Calote do Dubai abalou mercados mundiais

Tem apenas quatro quilómetros quadrados e pouco mais de dois milhões de habitantes, mas este pequeno território causou hoje um severo abalo nos mercados mundiais. O Dubai, símbolo da riqueza gerada pelo petróleo, foi atingido em cheio pela crise, com o pedido de adiamento do pagamento das dívidas da sua principal empresa pública – Dubai World.

“Neste clima de dificuldades financeiras, o que o Dubai está a fazer já foi feito noutros países em todo o mundo. É um conceito keynesiano, muito antigo, que consiste em manter um défice ao longo de um período difícil. Penso que o Dubai deve financiar este défice através da venda de obrigações”, diz Kamel Wazne, professor da Universidade Americana de Beirute.

Os analistas têm alguns receios, mas não há razão para pânico, segundo Robert Halver, do Baader Bank: “Há um medo que os árabes vendam as participações no sector automóvel, que haja menos encomendas na construção civil, os promotores deixem de pagar ou haja um endividamento excessivo. Mas, uma vez que sobrevivemos à crise financeira, vamos também sobreviver a este problema”.

A maioria das bolsas europeias reagiu bem ao primeiro abalo, com fechos positivos, acima de 1%, nos principais índices. O lisboeta PSI 20 acompanhou a tendência, ao ganhar 1,07%.

No mercado petrolífero, houve também fortes descidas, quando as notícias foram conhecidas, mas esta tarde os mercados estiveram a recuperar.

O barril de Brent do Mar do Norte, cotado em Londres, rondou os 77 dólares, enquanto o WTI norte-americano se movimentou na faica dos 75 dólares.

Quanto ao ouro, as cotações estiveram a baixar, depois de vários dias consecutivos de recordes históricos. A cotação da onça do metal amarelo fixou-se hoje nos1 176 dólares.

MRA Alliance/Agências

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