Aumento de capital no BCP pode não chegar

O aumento de capital do BCP foi ontem aprovado por maioria esmagadora mas o presidente avisou os accionistas que pode não chegar. Na Alfândega do Porto, onde decorreu a reunião, Carlos Santos Ferreira, abriu os discursos aos accionistas, na mais longa assembleia geral do BCP, com 18 pontos em agenda. A assembleia contou com 53,27% dos accionistas presentes e representados.

Santos Ferreira começou com uma grande máxima: “apenas os mais ágeis e transparentes sobrevivem às grandes crises”. Isto numa referência à decisão de aumentar o capital, numa altura em que está a ser negociado o pacote de ajuda financeira internacional a Portugal.

O aumento de capital, que pode ir de 1,12 mil milhões de euros a 1,37 mil milhões (incluindo a incorporação de reservas) foi ontem aprovado por uma maioria de 99,84%, numa altura em que estava na sala 53,10% do capital.

O Core Tier one fixar-se-á nos 9%, acima dos 8% exigidos pelo Banco de Portugal e pela Comissão Europeia. Este passará a ser o nível de solvabilidade mínimo para as instituições financeiras exercerem a actividade. O capital social, após as três tranches e se a conversão de Valores Mobiliários Perpétuos Subordinados for superior a 75%, fixa-se em 6.065 milhões de euros. 

Santos Ferreira disse que o aumento do capital próprio “deixa o banco mais forte para beneficiar de futuras oportunidades do sector”. O presidente do BCP disse ainda que este aumento “contribui para a salvaguarda da independência estratégica do BCP”. Carlos Santos Ferreira considerou que, “neste momento, o capital é elevado, o mais elevado da década”, mas avisou que nada garante que este montante é suficiente. “Será discutível se chega para os tempos que aí vêm”, admitiu.

MRA Alliance/DE

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