Bancos portugueses aumentaram exposição ao BCE em 109 milhões

Os empréstimos do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos portugueses voltaram a aumentar em Janeiro, totalizando 41 mil milhões de euros. De acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, os bancos portugueses aumentaram em 109 milhões de euros a sua exposição junto do BCE.

O total acumulado de empréstimos da autoridade monetária à banca nacional atingiu, assim, os 41 mil milhões de euros em Janeiro. É o valor mais alto desde Agosto de 2010, mês em que os empréstimos junto do BCE atingiram o máximo histórico de 49,1 mil milhões de euros.

Desde esse pico, vinha a registar-se uma tendência de desaceleração das ajudas do BCE à banca nacional. Contudo, em Dezembro e agora novamente em Janeiro, as cedências de liquidez voltaram a aumentar.

O recurso da banca nacional ao BCE disparou em Maio, mês em que rebentou a crise da dívida pública na Grécia. Esta crise fez congelar o mercado interbancário, dificultando o acesso ao financiamento nos mercados internacionais dos bancos nacionais e das instituições de outros países com problemas orçamentais como a Espanha, Irlanda ou Grécia. Foi neste contexto que o BCE optou por disponibilizar liquidez ilimitada à banca, fixando juros bastante mais baixos, de um por cento.

Apesar de estar longe do recorde registado em Agosto, Portugal permanece como um dos países que mais se tem mostrado dependente do financiamento do BCE. Comparando com os níveis de há um ano, o valor dos empréstimos da banca junto do banco central é quase três vezes superior.

MRA Alliance/Público

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