Austrália vota não à Guerra; eleitores contra eixo anglo-americano

Howard - O vencido Rudd - O vencedor

O partido de oposição na Austrália, o Trabalhista, liderado pelo ex-diplomata Kevin Rudd, garantiu uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares do país, apeando do poder o aliado de Bush e Blair, John Howard, depois de 11 anos à frente do governo neoconservador australiano. O derrotado primeiro-ministro era o xerife da política belicista anglo-americana na Ásia-Pacífico.

O novo governo trabalhista deverá decidir a imediata retirada das tropas australianas do Iraque e a assinatura do Protocolo de Kyoto, para limitar as emissões de gases do efeito estufa no país.

Apuradas 75% das circunscrições eleitorais, os trabalhistas arrecadavam 53% dos votos. A coligação neoconservadora liderada pelo partido Liberal de Howard conseguira apenas 46,5%. O próprio primeiro-ministro corre o risco de perder o mandato no Parlamento podendo ser derrotado em, Bennelong, o seu círculo eleitoral.

John Howard candidatou-se pela quinta vez consecutiva ao cargo de primeiro-ministro. Nos últimos seis anos destacou-se como o mais fiel aliado da coligação militar anglo-americana que invadiu primeiro o Afeganistão, depois o Iraque e que, actualmente, ameaça querer fazer o mesmo ao Irão.

A desastrosa política de defesa dos aliados intercontinentais anglo-saxónicos produziu um efeito dominó nas respectivas políticas domésticas. Depois do britânico Blair ter renunciado ao cargo, em meados deste ano, agora foi a vez do “aussie” Howard. George W. Bush, abandonará o cargo em 20 de Janeiro de 2009, por estar no final do seu segundo mandato. Se tivesse que submeter-se ao escrutínio eleitoral a humilhação da derrota era quase certa. (pvc)

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