Alemanha ameaça congelar resgate da Grécia

O ministro das Finanças da Alemanha disse hoje perante o Parlamento do seu país que a Grécia não receberá a próxima parcela do plano de resgate em vigor até que cumpra as condições orçamentais definidas pelos credores internacionais.

“Senhoras e senhores, a situação na Grécia é séria”, disse Wolfgang Schaeuble, citado pela agência Reuters. “De momento a missão da troika está suspensa. Não pode haver aqui ilusões. Enquanto a missão não confirmar que a Grécia cumpriu as condições, então a próxima parcela não pode ser paga”, explicou, na sessão em que defendia perante os deputados alemães o reforço do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), decidido em Julho com o objectivo de tentar controlar a crise da dívida pública da zona euro.

Neste contexto, Schaeuble disse também, citado pela AFP, que “o debate de uma segunda ajuda [um novo pacote de resgate, já decidido em Julho] é muito prematuro face às actuais dificuldade em torno do pagamento da próxima parcela” prevista ao abrigo do programa em curso.

O ministro das Finanças dos Países Baixos, Jan Kees de Jager, disse também hoje aos jornalistas que o seu país não contribuirá para a próxima parcela do empréstimo à Grécia se a trioka composta pela Comissão Europeia, BCE e FMI concluir que a Grécia não cumpriu o acordo sobre as reformas orçamentais.

Questionado sobre se nesse cenário a Grécia deverá deixar a zona euro, Kees de Jager disse que “então teremos uma situação diferente e teremos de ver como lidar com ela”, afirmou, citado . Salvaguardou ainda que a proposta do seu Governo de obrigar os países orçamentalmente indisciplinados a deixar a zona euro, lançada ontem, não se aplica à situação actual.

O primeiro-ministro liberal dos Países Baixos, Mark Rutte, e Kees de Jager defendem que a União Europeia (UE) nomeie um responsável pelos orçamentos na zona euro, que no limite poderia expulsar países da moeda única.

MRA Alliance/Público

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