Archive for the ‘África’ Category

ONU declara crise de fome na Somália

quinta-feira, julho 21st, 2011

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou oficialmente, ontem, situação de crise de fome em Bakool e Baixo Shabelle, no sul da Somália. O coordenador dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas para a Somália disse, numa conferência de imprensa, em Nairobi, Quénia, que “em cada dia que nos atrasamos a dar assistência é, literalmente, uma questão de vida ou morte para as crianças e as famílias afectadas pela crise de fome”.

Mark Bowden advertiu que “se não agirmos agora, a crise de fome vai estender-se às oito regiões do sul da Somália nos próximos dois meses, devido às pobres colheitas e aos surtos de doenças infecciosas”.

O responsável humanitário da ONU sublinhou que a crise “representa a mais grave situação de insegurança alimentar no mundo, com os índices de desnutrição mais elevados, que chegam a 50 por cento em algumas zonas do sul do país”.

Os dados divulgados pelo dirigente das Nações Unidas mostram que quase metade da população da Somália, cerca de 4 milhões de pessoas, se encontra em situação de crise humanitária. Quase três milhões estão no sul do país, que se encontra sob o controlo da milícia islâmica Al Shabab, vinculada à Al Qaeda.

MRA Alliance/Agências

Independência do Sudão do Sul entre a alegria e o receio

domingo, julho 10th, 2011

O nascimento do Sudão do Sul ocorrido hoje resultou do referendo de Janeiro passado, previsto nos acordos de paz de 2005, que puseram fim a cinco décadas de conflito e duas de guerra contínua. Cerca de 99 por cento dos eleitores votaram pela secessão. Ontem o Sudão do norte, com capital em Cartum, foi o primeiro país a reconhecer o novo Estado.

Mas o Sudão do Sul nasce num ambiente em que a alegria vai de braço dado com a apreensão. A indefinição do traçado fronteiriço em algumas zonas, a falta de um acordo sobre a repartição das receitas petrolíferas cuja produção se concentra maioritariamente no Sul mas são escoadas pelo Norte, a ausência de entendimento sobre estatuto dos cidadãos do Sul que residem no Norte são dossiers por resolver. A violência das últimas semanas em zonas como o disputado enclave de Abyei, onde em Janeiro não foi possível realizar o previsto referendo local sobre a pertença ao Norte ou ao Sul, e os confrontos que rebentaram no último mês no Kordofan do Sul, estado do Norte, criaram uma situação explosiva.

Ainda que a guerra seja uma ameaça latente e permanente, analistas ouvidos pela Reuters consideram que a corrupção no Movimento de Libertação Popular do Sudão (SPLM, sigla inglesa), tal como as divisões étnicas no seu seio, são o maior obstáculo à viabilidade do novo país.

“A forma como o SPLM conseguir assegurar a segurança interna e responder às expectativas que a independência traz é crucial”, considera Ângelo Izama, analista de segurança regional do think-tank Kwote, do Uganda. No Sul, um verdadeiro mosaico étnico, a paz está longe de ser um dado adquirido: mais de 2360 pessoas foram mortas em disputas internas desde o início do ano.

MRA Alliance/Público

China: Novo empréstimo de 10 mil milhões para África

domingo, novembro 8th, 2009

O primeiro-ministro chinês prometeu hoje dez mil milhões de dólares em empréstimos às nações africanas nos próximos três anos e o cancelamento de débitos de países mais pobres do continente.Wen Jiabao fez hoje o anúncio em Sharm El-Sheik (Egipto), onde teve início o Fórum China-África, com participação de meia centena de países e a ambição de reforço da cooperação económica com o gigante asiático.

O chefe do governo chinês sublinhou que esta atitude de Beijing contraria as acusações de que os investimentos chineses em África, que aumentaram exponencialmente nos últimos três anos, são exclusivamente motivados pela avidez de lucros.

MRA Alliance/Lusa

Sarkozy quer África e América do Sul no Conselho de Segurança

sábado, outubro 18th, 2008

O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu a entrada de um país africano ou sul-americano como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, na abertura da reunião de cúpula da francofonia, no Quebec. “A crise (financeira internacional) deve ser uma oportunidade para sacudir os costumes e rejeitar as facilidades. Como imaginar solucionar os grandes problemas do mundo quando há um Conselho de Segurança que não conta com um membro da África ou do continente sul-americano como membro permanente?”, disse Sarkozy. “A crise é uma oportunidade para refletir de maneira diferente sobre o crescimento”, ressaltou também o presidente francês. Neste capítulo, disse, “o crescimento sustentável, o crescimento verde, o desenvolvimento de uma agricultura alimentar em todo o mundo”, devem objectivos do futuro. “Temos de refletir sobre o que está em jogo. Como chegamos até aqui? (…) Quem é responsável? O que aconteceu? Devemos estabelecer um diagnóstico e tirar disso as conclusões. (…) O mundo tem que mudar”, sublinhou o presidente da França. MRA Dep. Data Mining

Rússia diz que sanções contra Zimbabué seriam um “perigoso precedente”

sábado, julho 12th, 2008

Conselho de Segurança - Nações UnidasO Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou hoje que a aprovação das sanções contra o Zimbabué pelo Conselho de Segurança da ONU representaria um “perigoso precedente” quanto à ingerência do órgão nos assuntos internos dos Estados. O comunicado russo justificou desta forma o veto de Moscovo ao projecto apresentado pelos Estados Unidos, também vetado por Pequim. A aprovação do documento “representaria um precedente perigoso, que abriria caminho à ingerência do Conselho de Segurança nos assuntos internos dos Estados em vista de alguns eventos políticos, o que transgride a Carta da ONU”, acrescenta o comunicado da diplomacia russa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Miliband, reagiu hoje manifestando-se decepcionado pelo veto referindo que os zimbabueanos consideram “incompreensível” a decisão russa e chinesa. O veto de ontem à noite, evitou que o Conselho da Segurança impusesse sanções contra o regime zimbabueano, para o obrigar a negociar com a oposição uma saída para a crise política interna. Num comunicado, Miliband disse estar “muito decepcionado” pela ausência de uma decisão “forte e clara” contra o governo Mugabe. A resolução obteve nove votos a favor, uma abstenção e cinco contra, nomeadamente da Rússia e da China, membros permanentes do Conselho da Segurança com poder de veto. O resultado é uma derrota política para o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que julgava ter apoios suficientes para que a resolução fosse aprovada. MRA/Agências

Barclays faz negócios com sequazes de Mugabe

domingo, junho 29th, 2008

O banco britânico Barclays, que opera no Zimbabué há mais de um século, conta entre os seus principais clientes com Elliot Manyika, ministo sem pasta e Nicholas Goche, ministro da Administração Pública, revelou ontem o diário londrino, The Times. Os dois ministros, ambos acusados de graves violações contra os Direitos Humanos integram a lista negra que obriga os bancos europeus a congelarem as respectivas contas, acrescentou o jornal. Manyika e Goche, estarão alegadamente envolvidos em actos de violência política, desde 2000 até ao presente, incluindo sangrentas perseguições a agricultores e a eleitores zimbabueanos. Parlamentares e oposicionistas acusam o banco inglês de fugir à sua “responsabilidade moral” e de utilizar “subterfúgios jurídicos” para legitimar negócios não permitidos pelas autoridades.

O Times acrescenta que o banco tem conseguido iludir as sanções e embargos internacionais contra o regime de Harare alegando que a sua subsidiária na ex-colónia britânica – Barclays Bank of Zimbabwe, Ltd. – detida em 67% pelo Barclays Bank PLC, está registada fora da jurisdição do Reino Unido e da União Europeia. O Barclays Bank PLC, está registado em Inglaterra – n.º 1026167 – com a sede oficial em 1 Churchill Place, London, E14 5HP, United Kingdom. A actividade financeira do Barclays Bank PLC, cotado na Bolsa de Londres, é fiscalizada pelo regulador britânico Financial Services Authority. MRA Dep. Data Mining

Marrocos: Piloto americano condenado a sete anos de prisão

quinta-feira, junho 19th, 2008

Cessna 337Um piloto norte-americano foi condenado, por um tribunal marroquino, a sete anos de prisão e a pagar uma multa de cerca de mil euros, por tráfico de droga, soube-se de fonte judicial, em Rabat. Wilson James Douglas foi condenado pelo tribunal de primeira instância de Soul Larbaâ do Gharb, na região de Kénitra (40 quilómetros a norte de Rabat). O cidadão norte-americano foi detido em Maio passado pela Polícia Real, depois da aterragem da aeronave bimotor numa estrada não classificada, a cerca de 11 quilómetros de Souk Larbaâ, para recuperar drogas. James Douglas pilotava um “CESNA 337”, que, depois da aterragem, foi imediatamente cercado por quatro veículos que fugiram após a presença da polícia, deixando no local uma viatura. A aeronave e a viatura foram apreendidas. MRA/Agências

Galp compra Shell em Moçambique, Gâmbia e Suazilândia

quarta-feira, maio 7th, 2008

A Galp Energia comprou as redes de distribuição de produtos petrolíferos da Royal Dutch Shell em Moçambique, na Suazilândia e na Gâmbia por 55 milhões de dólares (35,6 milhões de euros), anunciou a empresa em comunicado. O negócio permitirá um aumento de 45 por cento nos volumes de vendas da distribuição de produtos petrolíferos e uma maior diversificação geográfica em África, com quotas de mercado que variam entre os 15 e os 40 por cento, esclareceu a Galp. O negócio permitirá também desenvolver a Galp Energia nos eixos de Moçambique-Suazilândia e Cabo Verde-Guiné-Bissau-Gâmbia e possibilitar colaborações futuras na área dos biocombustíveis. MRA/Agências

Macroecomia e estabilidade cambial na África lusófona

quinta-feira, maio 1st, 2008

Os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que têm as suas moedas indexadas a divisas têm mercados cambiais mais estáveis e melhor relação de risco-retorno para investidores e Moçambique, com uma flutuação gerida, consegue resultados aproximados. A conclusão consta do estudo “Pressão nos Mercados Cambiais dos Países Africanos Lusófonos”, recentemente apresentada pelos investigadores universitários portugueses, entre os quais Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças de Portugal. A análise econométrica identifica Moçambique como a “excepção à regra” de que a indexação a uma divisa – o euro, no caso de Cabo Verde e Guiné-Bissau – se traduz em maior estabilidade dos mercados cambiais e maior atractividade para os investidores. A análise permite concluir que “a relação risco-retorno é muito mais favorável para os investidores quando existem indexações cambiais, dado que o aumento de volatilidade é menor para o mesmo nível de retorno”.

Segundo as últimas projecções do FMI, o metical moçambicano tem vindo também a apreciar-se, cerca de um terço relativamente ao ano base de 2000, enquanto Cabo Verde, Guiné e São Tomé registam uma situação de relativa estabilidade. Muito acima da média dos países produtores de petróleo, Angola apresenta das maiores valorizações cambiais reais no continente africano, tendo mais do que duplicado o valor do kwanza desde o ano base. Angola e São Tomé e Príncipe têm flutuações geridas sem trajectória de taxa de câmbio pré-determinada; Moçambique também, mas de acordo com políticas do FMI. O pequeno arquipélago há muito que hesita relativamente ao futuro da sua moeda, a dobra, colocando-se como cenários uma indexação ao euro, ao dólar, ou ao franco CFA. Cabo Verde e Guiné-Bissau têm ambos as suas moedas indexadas ao euro, com limitações no caso deste país, membro da União Económica e Monetária da África Ocidental. “A nossa principal conclusão é que os países PALOP com indexações cambiais claramente têm uma volatilidade menor quando comparados com aqueles que têm fluxos geridos”, sublinham os investigadores. MRA/Agências

ChinÁfrica: O novo paradigma de desenvolvimento regional

quarta-feira, abril 2nd, 2008

chinafrica.jpgA República Popular da China está empenhada e interessada em aplicar nos países africanos em vias de desenvolvimento, onde tem investido fundos multimilionários em troca de recursos naturais, um modelo inovador de combate à pobreza endémica. Os recursos e tecnologias serão idênticos aos que, desde os anos 80, tiraram da miséria e da subnutrição mais de 500 milhões de pessoas. O plano será executado por fases: o primeiro passa por dar prioridade à fileira agro-alimentar. Simultaneamente visa desenvolver capacidades internas para a criação de elítes e aplicar sistemas geradores de boas práticas de governação.

Um estudo patrocinado pelo Banco Mundial, constata que a China tinha um nível de pobreza muito mais elevado do que o dos países africanos, antes de profundas reformas económicas e sociais que permitiram aproximar-se rapidamente do nível dos países mais desenvolvidos. “É claro que a combinação de políticas sãs com instituições estatais fortes foi um factor-chave no sucesso da China contra a pobreza. E também é claro que os dois ingredientes são complementares, não substitutos. Menos ideologia ajuda pouco se as instituições estatais forem fracas. As lições da China para África acerca da importância de «procurar a verdade nos factos» quando se definem as políticas, de pouco servirão se as intituições estatais africanas permanecerem fracas”, afirmou Martin Ravallion, autor do estudo.

Dados apresentados pelo investigador demonstram que, desde a década de 1980, a percentagem de pessoas a viver com menos de um dólar por dia em África tem-se mantido acima dos 40 por cento, enquanto que na China caiu dos 66% para menos de 10%. O principal motor, em sua opinião, foi o impulso do sector primário possibilitado pela reforma do sistema colectivo de produção agrícola nos anos 80/90 pelo robusto crescimento da indústria exportadora. Estimulada por importantes fluxos de investimento estrangeiro ela permitiu manter até hoje o aumento do nível de vida chinês. Entre 1981 e 2004, cerca de 500 milhões de chineses terão saído da pobreza, enquanto que no mesmo período mais 130 milhões de africanos viviam com menos de um dólar por dia.

Fontes: MRA/Agências

ONU afirma que violência em Darfur é “estratégia militar deliberada”

quinta-feira, março 20th, 2008

darfur - guerraA violência contra civis em Darfur, em três ataques executados pelo Exército sudanês nos últimos dois meses, que causaram pelo menos 115 mortos, demonstram uma “estratégia militar deliberada”, afirma um relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. “A magnitude dos destroços em bens civis, particularmente em objectos indispensáveis para a sobrevivência da população, faz pensar que estas destruições fazem parte de uma estratégia militar deliberada”, destaca o relatório. Fonte: EFE

Artigo relacionado/MRA Dep. Data Mining:

Controlo de Darfur, petróleo e urânio são os alvos prioritários, não a “crise humanitária”

Sócrates desafia empresários portugueses a investirem no Magreb

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Sócrates com o presidente argelinoO primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu ontem (domingo) que os empresários portugueses deverão assumir uma atitude de confiança no investimento e na internacionalização, tirando partido dos desenvolvimentos em curso nos mercados do norte de África. O Magreb “tem subido muito na política externa portuguesa”, frisou Sócrates no final de uma visita oficial de seis horas à Argélia. Os mercados da Líbia, Tunísia, Argélia “são uma boa oportunidade (de negócios) para os empresários portugueses”, frisou o chefe do Governo. Durante a sua presença em Argel, o primeiro-ministro teve um encontro de trabalho com o presidente argelino, Abdeliziz Bouteflika, com quem voltará a reunir-se no início de 2008, em Portugal, por ocasião da II Cimeira Luso Argelina. (pvc/Lusa)

Mercosul assina primeiro acordo internacional com Israel; Seguem-se África, Golfo e Índia

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Actuais países membros do MercosulA Cimeira do Mercosul, realizada na capital uruguaia, será o cenário da assinatura do primeiro Tratado de Livre Comércio (TLC) do bloco fora deste continente no início desta semana. O acordo vai ser assinado com Israel apois dois anos de negociações. O acordo prevê a eliminação faseada, durante a próxima década 90% das barreiras alfandegárias entre o Mercosul e Israel. Em 2007, o Mercosul tem um PIB (paridade do poder de compra/ppp) estimado em USD 2,78 milhões de biliões (trilhões/mb/tri). O estado judaico possui uma economia, com um PIB/ppp da ordem dos USD 232,7 mil milhões/bilhões (mm/bi). Em termos bilaterais, em 2007, o comércio atingiu a fasquia dos USD 11 mm/bi. Com o acordo, produtos industrializados e agrícolas do Mercosul e de Israel cicularão entre si, sem a sobrecarga de tarifas aduaneiras.

Um pacote de idênticos TLC’s será brevemente negociado entre o bloco sul-americano e dois homólogos regionais – SACU (União Aduaneira da África do Sul) e CCG ( Conselho de Cooperação do Golfo). Com a Índia as negociação assumirão a forma de um APF (Acordo de Preferências Fixas).

(pvc/agências)

“Der Spiegel” classifica Guiné-Bissau como narco-Estado

sexta-feira, dezembro 14th, 2007

Coca apreendida em Bissau” Os cartéis colombianos da cocaína conquistam a Guiné-Bissau. A polícia antidroga é impotente para suster o tráfico. Não tem dinheiro para a gasolina nem para as algemas. O governo já está a usar fogo anti-aéreo contra os aviões dos traficantes”, escreve a revista alemã, hoje, na edição online.

Ler informação detalhada

União Europeia não vai cumprir prazo acordado na OMC para o fim dos acordos preferenciais com a África

segunda-feira, dezembro 10th, 2007

A União Europeia não vai cumprir os prazos fixados no quadro da Organização Mundial do Comércio para a renegociação dos acordos de comércio que concedem condições consideradas prefenciais nas transacções com os países africanos.
Esses acordos deveriam ter o seu término em 31 de Dezembro, sendo substituidos por acordos de parceira económica (APE).
Depois do abandono dos trabalhos da Cimeira Europa África pelo presidente do Senegal, O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou que não será cumprido esse prazo e que as negociações continuarão em 2008.
Não foi esclarecido se se mantêm em vigor os acordos existentes até se encontrarem alternativas.
Mais informação no Público.

Líbia candidata-se a organizar a III Cimeira UE/África em 2010

domingo, dezembro 9th, 2007

Em Lisboa, Kadhafi assume candidatura a anfitrião da próxima cimeira euro-africanaA Líbia ofereceu-se para organizar e acolher a próxima Cimeira UE/África, que está agendada para 2010, revelou hoje o primeiro-ministro português, José Sócrates. Falando no final da II Cimeira euro-africana, em Lisboa, o presidente em exercício da UE, disse ter tido conhecimento de uma proposta da Líbia para organizar a próxima reunião-magna de líderes da Europa e de África. Cauteloso, Sócrates lembrou que compete à União Africana decidir o local da próxima Cimeira. (pvc/agências)

UE-África: Mugabe critica os europeus que «não compreendem» africanos

domingo, dezembro 9th, 2007

Brown vs. MugabeO presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, queixou-se hoje da «grande incompreensão» de alguns Estados-membros da União Europeia face à África e particularmente em relação ao seu país, dizendo que muita gente do seu povo «morreu a lutar pela democracia». As declarações foram proferidas na sessão plenária de hoje, último dia da II Cimeira União Europeia (UE)-África. «Há uma grande incompreensão em relação a África e ao Zimbabué. Fala-se aqui na Europa em direitos fundamentais e democracia, mas esquece-se que houve gente do meu povo que morreu lutando pela democracia e pela independência nacional», declarou Mugabe. A afirmação foi interpretada como um claro recado ao chefe do governo inglês, Gordon Brown, que boicotou a cimeira em sinal de protesto contra a política interna do presidente da ex-colónia britânica, em matéria de Direitos Humanos. Neste momento, no Zimbabué há um regime de «um eleitor e um voto», disse Mugabe. «O Zimbabué está a sofrer com adversidades económicas e precisa da ajuda comunidade internacional», disse e não se escusou a abordar o diferendo existente entre o Reino Unido e o Zimbabué. «É um problema sobre a propriedade da terra que está a ser resolvido», sustentou o chefe de Estado zimbabueano. (pvc/agências)

UE-África: Algumas reservas de dirigentes africanos

domingo, dezembro 9th, 2007

Tomás Salomão - secretário executivo da SADCO secretário executivo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomás Salomão, afirmou hoje que africanos e europeus «olham de maneira diferente para os acordos de parceria económica», em declarações à imprensa à margem da cimeira UE/África. «O objectivo da Europa em função da forma como compreende África é a conquista do mercado africano», criticou considerando a cimeira um evento «desigual» entre países desenvolvidos e em desenvolvimento ou pobres. O antigo ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano sublinhou que os interesses africanos na «parceria com a Europa» assentam numa «cooperação entre iguais» para desenvolver, modernizar e tornar África «mais competitiva». A Europa nos acordos de parceria económica joga com «o seu nível de desenvolvimento», enquanto que «os africanos estão num outro nível», salientou Salomão, para quem só programas de «financiamento e infra-estruturas» geram uma parceria equilibrada. «É preciso haver mais tempo para que os europeus se aproximem mais daquilo que os africanos, de facto, necessitam», alertou Salomão, dando a entender que a Europa deve flexibilizar e tornar pragmática a sua aproximação à África para que a parceria seja mutuamente vantajosa.
A divergência mais radical
foi assumida pelo presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, qeu abandonou os trabalhos, com um apelo ao boicote contra os acordos de parceira económica (APE). Sobre este assunto ver notícia do Público.

Sócrates: Cimeira UE-África foi «verdadeiramente extraordinária»

domingo, dezembro 9th, 2007

O passado colonial prejudica relações UE-ÁfricaO Presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, considerou hoje que a Cimeira UE/África foi «verdadeiramente extraordinária» e que o seu resultado superou um impasse de muitos anos. Sócrates recordou que a II cimeira UE/África conseguiu reunir quase todos os líderes europeus e africanos em Lisboa e que «foi capaz de encontrar um lugar na história». Para o chefe do governo português, a cimeira decorreu «olhos nos olhos» e que a «ideia mais repetida e partilhada é que esta cimeira foi um virar de página» existindo agora “uma agenda comum, um programa de acção e medidas concretas.”

A parceria estratégica UE-África que foi assinada hoje, no final da reunião de dois dias, em Lisboa, abrange o aprofundamento da cooperação nas áreas da segurança, desenvolvimento regional e boa governação, transparência, luta contra a corrupção e a SIDA/AIDS. A agenda, segundo analistas e observadores africanos e europeus, será de difícil execução e concretização pela ambição e insistência nas lições de Direitos Humanos dos ex-colonizadores contra os ex- colonizados. Este facto, dá toda a vantagem competitiva à China no avanço em África e prejudica os interesses europeus. “Os líderes europeus não têm autoridade moral para criticar África neste domínio”, disse Tomás Salomão, secretário executivo da Comunidade para o Desenvolvimento sa África Austral (SADC). (pvc/agências)

UE-África: Barroso diz que Europa não é proteccionista e vai negociar mais acordos com África em 2008

domingo, dezembro 9th, 2007

Barroso com líderes africanos em LisboaA Europa não é proteccionista «contrariamente ao que se diz ou sugere», defendeu hoje em Lisboa o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, frisando que a UE «importa mais produtos, incluindo agrícolas, do que os países do G8 – superando os Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá». Na conferência de imprensa final dos trabalhos da II Cimeira UE/África, em Lisboa, Barroso revelou que a Europa «está a fazer uma oferta a África de 100% de acesso ao mercado. (…) incluindo regras de origem mais generosas e que poderão dar uma contribuição para melhorar a indústria dos países africanos.»Paralelamente, anunciou que a UE vai continuar a negociar em 2008 acordos de nova geração com os países africanos. «O nosso objectivo continua a ser concluir acordos de parceria económica, com o objectivo de reforçar a integração regional e garantir um desenvolvimento genuíno aos países africanos», admitindo que «isto é difícil porque implica mudanças» e «exige tempo». «A Europa compromete-se a continuar as negociações no próximo ano para alcançar esse objectivo», anunciou Durão Barroso. O presidente da Comissão citou o poeta brasileiro Vinícius de Moraes recordando que “a vida é feita de encontros e desencontros.” “Esta foi a cimeira dos encontros”, concluiu.

UE/Presidência: Zapatero diz que «Cimeira UE/África» foi importantíssima na história da Europa comum

domingo, dezembro 9th, 2007

Zapatero quer dar prioridade à ÁfricaO presidente do governo espanhol afirmou hoje, em Lisboa, que a cimeira UE/África é “uma das mais importantes que a União Europeia realizou na sua história”, durante uma conferência de imprensa onde reafirmou a necessidade de se combater a imigração ilegal que classificou de «fracasso colectivo» que «é preciso combater». “Foi proposto um grande acordo entre a União Europeia e África para combater a imigração irregular” disse o primeiro-ministro espanhol, para quem o respectivo combate passa por “promover a educação, o trabalho e as infra-estruturas em África, para que as pessoas não sintam necessidade de sair do seu país.” O governante espanhol realçou os acordos negociados entre a Espanha e vários países africanos fixando quotas para os jovens de África que querem trabalhar legalmente em Espanha. Zapatero revelou também que o investimento feito por Espanha para atingir os Objectivos do Milénio triplicou durante esses anos ( antes 500 milhões de euros, agora 1.500 milhões de euros). “Há que ter um sentimento construtivo para com África”, enfatizou o chefe do governo de Madrid. Sobre Angola referiu que Madrid quer ter com Luanda uma “uma relação extraordinariamente positiva, (…) e ser parceiro na cooperação para o desenvolvimento”, negando pretender ultrapassar a China no que respeita aos investimentos feitos na ex-colónia portuguesa. A cimeira terminou em Lisboa, cerca das 12H30, hora local. (Lusa)

Diego Garcia: Entre as “barbaridades” de Mugabe e as “edificantes dignidades” imperiais anglo-americanas

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

John Pilger - Um Jornalista de CausasJohn Pilger é um jornalista com coluna vertebral. Nascido em 1939, em Sidney, na Austrália, tem sido um exemplo de coragem e independência de quaisquer poderes -religioso, político-ideológico, financeiro, corporativo, etc. Múltiplas vezes premiado pelos artigos publicados em vários jornais, incluindo os dominados e controlados por lóbis políticos, financeiros e mediáticos globais, Pilger, também autor, produtor e realizador de documentários galardoados com inúmeras distinções, vive no seu país de adopção – a Inglaterra.

Leia o interessante artigo que escreveu, com os comentários de Pedro Varanda de Castro

Israel: Controlo de Darfur, petróleo e urânio são os alvos prioritários, não a “crise humanitária”

domingo, novembro 25th, 2007

Darfour - O macabro jogo dos interesses judaico-cristãos

O ex-chefe do Estado maior de Israel, General Hayem Laskoff, revelou que Telavive segue uma política externa relativamente a África em que o papel do Estado judaico só emerge após a eclosão de conflitos em zonas estratégicas, especialmente depois da descoberta de novos recursos naturais como o petróleo e o urânio. “O sucesso de Israel no aprofundamento das suas relações com Estados africanos – em particular com os fronteiros aos países árabes a sul do Grande Sahara – dar-nos-á vantagens estratégicas importantes, para reduzirmos as nossas vulnerabilidades – o bando de estados árabes que nos rodeia – e os surpreendermos em zonas que eles não esperam”, disse Laskoff, citado por membros de uma rede global de tradutores para promoção da diversidade linguística.

Os autores do texto consideram que o “Sudão pode ser um dos pilares desta estratégia” onde, há meio século, Telavive tenta estabelecer uma plataforma estratégica com particular ênfase “na província sudanesa de Darfur.”

Darfur tem uma importância estratégica fulcral na agenda israelo-americana. A localização geográfica, adjacente a abundantes e inexploradas reservas de petróleo no sub-solo da província sudanesa de Bahr al-Gazal, e em vários países africanos do Chade aos Camarões.

O controlo daqueles recursos energéticos para além de aumentar a segurança energética dos dois aliados geopolíticos globais, permite a extracção e distribuição de petróleo a preços muito baratos por se encontrar a muito pouca profundidade. O Sudão (Darfur) e os estados vizinhos estão acantonados sobre jazidas multimilionárias cuja exploração tem sido impossível devido aos sangrentos conflitos étnicos e religiosos fomentados e financiados por potências ocidentais e respectivas multinacionais, sobretudo desde os anos 80, quando já era conhecido que o ciclo da excassez de petróleo barato, iria acontecer no início do século XXI.

Darfur, por outro lado, detém jazidas de urânio consideradas por especialistas e geólogos como das mais abundantes e ricas do mundo. Esta é a verdadeira razão por detrás da “crise humanitária” que assola a região disputada por tribos rivais financiadas por interesses financeiros, industriais e militares sedeados em Wall Street, City de Londres e Telavive. (pvc/MRA Dep. Data Mining)

CPLP assinou acordo para combater pobreza rural nos países lusófonos

quinta-feira, novembro 8th, 2007

CPLP - LogoO Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram hoje um acordo de cooperação para combater a pobreza rural. De acordo com um comunicado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o acordo pretende “aproveitar melhor os recursos disponíveis para combater a pobreza rural, especialmente nos oito Estados membros da CPLP”.Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste serão os principais beneficiados. O acordo foi assinado hoje em Lisboa, durante as Jornadas Europeias do Desenvolvimento, pelo Presidente do FIDA, Lennart Båge, e pelo Embaixador Luís Fonseca, Secretário Executivo da CPLP. O FIDA investiu cerca de 228,9 milhões de euros em apoio de 27 programas e projectos em países lusófonos. A organização está a incrementar o seu programa de trabalho global em 10 por cento ao ano no período 2007-2009, o que também impulsionará as suas actividades nos países de língua portuguesa, referem os signatários. Fonte: Lusa

Empresários e advogados devem consultar portal em português sobre propriedade industrial

terça-feira, outubro 30th, 2007

Portal LusoPat - Uma ferramenta útil para advogados e empresasOs países de língua portuguesa dipõem de uma ferramenta útil para questões ligadas à propriedade industrial. Trata-se do Portal Lusopat, gerido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O presidente do Inpi, Jorge Ávila, sustenta que o portal constitui o maior banco de dados disponível na internet de documentos em língua portuguesa.
“Ele traz um benefício para os institutos de patentes, especialmente dos países africanos de língua portuguesa, que nem sempre dispõem de um banco de dados adequado, e traz um benefício muito grande para as empresas de pequeno e médio porte, que passam a poder consultar documentos de patentes em língua portuguesa diretamente na internet”, explicou Ávila.
Segundo ele, o portal tem a pretensão de ser uma ferramenta que contribua para a cooperação em todos os campos da propriedade industrial entre os países de língua portuguesa, como nas áreas de marcas e patentes, atingindo até as políticas mais amplas de propriedade industrial e inovação. “Uma empresa brasileira que queira ter sua marca registrada em Moçambique, por exemplo, encontra informações sobre como fazer isso no portal”, disse o presidente do Inpi.

Cimeira UE-África: Mugabe diz que vem; Brown diz que não; Sócrates lamenta mas garante a realização

sábado, outubro 13th, 2007

José Eduardo dos Santos cumprimenta MunungagwaJosé Eduardo dos Santos, recebeu uma mensagem de Robert Mugabe, garantindo a sua participação pessoal, em representação do Zimbabué, na cimeira União Europeia-África, em Lisboa, no próximo mês de Dezembro, noticiou hoje a Angop.

A mensagem do presidente zimbabueano ao seu homólogo de Angola foi entregue pelo ministro para a Habitação Rural do Zimbabué, Emmerson Munangagwa, no final de uma audiência, em Luanda (12/10/2007). Munangagwa disse à imprensa, após a reunião, que “a missiva espelha aspectos ligados à situação vigente” naquele país da África Austral.

A Angop precisa que o ministro informou José Eduardo dos Santos sobre “os progressos já alcançados, no diálogo entre o Governo e as principais formações da oposição a fim de se debelar a actual crise política no Zimbabwe”.

Gordon BrownA situação política interna na ex-colónia britânica e o “regime cruel e ditatorial de Mugabe contra o seu povo” têm sido os argumentos aduzidos pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, para boicotar, pessoal e institucionalmente, a cimeira euro-africana, uma das principais iniciativas diplomáticas da actual presidência rotativa do Conselho Europeu, exercida por Portugal, entre Julho e Dezembro de 2007. O primeiro-ministro José Sócrates destacou, em diversas ocasiões que “esta é uma oportunidade política” que “não deve ser desperdiçada” tendo em vista o relançamento do “diálogo político ao mais alto nível” entre as instituições políticas mais representativas dos dois continentes – a UE e a União Africana (UA).

Em Setembro, Sócrates considerou essencial a realização da cimeira enfatizando que “todos os blocos políticos falam com África, menos a Europa”. “Esta situação – acrescentou – não pode continuar, porque a Europa está a perder esse terreno e também não pode continuar, porque África precisa dessa cooperação com a Europa, e deseja-a.”

Na passada segunda-feira (09/10), numa conferência de imprensa, em Londres, o chefe do governo de Sua Majestade Isabel II mostrou-se irredutível: “Eu não irei e nenhum ministro irá”. Pela primeira vez o sucessor de Tony Blair foi explícito na exclusão do seu governo da cúpula euro-africana.

Sócrates (Brown em 2.º plano)Neste jogo táctico, cheio de nuances diplomáticas e protocolares, Sócrates sublinhou: “Gostaria que Gordon Brown estivesse presente, mas compreendo os seus motivos políticos. No entanto, essas razões políticas não impedirão a realização da cimeira. (…) Gordon Brown já me fez saber que o seu Governo apoia esta cimeira. É um dos homens europeus que mais se envolveram nesta relação com África.”

Também o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, em declarações proferidas esta semana em Lisboa, reafirmou que estará presente, com a explicação de que “não seria justo” ausentar-se devido a questões relacionadas com “um regime político” ou com “um ditador em particular”.

O comissário europeu para a Ajuda e o Desenvolvimento, Louis Michel, defendeu uma posição idêntica: “Pensamos que as relações entre dois continentes não podem ficar reféns exclusivamente por causa de um problema específico.”

Alcinda AbreuA posição dos estados africanos é de apoio generalizado à cimeira recusando a exclusão de qualquer dos países membros da União Africana (UA). À televisão pública de Moçambique, a ministra dos Negócios EStrangeiros, Alcinda Abreu disse que “os Estados-membros [da UA] estão prontos para a cimeira de Lisboa, mas recusam quaisquer pré-condições”. “As duas organizações [UE e UA] não podem ficar reféns de um país”, defendeu a ministra moçambicana.

O diário britânico “The Telegraph” classificou a atitude de Gordon Brown como uma “hábil manobra política” que pode revelar-se “terrivelmente desastrosa” e “deitar por terra a cuidadosamente estudada postura” do chefe do governo britânico.

O jornal, embora admita que o líder trabalhista se saiu airosamente de uma situação idêntica, com a ditadura de Myanamar, por ocasião da cimeira asiática ASEAN, advertiu:

Robert Mugabe“O que funcionou bem na ASEAN não deve ser assumido como algo que se poderá repetir com a União Africana. (…) O Sr. Mugabe é visto em várias zonas de África como um independentista que enfrenta o Ocidente. Na cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês), em Lusaca [em Agosto] ele [Mugabe] foi estrondosamente apoiado.” (pvc)

Países africanos de língua oficial portuguesa aproveitaram apoio da União Europeia

sábado, setembro 22nd, 2007

Cooperação e ajuda UE-ACPA União Europeia foi em 2006 o maior doador na área do desenvolvimento, com 48 mil milhões de euros, tendo os cinco países africanos de língua portuguesa aproveitado bem os fundos atribuídos, de acordo com dados da Comissão Europeia. As taxas de execução do FED – Fundo Europeu de Desenvolvimento – são de 100 por cento em Cabo Verde, 95 por cento em Angola, 85 por cento em Moçambique e 78 por cento na Guiné-Bissau sendo a de São Tomé e Príncipe mais baixa.

A ajuda da União Europeia representa quase 100 euros por cidadão europeu por ano, superior aos 53 euros dos Estados Unidos da América e aos 69 euros do Japão. O próximo FED, que compreende o período entre 2008 e 2013, deverá registar um aumento de 35 por cento em relação ao anterior.