Archive for the ‘Catástrofe natural’ Category

Catástrofe nuclear no Japão agrava-se

quarta-feira, abril 20th, 2011

Técnicos medem níveis de radiação na central nuclear de Fukushima, JapãoA Agência de Segurança Nuclear japonesa e o Governo de Tóquio confirmaram a fusão parcial dos núcleos dos reactores 1 e 3 de Fukushima I e que foi detectado tecnécio 99 no reactor 2, elemento que só se liberta com a fusão das barras de combustível, indicando que está danificado, embora não se saiba ainda com que gravidade.

Os dados foram divulgados depois de robôs terem entrado nos reactores para medir os níveis de radioactividade, hidrogénio, temperatura e humidade. Os robôs indicaram elevados níveis de radioactividade nos edifícios dos reactores 1 e 3, tendo estes sido os que ficaram mais danificados com o sismo e maremoto de 11 de Março. As autoridades concluíram que o ambiente é “demasiado adverso” à presença humana, o que dificultará e prolongará a reparação.

A Tokyo Electric Power (Tepco), que opera a central, anunciou que só espera ter a crise controlada no final do ano.

MRA Alliance/Público

Japão: Autoridades reconhecem que acidente nuclear de Fukushima iguala Chernobyl

quarta-feira, abril 13th, 2011

Central nuclear de Fukushima DaiichiO acidente na central nuclear de Fukushima Daiichi, provocado pelo sismo de 9,0 na escala de Richter e consequente tsunami que atingiram o Japão a 11 de Março, já foi classificado ao nível do desastre nuclear de Chernobyl.

As autoridades japonesas viram-se ontem obrigadas a subir o nível do acidente de Fukushima de 5 para 7 (nível máximo na escala internacional que mede a gravidade deste tipo de eventos), anunciando que a situação na central da província no Nordeste do país está agora ao nível do acidente de 1986 na Ucrânia.

Contudo, a comissão de segurança nuclear do país sublinhou que as emissões de radiação na área são mais baixas que a radioactividade libertada naquele que até agora era considerado o maior desastre nuclear de sempre (a envolver a exploração do nuclear para fins civis).

Segundo o organismo estatal nipónico, ontem os níveis de radiação representavam apenas 10% dos registados em Chernobyl, ainda que, num raio de 60 quilómetros em redor da central, os níveis continuem acima dos legais – situação que já obrigou as autoridades a alargar a zona de exclusão, até agora limitada a um raio de 40 quilómetros em torno de Fukushima Daiichi.

A comissão indicou ainda que o novo patamar de perigosidade é “provisório” e que a decisão foi tomada devido “às medições de iodo e césio registadas no meio ambiente”. A decisão definitiva, ficou sublinhado, estará a cargo de um comité de especialistas internacionais.

MRA Alliance/ionline 

Japão: À desativação de Fukushima seguem-se indemnizações astronómicas

quinta-feira, março 31st, 2011

Fukushima, Japão - Central nuclearO primeiro-ministro do Japão anunciou esta quinta-feira que o complexo da central nuclear de Fukushima deverá ser desativado. A Tokyo Eletric Power Company (Tepco), operadora da central, poderá ainda assim ter de pagar 130 mil milhões de dólares em indemnizações, se a crise nuclear no Japão se prolongar por dois anos.

Os graves danos sofridos pela central nucleal nipónica na sequência do terramoto seguido de tsunami do passado dia 11 de março, tornam inevitável o encerramento do complexo, que se revela totalmente irrecuperável.

A crise na central nuclear coloca às autoridades japonesas várias dúvidas, quais sejam as de saber por um lado em relação à própria central danificada se deverão, ou não, de cobrir os edifícios atingidos com um material especial que impeça a propagação de substâncias radioativas, e, num plano mais geral, se deverão rever os planos que preveem a construção de mais 14 centrais nucleares até ao ano de 2030.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dá conta de que a radiação a 40 quilómetros da central de Fukushima supera os níveis recomendados. O temor que a radiação alastre é aliás, ainda muito grande. Os níveis de radiação registados na água do mar de Fukushima continuam a subir e já bateram em 4.385 vezes o valor legalmente permitido.

MRA Alliance/RTP 

Japão: Catástrofe natural já provocou mais de 26 mil mortos e desaparecidos

quinta-feira, março 24th, 2011

Há mais de 26.000 mortos e desaparecidos no sismo e tsunami de 11 de Março no Japão, segundo os últimos dados das autoridades policiais. A polícia acredita que os números tendem a crescer ainda mais, dado que em muitos casos não terão restado familiares para notificar desaparecimentos.

Na província de Fukushima as operações de busca tiveram de ser suspensas na zona mais próxima da central nuclear danificada pelo tsunami e que está a ser palco do segundo acidente mais grave da história da energia atómica.

O número de vítimas obrigou o país a repensar a forma como trata os mortos. Vários municípios estão a abrir valas comuns, algo impensável para uma nação onde os mortos são, normalmente, cremados e as suas cinzas cuidadosamente colocadas perto de templos. Mas os crematórios não conseguem dar resposta ao elevado número de corpos que recebem. Há falta de querosene e de gelo para preservar as vítimas que perderam a vida no sismo e tsunami.

MRA Alliance/Público

Japão/sismo: Mortos e desaparecidos ultrapassam 20 mil; Radiações nucleares contaminam comida e água

domingo, março 20th, 2011

O sismo e tsunami que atingiram o nordeste do Japão a 11 de março fizeram 8.133 mortos e 12.272 desaparecidos, segundo um novo balanço provisório da polícia nacional japonesa revelado hoje. “Vamos precisar de sítios onde guardar mais de 15 mil corpos”, disse o chefe da polícia da prefeitura de Miyagi, uma das mais afetadas pela catástrofe, citado pela agência Jiji.

O sismo de magnitude 9,0 na escala de Richter, é o mais potente registado no Japão, dando origem a um tsunami que devastou toda a região de Miyagi. As catástrofes naturais de dia 11 são as mais mortíferas registadas no Japão desde 1923, quando um sismo abalou a região de Kanto, que engloba Tóquio, e que fez 142.000 mortos.

Entretanto, as autoridades japonesas registaram níveis de radiação superiores ao normal em espinafres e leite de quintas próximas da central nuclear de Fukushima. Os investigadores avançam que apesar de os níveis registados serem baixos já estão acima dos limites de segurança governamentais. Também a água canalizada de Tóquio e regiões próximas da província de Fukushima registaram níveis de iodo radioactivo. Por essa razão, o Governo japonês desaconselhou a população que reside nessas zonas a beber água da torneira.

Apesar das más notícias, este domingo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou que houve uma evolução positiva na Fukushima central, embora a situação seja considerada grave.

MRA Alliance/Agências

Japão: Central nuclear de Fukushima não voltará a ser utilizada após desastre natural

domingo, março 20th, 2011

Operações de salvamento em FukushimaA central nuclear japonesa de Fukushima não deverá voltar a ser utilizada, na sequência dos incidentes provocados pelo sismo e tsunami de 11 de Março, afirmou hoje o porta-voz do Governo. “Considerando com objectividade a situação da central, penso que é evidente que a central de Fukushima Daiichi (número 1) não está em condições de voltar a funcionar”, disse Yukio Edano em conferência de imprensa.

O responsável salientou que esta decisão não depende apenas do Estado, uma vez que a central é gerida pela Tokyo Electric Power (Tepco), uma das principais empresas de electricidade privadas do Japão.

Situada na costa, a cerca de 250 quilómetros a nordeste de Tóquio, Fukushima 1 é uma central nuclear antiga, construída nos anos de 1970. A central está equipada com seis reactores, que foram muito danificados pela catástrofe de 11 de Março, que provocou 8.133 mortos e 12.272 desaparecidos, segundo um novo balanço da polícia.

O sismo e tsunami provocaram também um grave acidente na central nuclear de Fukushima, que faz pairar a ameaça de uma contaminação radioactiva em grande escala sobre o arquipélago. O operador da central nuclear acidentada de Fukushima considerou hoje ser “difícil” restabelecer a alimentação eléctrica do reactor 2, uma operação também adiada no sábado, indicou a Tokyo Electric Power (Tepco).

MRA Alliance/DN

Fukushima: Crise nuclear parece estar a melhorar

sábado, março 19th, 2011

Emergência nuclear na central japonesa de Fukushima- DaiichiO porta-voz do governo japonês Yukio Edano disse hoje que a situação na central nuclear de Fukushima “está a melhorar”, ainda que, em alguns sectores, as coisas se mantenham imprevisíveis.

Edano disse igualmente, numa conferência de imprensa durante a tarde de hoje, em Tóquio, que a descarga contínua de água, com o auxílio de um canhão de bombeiros, sobre o reactor 3 foi bem-sucedida. O responsável disse que a situação está mais estável que anteriormente.

Paralelamente, as autoridades japonesas tinham igualmente confirmado, ao início da manhã (hora portuguesa) que os sistemas de refrigeração de dois reactores da central nuclear de Fukushima 1 já estavam operacionais.

O sismo do passado dia 11, e o consequente tsunami, destruiram os sistemas de arrefecimento dos reactores. A catástrofe nuclear esteve então iminente mas ainda não está ultrapassada.

MRA Alliance/Agências

Japão: Mais de 16.600 mortos e desaparecidos

sexta-feira, março 18th, 2011

O último balanço do sismo e tsunami que atingiram o nordeste do Japão a 11 de Março fixou-se hoje em mais de 16.600 mortos e desaparecidos, anunciou a polícia. De acordo com a polícia nacional, 6.405 mortos foram confirmados enquanto o número de desaparecidos se situa atualmente em 10.259. Segundo a mesma fonte, 2.409 pessoas ficaram feridas.

O número de mortos aumentou fortemente nos últimos dias e deverá continuar a subir nos próximos já que os socorristas não têm praticamente qualquer esperança na hipótese de encontrar sobreviventes sob os escombros. Após o caos dos primeiros dias, o processo de identificação dos corpos começou a decorrer com mais rapidez. Certos responsáveis locais manifestaram receio num balanço bastante pesado.

MRA Alliance/Agências

Japão: Autoridades elevam nível de alerta nuclear para cinco

sexta-feira, março 18th, 2011

Central nuclear de Fukushima-DaiichiO Japão aumentou de quatro para cinco o nível de alerta nuclear, numa escala internacional de sete níveis para acidentes atómicos, na central de Fukushima. A crise foi causada por um sismo e tsunami que já fizeram 6911 mortos.

A informação, que está a ser divulgada pela Agência Japonesa de Segurança Nuclear, coloca a crise nuclear em Fukushima a dois níveis de distância da catástrofe de Tchernobil, em 1986, e ao mesmo nível do acidente de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979.

O nível cinco significa que a situação em Fukushima é um “acidente com amplas consequências”, segundo a Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, International Nuclear and Radiological Event Scale). Segundo esta escala, os eventos classificados de 1 a 3 são chamados “incidentes”; de 4 a 7 são chamados “acidentes”. A classificação foi concebida para que a “gravidade de um evento seja cerca de dez vezes maior de nível para nível”, explica a Agência Internacional de Energia Atómica. Segundo a escala, o nível 5 significa, para as pessoas e o Ambiente, “uma fuga limitada de material radioactivo que poderá exigir a implementação de medidas” e ainda “várias mortes por radiação”. A nível de infra-estruturas, significa “danos graves do núcleo dos reactores”, “libertação de grandes quantidades de material radioactivo numa instalação” que poderá ter sido causada por um acidente ou incêndio.

Hoje, o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Yukiya Amano, confirmou que em Fukushima se vive uma corrida contra o tempo para tentar arrefecer os reactores da central, danificada pelo sismo e tsunami. “O arrefecimento é extremamente importante. Também eu acredito que esta é uma corrida contra o tempo”, declarou em Tóquio, depois de um encontro com o primeiro-ministro nipónico, Naoto Kan, segundo a AFP.

MRA Alliance

WikiLeaks.: Japão sabia que centrais nucleares só resistiam a sismos até 7,0 graus

sexta-feira, março 18th, 2011

Explosão na central nuclear japonesa Fukushima-DaiichiDocumentos secretos da diplomacia norte-americana, divulgados ontem pela WikiLeaks, revelam que cientistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) terão informado o Japão, em Dezembro de 2008, de que as suas normas de segurança estavam obsoletas e que a possibilidade de sismos superiores a 7,0 na escala de Richter constituiam um “problema sério” para as centrais nucleares nipónicas.

Segundo o jornal i online, na altura, o governo japonês comprometeu-se a actualizar as condições de segurança de todas as centrais do país, o que parece não ter acontecido. 

O governo nipónico terá construído um centro de resposta a emergências, mas este estava desenhado apenas para enfrentar sismos com magnitude inferior a 7,0 na escala de Richter. O que atingiu a costa noroeste do país há uma semana, contudo, foi muito mais forte, atingindo 8,9. Ontem, a situação na central, situada a 240 quilómetros de Tóquio, continuou a piorar, com os níveis de radiação a subirem para 4.000 microsievert por hora (o corpo humano aguenta exposições a 1.000 microsievert por ano).

A meio da tarde, Obama fez uma visita surpresa à embaixada japonesa em Washington, para assinar um livro de condolências e reiterar o compromisso de auxiliar o país. “Os EUA sentem grande urgência em ajudar o Japão”, disse aos jornalistas.

Os 50 funcionários que continuam na central a tentar arrefecer os primeiros quatro dos seis reactores da central Fukushima Daiichi receberam, entretanto, da Marinha norte-americana 100 fatos de protecção e máscaras para acidentes nucleares, biológicos e químicos – equipamento que servirá para minimizar os efeitos da exposição à radioactividade. O grupo já foi baptizado de “os 50 de Fukushima” e vários artigos têm sido dedicados aos homens, apelidados de “heróis-mártires” em “missão suicida”.

A Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), empresa que opera a central, abriu ontem uma conta oficial de Twitter que à hora de fecho da edição já contava com mais de 117 mil seguidores. Na primeira mensagem oficial publicada naquela rede social, pedem desculpa à população “por ter causado graves preocupações com o acidente na central nuclear nº 1 de Fukushima, com a fuga de radiação e os cortes de electricidade controlados.”

MRA Alliance

Efeitos práticos da catástrofe no Japão na economia mundial

segunda-feira, março 14th, 2011

Japão - Imagens dos efeitos dos sismos e do tsunamiEmbora seja difícil de estimar as consequências humanas e económicas do sismo de 8,9 e da onda gigante de 10 metros que se seguiu, os especialistas alertam que as consequências vão ser profundas e globais, adianta o Diário Económico.

“O sismo do Japão vai ser uma das catástrofes mais caras da história. Esta não é apenas uma circunstância japonesa, vai afectar ambos os lados do Pacifico e o custo vai subir muito rapidamente”, afirma Dennis Gartman, gestor de ‘hedge funds’, à CNBC

De acordo com as estimativas da empresa de modelo de risco AIR Worldwide, só em propriedades seguradas as perdas deverão ascender aos 24,62 biliões de euros, mais do que todos os custos causados por catástrofes em 2010.

Porém, depois de o Japão lidar com as massivas perdas humanas e económicas, o país terá de se concentrar na reconstrução das áreas destruídas, o que poderá dar força à economia nipónica, segundo alguns peritos. “Obviamente, o custo humano é o mais importante “, sublinhou Nicholas Colas, especialista da ConvergEx. “Mas a reconstrução vai criar muitos postos de trabalho e gerar riqueza”.

Também David Resler, economista chefe da Nomura Securities, frisa que “muitos recursos vão ser direccionados para a reconstrução do Japão. Mas nem todos os fundos virão do Governo. Alguns recursos para reconstruir uma parte devastada da ilha virão das companhias de seguros e empresas privadas”.

É esperado que o iene, tido como fraco, historicamente, comece a valorizar contra as restantes divisas mundiais, puxado pelo aumento da circulação da moeda no país, por causa da reconstrução. Esta tendência de subida foi observada na sexta-feira, quando o iene avançou quase 1,5% face ao dólar e apreciou perto de 1% em relação ao franco suíço. “O dinheiro vai ser repatriado para o Japão, de forma a ajudar a pagar os danos”, afirmou Dennis Gartman.

Outra consequência será a queda dos preços do petróleo uma vez que as dificuldades económicas no Japão vão afectar negativamente a procura mundial da matéria-prima. Foi neste cenário que os preços do ‘ouro negro’ caíram mais de 1% em Londres e nos Esrados Unidos, na sexta-feira.

Os encargos com a reconstrução devem ainda levar o Japão a reduzir a compra de obrigações dos Estados Unidos. O Japão é o terceiro maior detentor de dívida pública dos EUA, depois da Reserva Federal (Fed) e da China. “Levanta-se a questão de saber se os japoneses poderão continuar a ser grandes compradores das nossas obrigações [dos EUA]”, disse Quincy Krosby, especialista da Prudential Financial. “Eles vão usar uma quantia substancial para a reconstrução de infra-estruturas”, acrescentou. No final de 2010, o Japão detinha 882 mil milhões de dólares em obrigações do Tesouro, enquanto a China possuía 1,16 biliões de dólares em dívida norte-americana.

Os mercados accionistas reagiram em baixa ao sismo no Japão, com as bolsas asiáticas a tombarem cerca de 5%. Mas depois de os investidores terem ‘digerido’ a situação, as bolsas recuperaram. “Não acredito que este evento vá criar medo e incerteza no mercado. É um acontecimento natural. Eles vão recuperar”, sublinhou Todd Horwitz, analista do Adam Mesh Trading Group.

MRA Alliance

Japão: 20 mil desaparecidos em duas cidades após sismo e tsunami

domingo, março 13th, 2011

Devastação em Minamisanriku, JapãoAs autoridades japonesas contabilizam 20 mil desaparecidos em duas cidades após o sismo e o tsunami da passada sexta-feira, avança o jornal japonês Yomiuri. Na cidade de Minamisanriku 10 mil dos 17 mil habitantes estão dados como desaparecidos.

Esta cidade portuária localiza-se na prefeitura mais próxima do epicentro do sismo, localizado no Pacífico, a cerca de 100 quilómetros de Miyagi e a uma profundidade de 24,4 quilómetros. Em Otsuchicho, cidade na prefeitura de Iwate, outras dez mil pessoas estão desaparecidas, incluindo o presidente da câmara local.

Os números oficiais indicam apenas 688 mortos, 642 desaparecidos e 1.570 feridos, mas as estimativas apontam já para um número de mortes superior à dezena de milhar.

MRA Alliance/DD 

Japão: Risco de explosão num segundo reator nuclear em Fukushima

domingo, março 13th, 2011

Sistema de alerta nuclear decretado em na central japonesa Fukushima-DaiichiO operador da central nuclear do nordeste do Japão revelou que um segundo reator estava a dar sinais de problemas, havendo risco de explosão, avançou hoje a agência noticiosa France Presse. A companhia Tokyo Eletric Power (Tepco) informou tratar-se do reator número três da central

Segundo a agência Kyodo, a dose de radioatividade recebida por um indivíduo no local do sinistro corresponde à que uma pessoa pode absorver no máximo num ano para evitar pôr em perigo a sua saúde.

O sismo de magnitude 8,9 na escala aberta de Richter, que regista a energia libertada pelo abalo telúrico, foi registado na sexta-feira às 14:46 (05:46 em Lisboa) a uma profundidade de 24,4 quilómetros e com epicentro localizado a cerca de 100 quilómetros ao largo da prefeitura de Miyagi, na região nordeste do Japão.

O abalo, fortemente sentido em Tóquio, a cerca de 400 quilómetros do epicentro, deu origem a um tsunami que atingiu a costa japonesa com uma onda de cerca de 10 metros de altura.

 N.º 1, situada a 250 quilómetros a norte de Tóquio. “Todas as funções para manter o nível do líquido de refrigeração estão a falhar”, declarou hoje um porta-voz da empresa.

Segundo a agência Kyodo, a dose de radioatividade recebida por um indivíduo no local do sinistro corresponde à que uma pessoa pode absorver no máximo num ano para evitar pôr em perigo a sua saúde.

O sismo de magnitude 8,9 na escala aberta de Richter, que regista a energia libertada pelo abalo telúrico, foi registado na sexta-feira às 14:46 (05:46 em Lisboa) a uma profundidade de 24,4 quilómetros e com epicentro localizado a cerca de 100 quilómetros ao largo da prefeitura de Miyagi, na região nordeste do Japão.

O abalo, fortemente sentido em Tóquio, a cerca de 400 quilómetros do epicentro, deu origem a um tsunami que atingiu a costa japonesa com uma onda de cerca de 10 metros de altura.

MRA Alliance/Agências 

Japão: Explosão em central nuclear reacende pânico após sismos e tsunami

sábado, março 12th, 2011

Explosão na central nuclear japonesa de Fukushima-DaiichiUma explosão na central nuclear de Fukushima-Daiichi, situada a 250 quilómetros a nordeste de Tóquio, veio agravar este sábado a angústia vivida há mais de 24 horas no Japão. Numa altura em que as autoridades ainda se debatem com a destruição causada pelo sismo de magnitude 8.9 na escala de Richter e pelo consequente tsunami, crescem os receios de um desastre ainda mais devastador.

O último balanço oficial das autoridades japonesas aponta para mais de 700 vítimas mortais confirmadas. Um número que deve aumentar nas próximas horas. No nordeste do país, a administração de Miyagi fez saber que há pelo menos dez mil pessoas dadas como desaparecidas na localidade portuária de Minamisanriku. Este sábado, cerca das 14h00 de Lisboa, ocorreu um novo sismo de magnitude 6.0 em Fukushima. O Governo de Naoto Kan já se referiu ao sismo de magnitude 8.9 registado na sexta-feira como “o mais grave desde a era Meiji [1868-1912]”. O próprio primeiro-ministro fala de “um desastre nacional sem precedentes”.

Imagens difundidas pela estação televisiva japonesa NHK mostraram o colapso da estrutura externa de um dos edifícios do complexo nuclear de Daiichi e uma coluna de fumo branco a elevar-se no horizonte. Pelo menos quatro trabalhadores ficaram feridos, segundo a companhia Tokyo Electric Power (Tepco), que assegura as operações na central.

Pouco depois da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, declarou o estado de emergência nas centrais de Daiichi e Daini, denominadas como Fukushima 1 e 2. Foi também alargado o raio de evacuação de localidades adjacentes, de dez para 20 quilómetros. A Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial considera pouco provável que a estrutura de revestimento do reator tenha sofrido danos. Ainda assim, não excluiu a possibilidade de um fenómeno de fusão. Isto porque foi detetado césio (metal alcalino) radioativo nas medições efetuadas em torno da central.

Apesar das medidas de exceção entretanto adotadas, as autoridades de Tóquio estão a apelar à calma. Com base nos dados recolhidos pelos técnicos da Tepco, o porta-voz do Governo, Yukio Edano, veio enfatizar que o revestimento de metal do reator não terá sofrido danos críticos. Por outro lado, o responsável assinalou o facto de os índices de radiação na zona terem diminuído depois da explosão. Mas há informações que parecem contradizer a posição oficial do Executivo. A agência Kyodo adiantou que a quantidade de radioatividade recebida no espaço de uma hora por cada uma das pessoas que se encontrassem no local da explosão seria equivalente ao limite anual de segurança.

Na sequência do sismo de sexta-feira, foram encerradas quatro centrais nucleares do Japão. Contudo, falharam os sistemas de refrigeração em vários dos reatores das duas centrais de Fukushima. Sem esses sistemas, a temperatura nos núcleos dos reatores aumenta. Cresce, assim, o risco de colapso das estruturas de revestimento.

Em declarações citadas pela BBC, Walt Patterson, um analista do instituto de investigação Chatham House, de Londres, considerou que é cedo para perceber se a explosão de Fukushima pode vir a produzir os mesmos níveis de contaminação radioativa do desastre de Chernobyl. Todavia, o mesmo perito reconhece nos acontecimentos do Japão sinais semelhantes àqueles que ocorreram em 1989.

MRA Alliance/RTP