Archive for the ‘Ciência’ Category

Cientistas portugueses vão investigar profundezas do mar

domingo, janeiro 10th, 2010

O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, anunciou ontem, na Horta, o lançamento de um projecto nacional de ciências do mar profundo, especialmente vocacionado para a investigação dos recursos biológicos e minerais.

Mariano Gago, que falava na inauguração das novas instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, salientou que este novo projecto pretende ser também um desafio aos investigadores deste pólo universitário, que se dedicam ao estudo dos recursos biológicos marinhos.

“O potencial das profundezas é tal que justifica um programa específico desta natureza”, afirmou, salientando que se trata de um projecto que se pretende “aberto e competitivo” para atrair investigadores de todo o mundo.

Mariano Gago admitiu que este programa possa trazer para Portugal escolas e laboratórios internacionais ligados à investigação do mar profundo e ainda residências internacionais para jovens cientistas de diferentes países.

Para o ministro, este programa será um primeiro passo para que o país aproveite os recursos biológicos e minerais que estão “escondidos” nas profundezas do Atlântico.

MRA Alliance/Público

UE: Cooperação científica isenta de IVA

sábado, maio 30th, 2009

A União Europeia (UE) aprovou um novo quadro legal para facilitar a criação de infra-estruturas científicas europeias pelos estados-membros, como a isenção de IVA, que vai ser ratificado hoje, em Bruxelas, pelos 27 membros do Conselho de Investigação.

O novo quadro jurídico “cobre uma lacuna existente”, já que até até agora, a criação de infra-estruturas científicas europeias “era cara e complexa” devido aos custos envolvidos, demasiado altos para um país suportar sozinho, disse o comissário europeu para a Investigação, Janez Potocnik.

O novo quadro reduz os custos e procedimentos administrativos necessários e favorece o financiamento de projectos grandes, facilitando a participação de centros de investigação baseados em diferentes países e regiões europeias, acrescentou Potocnik.

MRA Alliance/Agências

Lusófona «Critical Materials» inova nos mercados da Aeronáutica e Defesa

quinta-feira, abril 3rd, 2008

A Critical Materials é uma “start-up” de base tecnológica que vai fornecer produtos capazes de realizar diagnósticos e prognósticos de manutenção em aeronaves de forma a estender a sua vida útil, maximizar as horas de vôo, sem prejuizo da segurança e reduzindo custos. Sedeada em Guimarães, a Critical Materials posiciona-se como fornecedor para os mercados internacionais dos sectores aeroespacial e defesa.
A visão de médio/longo prazo aposta nos materiais auto-reparáveis, de inspiração biónica, que vão revolucionar o projecto e a manutenção de equipamentos críticos de longa duração.

A Critical Materials posiciona-se como uma fornecedora de tecnologia para o “cérebro e o sistema nervoso” das aplicações críticas desses materias avançados. No curto prazo a Critical Materials identificou uma oportunidade de negócio no fornecimento de tecnologia que baixe os custos de manutenção e inspecção de aeronaves através de uma efectiva monitorização da degradação dos seus componentes.

A estrutura de recursos humanos contará com oito elementos no final de 2008. Em 2009 terão início as actividades comerciais no Reino Unido e nos Estados Unidos da América. Os responsáveis contam atingir o break-even no final do terceiro ano de actividade. Fonte: AICEP

 

EU: Presidência eslovena define políticas para competição com o bloco BRIC

sábado, março 22nd, 2008

fuga de cérebrosO ministro esloveno para o Crescimento, Ziga Turk, que preside às reuniões sectoriais durante a actual presidência eslovena da União Europeia/UE (Jan-Jun, 2008), enunciou as orientações estratégicas europeias para a competição com as economias emergentes BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. O apoio às “indústrias crativas”, através do reforço da protecção da propriedade intelectual, e da excelência nos sistemas e infra-estruturas das “auto-estradas” do conhecimento – tecnologias de informação (TI) – são as prioridades para competir com a China e a Índia, numa altura em que ambos progridem aceleradamente na inovação científica e na Investigação e Desenvolvimento (I & D). Em várias ocasiões, por altura da Cimeira da Primavera dos Chefes de Estado e de Governo da União, na semana passada, em Bruxelas, Turk centrou o discurso nos desafios da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e a dinamização do Emprego.

O governante esloveno considera que, embora a iniciativa se concentre nas áreas do Conhecimento, I & D e inovação científica, é preciso ir mais longe. As empresas europeias deverão igualmente desenvolver as suas capacidades criativas agora, quando a “China e a Índia também começam a formar excelentes engenheiros e cientistas”, enfatizou. A Europa tem um “défice de quadros de alta qualidade” devido “à fuga de cérebros europeus para os EUA”, disse Turk. Para contrariar esta tendência, em sua opinião, a UE deve criar as condições adequadas para os quadros altamente qualificados se fixem e trabalhem na Europa. “Estancar esta hemorragia e fortalecer a economia através da exportação de trabalho menos especializado e mais barato para os países emergentes, como o Brasil, Rússia, India e China, em lugar de permitir a saída de quadros com qualificações elevadas”, foi a solução proposta. Turk acrescentou que tais políticas poderiam “ajudar os políticos a ‘venderem’ mais eficazmente aos cidadãos a idéia da abertura do mercado.” Uma nova fase de liberdade de circulação favorável à disseminação do conhecimento será um dos principais objectivos da presidência eslovena, durante o primeiro semestre de 2008. (pvc/agências)

Vaticano já aceita “limitação de tratamentos” a doentes terminais. Abertura para a eutanásia?

sábado, novembro 17th, 2007

Monsenhor Gianfranco RavasiO presidente do Conselho Pontifício da Cultura do Vaticano, Gianfranco Ravasi, pediu aos médicos que limitem a aplicação de tratamentos muito invasivos e opressivos nos doentes terminais “que acabam sendo inúteis”, mas reafirmou que a Igreja Católica “condena a eutanásia” e também “é contra o uso de tratamentos para prolongar a vida.” Em entrevista publicada na edição de hoje (sábado) do jornal “Corriere della Sera”, Ravasi citou o caso do papa João Paulo II, que rejeitou determinadas ações por avaliar que no fim da vida “é preciso evitar os tratamentos muito invasivos”. “Às vezes não se respeitam os limites que separam o tratamento necessário e o inútil”, disse Ravasi, acrescentando que “é preciso defender a vida a todo custo, mas também se deve defender sua dignidade”.

Os membros da Cúria romana sempre citaram como exemplo o caso do papa João Paulo II, que se opôs a tratamentos para prolongar a vida em contraposição à eutanásia. Esta posições surgiram após a anestesista Lina Pavanelli, da Universidade de Ferrara, ter afirmado, em artigo publicado pela revista “Micromega”, que João Paulo 2º “foi ajudado a morrer”, o que, segundo ela, representou uma aplicação da eutanásia.

Ministros das Finanças da UE discutem financiamento do Galileo para combater GPS americano

domingo, novembro 11th, 2007

Galileo - LogoOs ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia (UE) reúnem-se hoje, em Bruxelas, para tentar resolver os problemas de financiamento do sistema de posicionamento por satélite Galileo, o concorrente europeu do GPS norte-americano. A presidência portuguesa da União Europeia tem uma missão difícil mas, talvez, não impossível. A indústria privada europeia, em Junho passado, abandonou o Galileo porque não era rentável. Uma fonte diplomática, citada pela agência Lusa indicou que a Alemanha tem a “faca e o queijo na mão” para resolver o problema. Os cofres do estado alemão serão mais generosos para o projecto Galileo desde que a parte de leão dos contratos seja adjudicada à indústria germânica. Berlim, nesse caso, assinaria de cruz o aumento do financiamento pedido pela Comissão Europeia. Bruxelas defende que os apoios financeiros provenham apenas de fundos públicos. Para que tal seja possível é necessário que os estados membros concordem em reforçar o orçamento comunitário. Cerca de 3 mil milhões de euros extra para a viabilização económica e financeira do Galileo, nos próximos cinco anos (2008-2013), incluindo as variáveis científicas, tecnológicas, logísticas, e político-administrativas. O Galileo Positioning System (vulgarizado simplesmente como Galileo para, em inglês, não se confundir com o americano GPS – Global Positioning System) foi uma ideia de Bruxelas, lançada em 2001, para tornar a Europa independente e menos vulnerável aos controlos e operações de intelligence (serviços secretos) usados pelo GPS, filho do complexo industrial militar anglo-americano. O GPS foi um sistema inicialmente criado para fins militares mas que, desde 1983, passou também a ser usado para fins civis. Entre 1997 e 2005 foram lançados 31 satélites GPS, os três últimos em 2005. Apenas um deles, executa missões e tem funções instrumentais de teste. O futuro sistema europeu prevê igualmente uma rede de 30 satélites, a funcionar em órbita geoestacionária, a cerca de 24.000 quilómetros de altitude. Fonte da presidência portuguesa considerou que as negociações estão “bem encaminhadas”. Outros eurocratas estão menos optimistas e admitem que o problema se possa arrastar até à última cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, entre 13 e 14 de Dezembro, em Bruxelas, a última sob a presidência de Portugal.

Fontes: Agências/ESA/Pentágono)

Portugal: Edisoft lidera projecto europeu para estudar Marte

sábado, novembro 10th, 2007

Sonda ExoMarsA Edisoft, em conjunto com investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto de Telecomunicações de Lisboa, lidera o projecto científico de desenvolvimento de um instrumento destinado a estudar pela primeira vez o subsolo de Marte, integrado na missão ExoMars, da Agência Espacial Europeia (ESA). O Probe, ou SP2, será o primeiro instrumento a estudar o subsolo de Marte, em particular as suas propriedades eléctricas. O projecto está orçado em dois milhões de euros. O investigador português Fernando Simões, ex-estagiário na ESA, lançou as bases para a formação do consórcio SP2. A aprovação final é feita em Abril de 2008, estando agora o consórcio à procura de financiamento, conforme as regras da ESA. O projecto já foi apresentado ao Governo e tem como atractivo para o país o facto de permitir a participação drecta de Portugal num grande projecto espacial europeu, a internacionalização das empresas portuguesas e da ciência em Portugal, em particular das ciências do espaço, e permite ainda o retorno ao país de alguns investigadores portugueses actualmente no estrangeiro. A ExoMars, de que fazem parte 11 instrumentos desenvolvidos por vários países europeus, vai estudar o planeta Vermelho para detectar provas de vida. O lançamento ocorrerá em 2011, devendo aterrar em Marte, dois anos depois.

Empresa de Coimbra participa em equipa espacial

quinta-feira, julho 26th, 2007

Uma empresa de Coimbra está a colaborar na construção de uma sonda da Agência Espacial Europeia que integra um projecto de observação dos confins do espaço, revelou hoje um investigador.Segundo José Pimentão, investigador e administrador da Sinergiae, esta empresa irá colaborar por um período mínimo de dois anos na concepção e construção da sonda espacial PILOT, um equipamento que será colocado na órbita da Terra.

Fonte: Diário Digital