Bruxelas acredita em 2,6% de défice português do PIB, em 2008

UE-PT défice reduz-se, poupança melhoraA Comissão Europeia alinhou as suas previsões para o défice orçamental português, face ao PIB de 2007, com as do governo Sócrates (3,0%). Porém, é mais pessimista que Lisboa para 2008 (2,6% contra 2,4%). Em 2009, Bruxelas aposta em nova redução do saldo negativo das contas públicas nacionais (2,4%) do PIB, num cenário de políticas inalteradas.

Por estes motivos, nas suas Previsões Económicas de Outono para 2007-2009, o executivo comunitário admite propor, já em Maio, a saída de Portugal do procedimento de “défice excessivo”. Este clima deveu-se ao facto de, desde 2005, as previsões do défice português terem sido não apenas cumpridas por Lisboa, como por terem ultrapassado os cálculos, sempre mais pessimistas, dos economistas de Bruxelas. O arquivamento dos procedimentos processuais acontece sempre que a Comissão verifica que a descida do défice se faz de forma “sustentada”. Lisboa é alvo de um “procedimento de défices excessivos“, por ultrapassar o equilíbrio das suas contas (3,0%) previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Caso cumpra a promessa de reduzir essa percentagem para um valor inferior àquele limite, até 2008, Portugal voltará a integrar a equipa dos “alunos exemplares” das políticas orçamentais de Bruxelas. Relativamente a este estatuto, Bruxelas é criticada pela maioria dos 27 países membros. Os menos ricos e desenvolvidos são escrutinados e penalizados com maior rigor do que os países membros, mais ricos, politicamente poderosos e economicamente desenvolvidos. (pvc/RTP/Lusa)

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