Banco Mundial prevê subida do preço do petróleo até 2011

O economista-chefe do Banco Mundial (BM), Justin Lin, previu hoje, na Cidade do Cabo, que a actual alta do petróleo se deve manter pelo menos nos próximos três anos, recuando a partir daí por acção das “forças do mercado”. “As projecções baseadas no actual oferta e procura indicam que no médio prazo, num prazo de três a cinco anos, o petróleo vá subir e depois estabilizar entre 104 e 108 dólares o barril”, disse Lin na abertura da conferência anual do banco sob o tema “Pessoas, Política e Globalização.” Porém, abertos os trabalhos, na capital sul-africana, o preço do crude era o tema preferido entre os partcipantes. O petróleo bruto aumentou 500 por cento desde 2003. Muitos analistas admitem que possa chegas aos 150 dólares/barril, já em Julho. O principal conferencista, o norte-americano Michael Spence, prémio Nobel da Economia, desfez eventuais esperanças: o preço do petróleo “não vai voltar aos níveis de antigamente” face à “limitada elasticidade do lado da oferta.” “A resposta do lado da oferta é limitada e a procura vai continuar a aumentar”, sustentou. Serão os consumidores a ter que resolver o problema, opinou. Maior eficiência energética, sobretudo por parte dos grandes consumidores, apostando nas energias renováveis, a mudança de comportamentos dos consumidores privados e as novas tecnologias foram as receitas prescritas. “A tecnologia existente não consegue resolver o problema, por isso temos que criar condições para que novas tecnologias surjam”, defendeu Spence. “Nos Estados Unidos da América as pessoas estão a conduzir carros que gastam menos combustível e até já estão a andar mais de comboio. Vai-se consumir menos de certeza absoluta, mas isso não vai acontecer nos próximos seis meses”, prognosticou. O “abrandamento persistente do crescimento e menores oportunidades para os países em desenvolvimento”, serão consequências inveitáveis. O Nobel da Economia anteviu ainda que o preço dos alimentos irá descer “daqui a cinco anos [mas] não para os níveis de partida”, se forem executadas “políticas sensatas.” Contrariamente ao petróleo, neste caso o problema está sobretudo na oferta. “Precisamos desta alta de preços para provocar a resposta dos mercados”, para que estes respondam com “novas tecnologias”, enfatizou Michael Spence. MRA/Agências

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