Bush volta a avisar o Irão sobre eventual ataque militar

Os Estados Unidos alertaram mais uma vez o Irão reafirmando que “todas as opções estão sobre a mesa” para conter o programa nuclear do país. Javier Solana, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), irá a Teerão no fim desta semana para apresentar a proposta das grandes potências: concessão de benefícios políticos e comerciais em troca do abandono do programa de enriquecimento de urânio por parte de Teerão. A República Islâmica, porém, insiste em não ceder à pressão americana e europeia. O país dos aiatolas repetiu que o programa nuclear iraniano é pacífico e contestou os três pacotes de sanções da ONU. Nesta semana, o presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que “um Irão com uma arma nuclear seria incrivelmente perigoso para a paz mundial”, durante a última visita como chefe de Estado à Europa, em curso até ao dia 16. Ontem, reuniu-se com a chanceler alemã Angela Merkel, em Meselberg (nordeste da Alemanha). “A primeira escolha da chanceler e minha, é claro, seria resolver isso diplomaticamente…, mas todas as opções estão sobre a mesa”, precisou Bush, numa ostensiva ameaça de um ataque militar a desencadear em breve. Os aliados europeus alinham com a postura militarista embora se interroguem sobre a bondade da estratégia de Bush, cujo mandato termina em 20 de Janeiro de 2009. Em Bruxelas, Solana manifestou a esperança que o Irão aceite a solução diplomática do problema. “Esperamos muito que haja um resultado positivo da visita e que não seja só uma visita. Queremos um processo que reinicie a tentativa de encontrar uma solução diplomática para a crise”, afirmou. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China – acompanhados pela Alemanha, decidiram no mês passado alargar o conjunto de benefícios oferecidos a Teerão a troco do fim do programa nuclear. MRA/Agências

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