Bancarrota ameaça as finanças do Paquistão

As actuais reservas monetárias do Paquistão – USD 3 mil milhões/bilhões (mm/bi) – só chegam para comprar bens essenciais até ao fim do ano e o país corre o risco de não ter fundos para pagar os juros da dívida externa, informou hoje a cadeia árabe de televisão Al Jazeera. O país gasta mensalmente USD 1 mm/bi na aquisição de bens essenciais. A estação televisiva transmitiu uma reportagem de Islamabade dando conta do aumento das tensões sociais, face à duplicação dos preços dos bens alimentares e energéticos. A escalada da violência política e dos atentados bombistas ajudam a complicar uma situação já de si política e socialmente explosiva. Saquib Sherani, conselheiro económico do primeiro-ministro, Yusuf Reza Gilani, informou que o Paquistão precisa urgentemente de USD 7 mm/bi para saldar os seus compromissos de curto prazo. “É muito dinheiro e nós precisamos dele com urgência. (…) As reservas só chegam para pagar as importações durante um mês”, disse Sherani ao canal de televisão. O conselheiro paquistanês informou que, desde Junho, Islamabade tem tentado obter mais fundos dos países doadores mas, até agora, sem sucesso. O papel estratégico do Paquistão na “Guerra contra o Terror”, segundo Sherani, exige o apoio político e financeiro da comunidade internacional. “Se a situação continuar e o Paquistão não conseguir resolver os problemas, isso constituirá uma grande, grande vitória para aqueles que querem desestabilizar o país.” Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos (EUA), China, Emiratos Árabes Unidos (EAU), Canadá, Turquia, Austrália e Itália, juntamente com a União Europeia e a ONU, concordaram na sexta-feira “desenvolver uma abordagem coordenada e exequível” para solucionar as questões relacionadas com a “segurança, desenvolvimento e necessidades políticas na fronteira” mas não prometeram ajuda financeira. Uma nova reunião foi marcada para Outubro, em Abu Dhabi, capital dos EAU.

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