Banca vai atrair mais investimentos na América Latina

Apesar da crise financeira global, a indústria bancária da América Latina deverá atrair futuramente volumes maiores de investimento, de acordo com um relatório recém-publicado da Economist Intelligence Unit (EIU). A maioria dos executivos interrogados espera uma participação maior da América Latina nas receitas dos próximos cinco anos. A tendência foi prevalente entre executivos da América do Norte. Hoje, 61% dizem que a região representa menos de 10% das suas receitas. Porém, questionados sobre o futuro nos próximos cinco anos, apenas 23% esperam uma participação tão reduzida, de acordo com o relatório.

Dos 208 executivos da área de serviços financeiros que actuam a nível mundial, ouvidos pela EIU a economia global deve ter um impacto maior nas operações das empresas a médio prazo, do que as operações locais. O principal risco é o impacto da turbulência do mercado financeiro internacional a nível local ou regional. Embora percebida como vulnerável, a América Latina também é considerada mais forte do que em épocas passadas registando maiores níveis de confiança entre os inquiridos. A indústria bancária da América Latina ainda é reconhecidamente subdesenvolvida.

As instituições financeiras internacionais procuram maiores capitalizações através da expansão das operações na região, disse Kim Andreasson, editor do sector Indústria e Gestão da Economist Intelligence Unit. Richard Hartzell, presidente da MasterCard Worldwide na América Latina & Caribe, prevê que “a oportunidade de desenvolver a indústria de serviços financeiros ainda é muito grande” tendo destacado “as empresas da indústria de pagamentos”.

O estudo indica o Brasil (71%), México (43%) e Argentina (38%) como os mercados preferenciais e mais atraentes da região embora para os gestores norte-americanos o México seja o preferido (58%) e para os europeus o Brasil (77%) ganhe claramente.

MRA Dep. Data Mining

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