BPP: Administração do banco detecta novas irregularidades

Os gestores do Banco Privado Português (BPP) detectaram um novo conjunto de transacções irregulares num montante por apurar, além dos 68 milhões de euros já corrigidos no património dos clientes. A situação consta de uma carta assinada pela administração de Adão da Fonseca, segundo a qual o “megafundo” de investimento depende apenas da avaliação final dos activos e passivos.

Depois de o Ministério das Finanças ter remetido para 11 de Dezembro uma decisão final sobre as aplicações de retorno absoluto, a administração do BPP enviou aos clientes uma carta de duas páginas com o objectivo de reportar os últimos desenvolvimentos do processo de constituição de um “megafundo” de investimento. No documento, os gestores nomeados pelo Banco de Portugal dão conta de “um conjunto adicional de irregularidades”.

“Para além das correcções no montante de 68 milhões de euros que o banco oportunamente identificou e reportou às autoridades, relativas a um conjunto de transacções irregulares efectuadas, as autoridades foram recentemente informadas pelo banco – em resultado de averiguações originadas em questões que nos foram colocadas por clientes – que foi identificado um conjunto adicional de irregularidades, cuja dimensão total não se encontra ainda determinada, mas que também terão de ser devidamente valorizadas”, indica a carta da administração do BPP, revelada pela agência Lusa.

MRA Alliance/RTP 

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