Archive for the ‘Alemanha’ Category

Seis derrotas em sete para Merkel nas eleições regionais alemãs

segunda-feira, setembro 19th, 2011

Os sociais-democratas do centro-esquerda venceram a coligação conservadora de Angela Merkel nas eleições regionais em Berlim. Os resultados de ontem, a sexta derrota da chanceler alemã em sete possíveis – o único estado que a CDU conseguiu segurar este ano foi a Alta Saxónia, no leste do país, onde está coligada com o principal partido da oposição nacional, o SPD – deixam o governo de centro-direita sob pressão e com muitas vozes a pedir a antecipação das legislativas previstas para 2013.

De acordo com as sondagens à boca das urnas divulgadas pela televisão alemã ARD, o SPD alcançou 29,5% dos votos na capital do país, pouco menos que os 30,8% alcançados em 2006. A CDU ficou com 23,5% do eleitorado, mais dois pontos percentuais dos que foram obtidos na votação anterior, mas muito aquém dos 40% que o partido costumava alcançar em Berlim durante a década de 80 e 90. Já os Verdes conquistaram 18% dos eleitores na capital (um bom resultado em comparação com os 13,1% obtidos em 2006) e o partido da Esquerda (Linke) caiu de 13,4 para 11,5%.

O presidente da câmara de Berlim, Klaus Wowereit, consegue o seu terceiro mandato de cinco anos, com o apoio dos Verdes, como parceiros de coligação. Wowereit, que se tornou, em 2001, no primeiro líder abertamente gay de um estado alemão, é conhecido por ser uma figura popular com um carregado sotaque berlinense. Tem governado a capital associado ao Linke há dez anos e apesar do desgaste vai continuar por mais um mandato.

O elemento surpresa coube ao Partido Pirata – que fez a sua campanha em torno da reforma dos direitos de autor e da melhoria da privacidade na internet – e que surgido no nada obteve 8,5% dos votos. Fundado em 2006, o partido apostou numa comunicação irreverente, captando a atenção dos eleitores mais jovens. “Eles centram-se muito no liberalismo, na liberdade e na autodeterminação”, explicou Holger Liljeberg do Info Polling Institute, à Reuters.

Além da esperada derrota para o SPD, a CDU de Merkel teve ainda outra desilusão com os liberais do FDP, o seu parceiro na coligação a nível nacional, a não conseguir obter 5% dos votos, o mínimo para garantir representação no parlamento regional.

MRA Alliance/ionline

Alemanha previne-se contra eventual default grego

segunda-feira, setembro 12th, 2011

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, prepara-se para a possibilidade do colapso da Grécia, depois de Atenas ter admitido que a economia do país deverá contrair 5% este ano, em vez da recessão de 3,8% anunciada em Junho. Nesse caso, será impossível atingir o défice de 7,6%, em 2011, acordado com a ‘troika, impedindo o envio da próxima parcela da ajuda financeira internacional.

A edição desta semana da revista Der Spiegel, citando fontes próximas do gabinete de Schäuble, revela que funcionários do Ministério das Finanças alemão estão a analisar cenários prevenindo um eventual incumprimento dos pagamentos da Grécia e avaliando o impacto dessa situação na zona euro.

A revista diz que estão a ser considerados dois cenários de uma eventual falência técnica da Grécia: no primeiro o país continua na zona euro, enquanto no segundo Atenas deixa a moeda única, voltando à dracma, o que provocaria uma subida em flecha da dívida pública grega, que está em euros, e o colapso dos bancos.

Nos dois cenários, os especialistas sugerem a abertura de linhas de crédito preventivas para países como Espanha e Itália, caso tenham dificuldade em financiar-se nos mercados, e az concessão de ajudas a alguns bancos da zona euro com  excesso de exposição à dívida grega.

O jornal alemão adianta que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) também têm um papel importante na elaboração daqueles cenários. Brevemente, o FEEF terá mais poderes de acordo com as decisões tomadas na cimeira extraordinária da União Europeia de 21 de Julho.

A iminência de um incumprimento grego acentuou-se depois de terem sido suspensas as negociações entre o Governo helénico e a missão de inspectores da União Europeia e do FMI devido à descoberta de uma derrapagem orçamental de 1,7 mil milhões de euros.

MRA Alliance/DE

Alemanha prepara plano B para os bancos caso a Grécia falhe

sexta-feira, setembro 9th, 2011

O governo alemão está a ultimar um plano para proteger os bancos caso a Grécia entre em default, noticia a agência financeira Bloomberg, citando fontes da coligação governamental liderada por Angela Merkel.

O plano de emergência envolve medidas de apoio aos bancos e seguradoras face a perdas eventuais de 50 por cento na dívida grega detida pelas instituições financeiras alemãs, isto, caso os líderes europeus não cheguem a acordo para o desbloqueio da próxima tranche do plano de apoio financeiro internacional à economia helénica.

As fontes citadas pela Bloomberg pediram anonimato, uma vez que as negociações estão a decorrer de forma confidencial, mas revelaram que o fundo introduzido pela Alemanha em 2008, após o colapso do Lehman Brothers, de apoio à banca, poderá ser desenvolvido para ajudar à recapitalização das entidades que sejam prejudicadas por um eventual incumprimento grego.

MRA Alliance/DD

Alemanha ameaça congelar resgate da Grécia

quinta-feira, setembro 8th, 2011

O ministro das Finanças da Alemanha disse hoje perante o Parlamento do seu país que a Grécia não receberá a próxima parcela do plano de resgate em vigor até que cumpra as condições orçamentais definidas pelos credores internacionais.

“Senhoras e senhores, a situação na Grécia é séria”, disse Wolfgang Schaeuble, citado pela agência Reuters. “De momento a missão da troika está suspensa. Não pode haver aqui ilusões. Enquanto a missão não confirmar que a Grécia cumpriu as condições, então a próxima parcela não pode ser paga”, explicou, na sessão em que defendia perante os deputados alemães o reforço do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), decidido em Julho com o objectivo de tentar controlar a crise da dívida pública da zona euro.

Neste contexto, Schaeuble disse também, citado pela AFP, que “o debate de uma segunda ajuda [um novo pacote de resgate, já decidido em Julho] é muito prematuro face às actuais dificuldade em torno do pagamento da próxima parcela” prevista ao abrigo do programa em curso.

O ministro das Finanças dos Países Baixos, Jan Kees de Jager, disse também hoje aos jornalistas que o seu país não contribuirá para a próxima parcela do empréstimo à Grécia se a trioka composta pela Comissão Europeia, BCE e FMI concluir que a Grécia não cumpriu o acordo sobre as reformas orçamentais.

Questionado sobre se nesse cenário a Grécia deverá deixar a zona euro, Kees de Jager disse que “então teremos uma situação diferente e teremos de ver como lidar com ela”, afirmou, citado . Salvaguardou ainda que a proposta do seu Governo de obrigar os países orçamentalmente indisciplinados a deixar a zona euro, lançada ontem, não se aplica à situação actual.

O primeiro-ministro liberal dos Países Baixos, Mark Rutte, e Kees de Jager defendem que a União Europeia (UE) nomeie um responsável pelos orçamentos na zona euro, que no limite poderia expulsar países da moeda única.

MRA Alliance/Público

Os planos franco-alemães para a zona euro

domingo, agosto 28th, 2011

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reuniram na passada terça-feira em Paris, numa cimeira onde delinearam um novo plano para tentar fortalecer a zona euro. Saiba qual é a estratégia que os dois líderes têm para a moeda única, resumida na edição de hoje do Diário Económico.

1 – Governo económico europeu
Para reforçar a zona euro, Merkel e Sarkozy querem constituir um governo económico europeu. A nova instituição será constituída pelos 17 chefes de Governo dos países que formam a união monetária e devem reunir duas vezes por ano para supervisionar a evolução das políticas económicas, discutir os problemas de cada Estado-membro e tomar decisões para contornar a crise. O actual presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, foi ontem convidado para liderar o governo por um período de dois anos e meio.

2 – Limites à dívida na Constituição
Uma das medidas mais polémicas é a introdução de limites ao endividamento na Constituição dos países da zona euro. Merkel defende a introdução de um objectivo anual quantificado de redução da dívida para os países que ultrapassem o limite de endividamento – de 60% definido para a zona euro no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Os países deverão fazer alterações à Constituição até ao final do Verão de 2012 e, no final deste ano, os governos dos países da zona euro com um nível de dívida acima de 60% – no qual se inclui Portugal – devem apresentar planos de redução e encontrar respostas para o impacto do envelhecimento populacional na sustentabilidade da dívida de longo prazo.

3 – Taxa sobre transacções financeiras
Merkel e Sarkozy sugeriram ainda a aplicação de uma taxa sobre as transacções financeiras. Por saber está o valor da taxa e sobre o que vai incidir. A proposta será feita já em Setembro. A implementação da medida não será fácil já que um imposto semelhante foi chumbado no passado pelos 27 países da União Europeia. O ministro sueco para os Mercados Financeiros, Peter Norman, já fez saber que um imposto deste tipo “só funcionará se for implementado a nível mundial”.

4 – Corte de fundos para quem não cumprir défice
Numa carta enviada ontem a van Rompuy, Alemanha e França defendem o corte de fundos estruturais e de coesão aos países da União Europeia que não consigam reduzir o défice. Esta norma já está prevista nas regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

5 – Imposto comum para empresas em França e na Alemanha
Em 2013, os dois países deverão ter um imposto comum para todas as empresas. Falta definir que taxa de IRC será imposta às empresas e qual a base tributável a que será aplicada.

6 – ‘Eurobonds’ não avançam
De fora do acordo, ficaram as ‘eurobonds’. Os títulos de dívida europeia harmonizariam o preço de financiamento dos países da zona euro. Esta é uma solução que agradaria os países em dificuldades, que viam os juros descer, mas desagradaria os países que têm as suas contas públicas em ordem, que pagariam juros mais elevados.

7 – Fundo de estabilização mantém-se
Outro dos pontos que ficou fora das propostas a apresentar por aqueles dois países é a necessidade de mexer nos 440 mil milhões de euros do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

MRA Alliance/DE

Alemanha deseja criar “Estados Unidos da Europa”

domingo, agosto 28th, 2011

A ministra do Trabalho alemã, Ursula von der Leyen, considera que a crise pode ser superada com a criação dos “Estados Unidos da Europa”. “O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos de América”, afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista alemã Der Spiegel.

Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e económica, “aproveitando as vantagens da dimensão da Europa”.

No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição global.

Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que detenham em empresas estatais.

Em declarações à televisão pública ARD, a governante – que é apontada pela imprensa alemã como uma possível sucessora de Angela Merkel – argumentou que só assim esses Estados “continuarão a envidar esforços para consolidar as finanças públicas”.

MRA Alliance/DE

Merkel recusa exigir ouro dos países resgatados

terça-feira, agosto 23rd, 2011

chanceler alemã recusou esta terça-feira a proposta do seu próprio partido de exigir como garantias as reservas de ouro para conceder empréstimos aos países que beneficiam dos financiamentos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Tanto Angela Merkel como o líder do grupo parlamentar conservador, Volker Kauder, expressaram a sua oposição a esta proposta, apresentada pela ministra alemã do Trabalho, Ursula von der Leyen, de acordo com a agência Efe.

A direcção do grupo parlamentar da CDU, o maior partido da coligação governamental alemã, decidiu ontem formar uma comissão para procurar soluções de consenso para a reforma do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que o Governo quer levar a votação no parlamento a 23 de Setembro.

À formação desta comissão, seguiu-se hoje uma reunião extraordinária do grupo parlamentar conservador, na qual participou Angela Merkel. Segundo a imprensa alemã, logo na abertura da reunião a chanceler alemã deixou clara a sua oposição a esta proposta.

Entre os deputados da CDU e do Partido Liberal Democrata, o parceiro de coligação de Angela Merkel, vai aumentando a oposição à reforma do FEEF, um dos resultados da cimeira de chefes de Estado e de Governo dos países da Zona Euro, a 21 de Julho.

Grande parte da oposição alemã, no entanto, assegura que vai apoiar a reforma, razão pela qual os observadores esperam a aprovação das novas medidas.

MRA Alliance/AF

Merkel desvaloriza inesperado recuo do PIB alemão

terça-feira, agosto 16th, 2011

A chanceler alemã disse esta terça-feira que a economia alemã atingiu o nível antes da crise financeira de 2008. Esta manhã, o Eurostat divulgou que a Alemanha, a maior economia da Zona Euro, cresceu apenas 0,1% entre Abril e Junho deste ano, muito abaixo do esperado pelos analistas e investidores.

Angela Merkel disse, no entanto, que este resultado não a torna pessimista afirmando que 2011 «será um bom ano, de crescimento para a Alemanha e França».

A chanceler falou aos jornalistas numa conferência de imprensa após uma reunião com o presidente francês em Paris. Na mesma conferência, Nicolas Sarkozy revelou que, na próxima semana, o primeiro-ministro francês anunciará mais medidas de austeridade para cumprir as metas do défice impostas por Bruxelas.

MRA Alliance/AF

Merkel e Sarkozy não travam queda do euro mas querem policiar política económica da UE

terça-feira, agosto 16th, 2011

O euro desvalorizou hoje cerca de 0,30%,  fixando-se nos 1,4405 dólares, no final da cimeira entre a chanceler alemã e o presidente francês, de onde saiu um conjunto de propostas para impulsionar a estabilidade no espaço da moeda única.

Nicolas Sarkozy e Angela Merkel apelaram à formação de um governo económico para ajudar a acalmar a crise da dívida soberana, remetendo para mais tarde a discussão sobre as euro-obrigações.

O novo órgão deverá ser liderado pelo actual presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que será convidado nos próximos dias, disse Sarkozy no final de um encontro entre os dois líderes.

Também a manutenção do rating norte-americano no nível máximo («AAA»), com perspectiva estável, pela Fitch deu força ao dólar. A justificar esta decisão está, precisamente, a confiança na moeda dos EUA pela agência  de notação financeira.

A pressão sobre a moeda da Eurolândia deve-se ao facto de a economia da Zona Euro ter crescido menos do que o esperado no segundo trimestre do ano, com especial incidência para a economia alemã (0,1%) e francesa (estagnação), com o PIB português registar um crescimento negativo em termos homólogos, no segundo trimestre, de 0,9%.

MRA Alliance/AF

Eurobonds: Governo alemão dividido entre a rejeição e a tolerância

domingo, agosto 14th, 2011
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, manifestou-se contra as ajudas ilimitadas aos países da zona euro em situação de pré-default e advertiu que «não haverá uma salvação a qualquer preço». Schäuble voltou a refutar expressamente a fórmula de criar títulos de dívida europeus, os chamados eurobonds, numa  entrevista concedida ao «Der Spiegel», que estará nas bancas amanhã.
 
 „Rejeito os eurobonds, enquanto os Estados-membros prosseguirem políticas fiscais distintas, quando nós precisamos de usar as taxas de juro para podermos dar incentivos ou impôr sanções tendo em vista termos uma política fiscal sólida”, precisou Schäuble. 
 
 «Não haverá uma divisão de dívidas nem um apoio ilimitado. Existem certos mecanismos de apoio que desenvolveremos sob condições estritas», reafirmou na  entrevista ao semanário «Der Spiegel», que estará nas bancas amanhã, citada na edição de hoje do diário Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ).
Em contrapartida, a notícia do FAZ dá conta da existência de uma tendência crescente no seio da coligação cristã-liberal CDU/CSU-FDP de adesão à emissão de títulos de dívida comuns aos países da Zona Euro.

“Nos círculos da coligação aumenta a percepção de que possivelmente a União Europeia não terá salvação caso não seja adoptada uma medida deste tipo, escreve o “Welt am Sonntag”, citando membros do governo”, esclarece o FAZ. 

“A solução até agora adoptada de resgatar Estados aflitos com pacotes de ajuda multimilionários está a chegar aos limites,” acrescenta o influente jornal de Frankfurt, conotado com os meios de negócios alemães.

MRA Alliance

Alemanha critica reforço do fundo de resgate proposto por Barroso

quinta-feira, agosto 4th, 2011

Numa carta enviada aos líderes europeus, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, pediu um reforço dos fundos dos mecanismos de resgate europeus para travar os riscos de contágio da crise da dívida a Espanha e a Itália.

No entanto, a mensagem foi mal recebida por alguns responsáveis europeus, sobretudo na Alemanha, o país que mais contribui para o FEEF.

“Não é claro como a reabertura do debate apenas duas semanas após a cimeira [que definiu o segundo plano para a Grécia] pode acalmar os mercados”, disse um alto funcionário em Berlim, citado pelo Financial Times. Outros oficiais sugeriram que Durão Barroso está a ser considerado como um canhão à solta no debate da zona euro.

“O importante agora é que apliquem rapidamente as decisões da cimeira e para isso é necessário que todos se concentrem no essencial e não levantem outra vez questões a que já foram dadas respostas a 21 de Julho”, quando os líderes se reuniram em Bruxelas, disse hoje, em Berlim, um porta-voz do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

MRA Alliance/DE

Desemprego na Alemanha sobe para 7%

quinta-feira, julho 28th, 2011

A taxa de desemprego na Alemanha subiu em Julho 0,1%, passando para 7%, o que representa uma melhoria face aos 7,6% registados no ano passado, com o número de desempregados a aumentar para 2,939 milhões mais 46 mil do que no mês anterior. O desemprego homólogo (comparação com igual mês do ano anterior) registou, no entanto, menos 247 mil pessoas sem trabalho, informou hoje, em Nuremberga, a Agência Federal do Trabalho (BA).

Apesar da inversão da tendência de descida do desemprego, que se deve a razões sazonais, o mercado de trabalho na Alemanha “continua em boa situação”, disseram os peritos da BA, em comentário aos novos números.

Dívida: Ministro alemão defende que os países resgatados devem ceder soberania à UE

quinta-feira, julho 28th, 2011

O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble diz ser responsabilidade dos governos europeus prevenir o desmembramento da Zona Euro, mas que é necessário também criar sanções mais severas para os países ajudados.

Em entrevista à revista alemã “Stern”, citada por várias agências noticiosas, Schäuble defende que “um Estado que tem problemas e é ajudado deve ceder a parte da sua soberania à União Europeia (UE)”. Na sua opinião, esta consequência seria muito melhor do que um possível incumprimento por parte dos países da moeda única.

O ministro europeu, que tem tido opiniões publicamente divergentes do Banco Central Europeu (BCE), admitou que por vezes se tem “irritado” nas negociações europeias, mas que, em caso algum, colocou em causa a independência do banco. “Respeitamos a independência do BCE. (…) Estamos a favor e não a criticamos. Isto devia ser válido também no sentido contrário”, remata.

MRA Alliance/JdN

Merkel e Sarkozy de acordo sobre novo resgate grego

quinta-feira, julho 21st, 2011

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegaram a acordo esta madrugada sobre uma nova ajuda à Grécia, com o apoio do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

Nas cerca de sete horas de reunião, em Berlim, para debater a crise da dívida na Europa, Sarkozy e Merkel «acordaram uma posição comum que foi transmitida ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, para integrar estes elementos nas suas consultas preparatórias da reunião dos líderes da Zona Euro», que terá hoje lugar, em Bruxelas, refere um comunicado da presidência francesa.

Também o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, informou que Merkel e Sarkozy estão determinados em aprovar o resgate grego e que o seu plano foi discutido com o presidente do BCE, que se juntou à reunião em Berlim, como com o presidente do Conselho Europeu, por telefone.

MRA Alliance/Agências

Crise não ficará resolvida na cimeira de quinta-feira, avisa Merkel

terça-feira, julho 19th, 2011

A chanceler alemã não vai ceder na cimeira de líderes europeus agendada para quinta-feira e corre o risco de ficar na história como a primeira presidente da comissão liquidatária do euro e, eventualmente, como a coveira da União Europeia

“Existem outros passos necessários que têm de ser tomados e não é uma solução espectacular que vai resolver todos os problemas”, afirmou Angela Merkel, em conferência de imprensa, ao lado do presidente russo Demitry Medvedev.

Segundo a Reuters, a líder alemã considera que a solução dos problemas da zona euro têm de vir “de dentro”, através da redução da dívida e do aumento da competitividade.

As declarações de Merkel surgem dois dias antes da cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da zona euro, em Bruxelas, onde será debatida a crise de dívida e de onde muitos esperam decisões concretas e eficazes para a resolver.

MRA Alliance/DE

Crise grega precisa de 15 anos para ser resolvida, diz Presidente da Alemanha

terça-feira, julho 12th, 2011

A Grécia precisará de muito mais tempo para resolver os problemas com a dívida soberana do que tem sido admitido até agora na Europa, diz o Presidente da Alemanha, Christian Wulff, numa entrevista a ser transmitida, no próximo domingo, pelo canal alemão ZDF.

Segundo a agência Reuters, o antigo líder do partido democrata-cristão (CDU) da Chanceler Angela Merkel,  defendeu a necessidade de “uma resposta global” para a solução da crise da dívida na Europa. “Não pode ser algo apenas para três meses,  antes deve apresentar soluções a serem aplicadas nos próximos 10 a 15 anos, disse Wulff. “A Grécia – acrescentou – precisa de um prazo muito mais alargado do que até agora tem sido reconhecido na Europa, acrescentou Wulff, cujo cargo é, no plano politico, meramente protocolar. 

O chefe de Estado alemão defendeu igualmente uma maior responsabilização dos bancos e das agências de rating pelo seu papel na presente crise financeira e sublinhou que a impunidade de que gozam tem escandalizado a opinião pública.

MRA Alliance

Professor de economia exige saída da Alemanha da moeda única

terça-feira, julho 5th, 2011

O professor de economia berlinense Markus Kerber exigiu a saída da Alemanha do euro, face à crise das dívidas soberanas na Europa e à ameaça de bancarrota na Grécia, em artigo publicado ontem no jornal Handelsblatt.

“O que devia ter sido politicamente decidido em 2010, que era excluir a Grécia da moeda única face à sua bancarrota fraudulenta, vem agora tarde demais, porque a distorcida situação da União Económica e Monetária já não se pode resolver através da saída de países isolados”, afirma o professor da Universidade Técnica de Berlim.

“Além de os defensores do euro impedirem essa solução, ela provocaria enormes encargos fiscais aos países que permanecessem no euro, também devido às ajudas financeiras à Irlanda a Portugal”, alegou o mesmo economista.

“Por isso, a única resposta possível à política de chantagem da Grécia é a saída do euro de países com balanças comerciais estruturalmente positivas como a Alemanha, a Holanda, a Áustria, a Finlândia e o Luxemburgo”, conclui Kerber.

Em conjunto com mais de 50 subscritores, o professor de economia apresentou, em Março, um requerimento no Tribunal Constitucional contra a participação da Alemanha no Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

MRA Alliance/Expresso

Europeus do Sul trabalham mais que os alemães

domingo, junho 5th, 2011

“Os alemães trabalham muito menos [por ano e durante a vida activa] que os europeus do Sul. E também não trabalham de forma tão intensiva”, assegura Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis e o autor do estudo, baseado em dados da OCDE e do Eurostat, que contraria as recentes declarações da chanceler alemã sobre um eventual laxismo social em Portugal, Espanha ou Grécia.

A duração anual média do trabalho de um alemão (1.390 horas) é assim muito inferior à de um grego (2.119 horas), de um italiano (1.773 horas), de um português (1.719 horas), de um espanhol (1.654 horas) ou de um francês (1.554 horas), referem as estatísticas publicadas em 2010 pela OCDE.

“O resultado da produtividade individual da Alemanha está na média dos países do Sul, a da produtividade horária está acima da média mas não é melhor que a da França ou Grécia”, precisa o Natixis.

A idade legal para a reforma na Alemanha (65 anos actualmente, 67 no futuro) é mais tardia, mas os portugueses e espanhóis trabalham na prática mais tempo, com uma idade efectiva de início da reforma de 62,6 anos e 62,3 anos, contra 62,2 anos para os alemães, refere ainda o estudo.

Os gregos não estão distantes desta média (61,5 anos). Na primavera de 2010 na Grécia impôs o aumento da idade dos 60 para os 65 anos, para garantir uma idade média de 63,5 anos até 2015. Apenas franceses e italianos garantem hoje a reforma mais cedo que os alemães, precisa o estudo com data de 30 de Maio.

Em meados de Maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou publicamente as férias e os sistemas de reforma dos países do Sul da Europa, que considerou demasiado generosos. “É necessário que em países como a Grécia, Espanha, Portugal não seja garantida a reforma mais cedo que na Alemanha, e que todos façam os mesmos esforços, é importante”, disse na ocasião. “Angela Merkel não refere quais os verdadeiros problemas dos países do Sul da zona euro”, conclui o chefe economista do Natixis.

MRA Alliance/DE

Portugal: Inquérito às causas da crise seria “muito útil”, diz banqueiro alemão

sábado, maio 28th, 2011
O economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, considera que seria “muito útil” uma investigação em Portugal às causas da crise, mas recusou um inquérito em que sejam apontados culpados.
“Seria muito útil estudar o que correu mal de modo a mudar a forma como as coisas são feitas”, disse à agência Lusa o economista do banco alemão, afirmando que tanto devem ser estudados os “erros do setor público” como o “fraco desempenho do sector privado”. Já quanto a apontar culpados, o responsável do Deutsche Bank descarta completamente essa possibilidade: “Não acho que exista alguma responsabilidade pessoal ou algum culpado”, disse.

Para Thomas Mayer, a actual situação portuguesa é o resultado de “problemas estruturais” sobretudo após a adesão de Portugal à zona euro, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa média anual de cerca de um por cento.

“A união monetária europeia tem problemas estruturais, que têm de ser melhorados. Não é uma questão de culpa, é uma questão de erros”, afirmou Thomas Mayer.

Recentemente, um membro do Banco Central da Islândia, Gylfi Zoega, defendeu que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos, e porque o fez.

“Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro”, disse.

Também o presidente da Comissão de Inquérito à crise financeira (FCIC, na sigla inglesa) do Estados Unidos, Phil Angelides, aconselhou uma investigação semelhante em Portugal e na Europa, como forma de apurar os factos que levaram à actual crise.

Em entrevista à agência Lusa, Phil Angelides considerou que a decisão de realizar a investigação sobre as causas da crise portuguesa teria utilidade para determinar com rigor a história e as responsabilidades na crise e para estimular o debate informado.

Criar uma comissão de investigação “é uma decisão que cabe ao povo e aos líderes portugueses, mas deixe-me dizer que este estudo foi muito valioso para os Estados Unidos, provocou um grande debate. O relato histórico rigoroso, a discussão e o debate são vitais para sair da crise porque, em geral, as pessoas que a causaram, nos Estados Unidos – reguladores que não fizeram o trabalho, Wall Street, que foi imprudente – não querem esse debate vigoroso”, afirmou Angelides.

MRA Alliance/JdN

Alemanha congelou contas de Kadhafi

sábado, abril 16th, 2011

Muammar Kadhafi, Presidente da LíbiaO governo alemão congelou nas últimas semanas várias contas relacionadas com o regime do presidente líbio Muammar Kadhafi, num valor total de 6 mil milhões de dólares (4.150 milhões de euros), revelou hoje a revista Der Spiegel.

O ministro da Economia alemão, o liberal Rainer Broederle, indicou este número num documento interno do Executivo alemão, no qual propõe que Berlim transfira esta verba (e outros montantes que sejam apreendidos) para a Organização das Nações Unidas (ONU).

“A ONU poderia financiar o transporte de ajuda humanitária para a população de toda a Líbia”, afirmou o ministro alemão no documento citado pela Der Spiegel.

MRA Alliance/Agências

Grupo alemão pede providência cautelar para travar ajuda a Portugal

terça-feira, abril 12th, 2011

O Tribunal Constitucional da Alemanha recebeu um pedido de providência cautelar com o objectivo de impedir que o país participe na ajuda financeira internacional a Portugal.

 A queixa foi apresentada por um conjunto de 50 pessoas, no âmbito do grupo de pressão alemão Europolis, que reúne economistas e juristas que se apresentam como visando analisar os problemas da integração europeia.

O responsável do grupo, Markkus Kerber, explica que esta acção visa evitar que seja “retirada soberania financeira à Alemanha” e afirma que o fundo de resgate europeu não conseguiu acalmar os mercados, como o Governo alemão disse à antes à justiça do país.

“Ao contrário das previsões do governo alemão de Maio de 2010, em que o tribunal federal alemão acreditou, os mercados não se acalmaram. Os juros continuaram a subir apesar da criação do mecanismo de estabilização financeira do euro. Em vez de combater a causa, o que se tem vindo a fazer é dar cada vez mais garantias a países com problemas financeiros”, afirma Kerber, citado pela agência Lusa.

Esta já não é a primeira vez que o Tribunal Constitucional alemão recebe um pedido deste tipo. No início de Maio do ano passado, logo após ter sido decidida a ajuda à Grécia, recusou um pedido de providência cautelar que visava impedir o país de contribuir com 22,4 mil milhões de euros com que teve de contribuir para o resgate de 115 milhões de euros da Grécia.

MRA Alliance/Público

Mário Soares critica ingratidão da Alemanha face à UE

segunda-feira, abril 4th, 2011

Mário SoaresMário Soares não poupa críticas à chanceler alemã num artigo publicado no jornal espanhol El Pais. “Se a Europa não percebe o descontentamento que reina em todo o lado, contra os Governos nacionais e as instituições europeias e a distância que os separa dos seus povos, é indubitável que nos encaminhamos para a decadência da UE, num mundo em transformação, e para a sua possível desagregação”, escreve o ex-Presidente da República.

Soares considera que “a igualdade e a solidariedade entre os estados desapareceu” com todos “mais ou menos dominados pela Alemanha da chanceler Merkel”, que “se esqueceu do que a Alemanha deve à Comunidade Europeia”.

Considerando-se “dona da Europa” e “apoiada pelo seu servil aliado, o presidente Sarkozy” leva a que a economia e as finanças dominem tudo, com o BCE e os bancos alemães, “ainda que não exclusivamente”, a “paralisar uma Europa de cidadãos, uma Europa política, de tipo federal”.

No artigo, intitulado “Portugal e Espanha no contexto europeu”, o ex-presidente recorda que apenas três países são governados por Governos socialistas (demissionário no caso português) e que todos são do sul, com um peso “mais marcado pela história e pelo que representam” do que pelo dinheiro. “Não são coisas de pouca monta mas, claro, os economistas como só vêm o dinheiro, esquecem-se o resto. E talvez por isso se enganem tantas vezes”, escreve.

“Os três Estados (Grécia, Espanha e Portugal) poderiam ter-se oposto às exigências de uma Alemanha que os lançava para uma recessão inaceitável. Mas não tiveram coragem para o fazer”, sublinha.

Afirmando que as instituições europeias continuam “sem compreender bem” a crise económica, Soares sustenta que “o neoliberalismo, como ideologia, está esgotado, como aconteceu há 20 anos com o comunismo”. E, por não reconhecem isso, não notam que “além da redução do défice é necessário procurar reduzir o desemprego, as tremendas desigualdades sociais” e “procurar um novo paradigma de desenvolvimento”. Se esses problemas não se resolvem, considera Soares, “a crise conduzirá a rupturas que podem ser violentas e perigosas”.

MRA Alliance/DE

Ministro alemão diz que Portugal ainda não contagiou Espanha

quarta-feira, março 30th, 2011

Wolfgang SchaeubleO ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, diz que Portugal tem tido, até agora, “pouco efeito sobre Espanha”. Mas não descarta a possibilidade de um “efeito de contágio”. Schaeuble, que está em Pequim para participar num seminário do G-20 sobre a reformulação do sistema monetário mundial, declarou hoje, citado pela Bloomberg, que ainda não se verificou qualquer efeito de contágio por parte de Portugal.

Segundo Schaeuble, não há sinais, até à data, de que os apuros de Portugal estejam a propagar-se a Espanha, mas o governante não descarta a possibilidade de isso poder vir a acontecer. “A difícil situação de Portugal está a ter um impacto muito limitado em Espanha”, declarou. O ministro do governo de Angela Merkel falou também sobre o sistema cambial mundial, dizendo que são necessárias bases mais vastas.

MRA Alliance/Agências

Alemanha fecha sete centrais nucleares

terça-feira, março 15th, 2011

Depois do alerta vindo do Japão com as explosões nos reactores nucleares de Fukushima, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou hoje o encerramento de todos os reactores nucleares do país que entraram em actividade «antes do fim de 1980» – um total de sete, que deverão permanecer desligados durante três meses.

«Vamos iniciar um exame da segurança de todas as centrais nucleares», disse a chanceler, «Os reactores que começaram a funcionar antes do fim de 1980 serão desligados durante a moratória», explicou.

Na Alemanha, onde a chanceler Angela Merkel suspendeu um acordo para aumentar o tempo de vida de centrais nucleares do país, há eleições importantes no horizonte.

Dezenas de milhares de activistas anti-energia nuclear realizaram um protesto no fim de semana contra o plano de aumentar a vida útil dos reactores alemães. Em Stuttgart, os manifestantes formaram um cordão humano de 45 quilómetros de extensão. O protesto já tinha sido planeado antes da tragédia no Japão, porque a energia nuclear é considerado um tema sensível para as eleições.

Os ministros de Energia da UE e especialistas em energia nuclear, em Bruxelas, iniciaram hoje a abordagem às questões de segurança. Com cerca de 150 reactores nucleares no continente, a Comissão Europeia quer levar em conta os acontecimentos no Japão, e rever as medidas de segurança.

MRA Alliance/JD

Catástrofe no Japão põe em causa política nuclear da Alemanha

domingo, março 13th, 2011

Cadeia humana entre Estugarda e a central atómica de NeckarwestheimA catástrofe nuclear no Japão colocou a política nuclear alemã no centro das atenções da campanha eleitoral para as estaduais em Baden-Wuerttemberg, dentro de duas semanas, onde a chanceler Angela Merkel pode jogar o seu futuro político. Perante o que está a acontecer no Japão, um país altamente industrializado que apostou nas centrais atómicas, e luta agora desesperadamente contra uma calamidade de enormes dimensões, a oposição social democrata, ambientalista e esquerdista na Alemanha voltou a exigir ao governo de centro direita uma rápida renúncia à energia nuclear.Em Outubro, democratas cristãos e liberais reviram o compromisso firmado com a indústria nuclear pelo anterior executivo social democrata e anbientalista, prolongando o prazo de funcionamento das 17 centrais atómicas alemãs por mais 12 anos, em média.

No sábado, mais de 50 mil pessoas protestaram em Baden-Wuerttemberg contra a política nuclear do governo central, formando uma cadeia humana de mais de 40 quilómetros entre o centro de Estugarda, a capital estadual, e a central atómica de Neckarwestheim.

Ao fim do dia, Merkel convocou um gabinete de crise para debater a situação, perante a catástrofe nuclear no Japão, anunciando depois que a Alemanha vai «analisar as consequências» para a sua própria política de energia atómica.

Já a indústria nuclear não considerou necessário, até agora, tirar ilações da tragédia japonesa, e a RWE, un dos gigantes energéticos alemães, anunciou que manterá as suas centrais atómicas a funcionar até expirarem os prazos previstos.

O ministro do ambiente, Norbert Roettgen, que negociou os referidos prazos com as energéticas, defendeu agora opinião diferente, afirmando que o que está a acontecer no Japão «é uma ruptura, que põe em dúvida a possibilidade de se dominar a tecnologia nuclear».

O tema ocupará, decerto, o topo da agenda na campanha eleitoral de Baden-Wuerttemberg, um dos estados federados mais prósperos da Alemanha, onde os democratas-cristãos governam há 57 anos consecutivos.

As últimas sondagens, ainda antes da catástrofe no Japão, davam ligeira vantagem ao bloco conservador (democratas cristãos e liberais) sobre a oposição social democrata e ambientalista. No entanto, segundo vários observadores políticos, os dramáticos acontecimentos em Fukushima podem castigar Merkel e inverter a tendência de voto a favor da esquerda, nas duas semanas que faltam até 27 de Março.

MRA Alliance/SOL

Merkel não aprovará fundo de socorro enquanto houver questões “em suspenso”

sábado, março 12th, 2011

Angela MerkelOs dezassete da União Europeia deverão hoje aprovar o chamado “Pacto pelo euro”. Mas, antes do encontro desta tarde, Angela Merkel deixou um aviso: Berlim não aprovará o fundo de socorro permanente se algumas “questões continuarem em suspenso”.

Os chefes de Estado e de Governo dos 17 países da zona euro estão neste momento a reunir em Bruxelas numa cimeira extraordinária onde se joga a resposta do eurogrupo à crise da dívida soberana europeia e o futuro do funcionamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), cuja flexibilização das normas de financiamento deverá ter hoje um acordo de princípio para ser confirmado na reunião dos vinte e sete, dentro de duas semanas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, admite suavizar as condições do fundo de resgate do euro, embora não tenha dado garantias absolutas sobre isso. Berlim exigem maiores compromissos financeiros aos países do eurogrupo, tanto mais quando a versão do “Pacto pelo euro” em discussão hoje é já uma versão mais equilibrada da proposta inicial alemã e francesa.

“Penso que devemos, hoje, pôr-nos de acordo sobre as grandes linhas do ‘Pacto pelo euro’ e que devemos também dar sinais sobre a forma como se poderá acertar um pacote global [de medidas] no fim do mês”, disse à chegada a Bruxelas o presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

Em linha com esta posição, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, já enviara uma carta aos responsáveis dos países da zona euro para alcançarem “um princípio de acordo” para formalizar a 24 e 25 de Março.

MRA Alliance/Público

Instabilidade política preocupa empresas alemãs em Portugal

sexta-feira, fevereiro 11th, 2011

As empresas alemãs presentes no mercado nacional estão satisfeitas, mas ao contrário dos últimos anos estão preocupadas com a falta de estabilidade política de Portugal. Cautelosas quanto ao médio prazo, as empresas consideram como pontos negativos a eficácia da Administração Pública, as condições de pagamento das empresas e o direito laboral.

O estudo anual referente a 2010 que a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã faz junto de 300 empresas alemãs a operar em Portugal, divulgado ontem – quando o Presidente alemão, Christian Wulff, iniciou uma visita oficial a Portugal – sublinha que “a estabilidade política, um dos aspectos que em estudos anteriores realizados pela CCILA recebeu sempre classificações muito positivas, mereceu nesta edição apenas 3,23 valores”, numa escala de um a seis, sendo o um muito positivo e o seis muito negativo.

MRA Alliance/DE

Merkel não flexibiliza fundo e mantém Portugal sob pressão

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

Os líderes europeus aceitaram reforçar o fundo de resgate mas a Alemanha recusou dar o seu aval a uma flexibilização do fundo, fechando a porta a linhas de crédito pontuais ou à compra de dívida pública dos países em dificuldades como Portugal.

Apesar da decisão mais ampla de criar um governo económico do euro poder colmatar um defeito de fabrico no desenho da moeda única e assim aliviar a pressão dos mercados, este recuo alemão é, no curto prazo, um mau sinal para Portugal, que continua a ser o primeiro do euro na linha de fogo.

A menção à “flexibilidade” esteve no projecto de conclusões do encontro mas depois da recepção fria dos restantes líderes europeus às intenções franco-alemãs de moldar políticas salariais, sociais e fiscais dos seus parceiros, Berlim deixou cair essa concessão.

MRA Alliance/DE

Merkel quer moldar Europa à imagem da Alemanha

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

Angela MerkelA chanceler alemã Angela Merkel quer moldar a Zona Euro à imagem da Alemanha, aproveitando a crise de dívida pública, que deixou a região mais fragilizada, escreve a Bloomberg. A ideia é tornar as outras economias do euro, nomeadamente as que agora enfrentam maiores dificuldades (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda) mais saudáveis e, consequentemente, mais resistentes.

A intenção de Merkel, há muito conhecida, passa por impor condições, como limites ao défice e à dívida dos países, que quer ver inscritos na Constituição de cada um deles. E, para os que desrespeitarem os limites necessários à manutenção da boa saúde financeira, Merkel quer castigos pesados. No entanto, a despeito de o Pacto de Estabilidade e Crescimento impor limites de défice orçamental para os membros do euro, a verdade é que não foi aplicada qualquer sanção a nenhum dos vários países que violaram essas regras. Nem mesmo à Grécia, que falseou as suas contas e que nunca até hoje, respeitou os limites.

No plano económico, também há regras que Merkel quer ver implementadas na Europa como um todo: aumento da idade da reforma, para tornar os respectivos sistemas públicos de Segurança Social mais sustentáveis, e maior flexibilidade nas leis laborais, para que o mercado de trabalho seja ágil e as empresas mais competitivas. Com o apoio da França, Merkel prepara-se para, em Março, impor aos restantes parceiros um Pacto para a Competitividade.

Alargar e flexibilizar o fundo europeu de resgate financeiro pode ser uma forma de acalmar definitivamente os mercados em relação à dívida pública dos países do euro, ao permitir aos mais frágeis aceder a ajuda dos parceiros a taxas de juro mais baixas.

Merkel não tem interesse em ver o euro fraquejar, pelo contrário, mas corre alguns riscos. A chanceler arrisca-se a fazer subir o custo das obrigações alemãs e pode ainda perder o apoio dos seus próprios eleitores, que não gostam de ver o dinheiro dos seus impostos usados para apoiar outros que não souberam governar-se bem sozinhos.

A chanceler alemã está condicionada pelas eleições que a Alemanha enfrenta este ano: Merkel não pode desagradar aos alemães entregando o dinheiro dos seus impostos aos incumpridores parceiros europeus. Numa sondagem de Janeiro, 64% dos alemães manifestaram-se contra o apoio financeiro a outros países do euro, mais endividados. Cerca de metade já só querem ver o euro pelas costas e voltar ao marco.

MRA Alliance/AF

Merkel tem planos para governo económico na zona euro

sábado, janeiro 29th, 2011

Angela MerkelA chanceler da Alemanha tem planos “cada vez mais concretos” para a formação de um governo económico na zona euro, segundo o Der Spiegel. Angela Merkel quer propor aos países da moeda única um pacto de competitividade, noticia hoje a edição online do semanário Der Spiegel.

O acordo deve incluir compromissos concretos mais ambiciosos e vinculativos para reforçar a competitividade do que até agora se fez na União Europeia, afirma-se num documento do governo a que a publicação alemã diz ter tido acesso.

Para dissipar a desconfiança dos mercados no euro, prevê-se uma estreita articulação das políticas financeira, económica e social nos estados membros, associada a objectivos concretos, segundo a mesma fonte.

MRA Alliance/DE