 milhões de euros

sexta-feira, agosto 3rd, 2007

A Autoridade da Concorrência portuguesa multou a operadora Portugal Telecom em 38 milhões de euros por abuso de posição dominante, por ter impedido o acesso de concorrentes a condutas. O presidente da AdC, Abel Mateus, considerou o comportamento da PT como “gravíssimo”. Em causa estão queixas apresentadas pela TvTel e pela Cabovisão, que acusaram a PT Comunicações de impedir o acesso às condutas, infra-estruturas básicas de telecomunicações, através das quais as redes de cabo e de cobre chegam a casa dos clientes.

Fonte: Portugal Digital

Edital para a venda de frequências móveis no dia 31

segunda-feira, julho 30th, 2007

O edital de venda de freqüências nas faixas de 900 MHz 1.8 GHz e 1.9 GHz de telefonia celular deverá ser publicado nesta terça, 31, no Diário Oficial da União. Essa é a expectativa do conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho, já que o documento final havia sido aprovado na reunião do conselho diretor da semana retrasada. Depois de passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União, o edital aguardava apenas a assinatura do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, que retornou de sua viagem de trabalho na última sexta-feira.

Fonte: Portugal Digital

Vivo candidata à compra da Telemig e da Amazônia Celular

segunda-feira, julho 30th, 2007

A Vivo, operadora brasileira de telefonia móvel, é apontada como compradora da Telemig Celular, operadora de Minas Gerais, de acordo com notícias publicadas neste fim-de-semana na imprensa brasileira. Na sexta-feira, a Vivo – controlada pela Portugal Telecom e pela espanhola Telefónica – confirmou que disputa a compra da Telemig Celular e da Amazônia Celular. A Vivo teria acertado pagamento de R$ 3,5 bilhões pelas duas operadoras.

Fonte: Portugal Digital