A revolta dos accionistas do Barclays contra dinheiro árabe

A estratégia independente de recapitalização da administração do banco Barclays está a provocar uma reacção dos accionistas não árabes face aos privilégios concedidos aos investidores do Qatar e do Abu Dhabi na aquisição de 1/3 das acções, por USD 8,9 mil milhões/bilhões (mm/bi), à taxa de juro anual de 14%.

O conglomerado financeiro britânico, que recusou aceder ao programa estatal de ajuda aos bancos, desencadeou uma segunda operação de financiamento da estrutura de capital – USD 11,2 mil milhões/bilhões (mm/bi) – para os actuais accionistas de referência. Estes consideram as condições da operação prejudicial aos seus interesses.

A seguradora Legal & General e o grupo Aviva Investors, que controlam respectivamente 5% e 1% do capital do Barclays, lideram a revolta dos accionistas para pôr em causa os acordos de recapitalização na Assembleia Geral Extraordinária programada para o próximo dia 24. As duas operações de recapitalização carecem de aprovação maioritária da AG.

Os principais argumentos contra referem a dissolução do poder dos actuais accionistas e os termos “inaceitavelmente favoráveis” que o acordo garante aos investidores árabes.

O dramatismo da situação, descrita hoje abundantemente pela generalidade da media britânica, pode ameaçar a estabilidade da gestão e pressionar o presidente John Varley e a administração à humilhante alteração das condições do acordo selado com os árabes, facto que pode minar a autoridade dos gestores de topo.

Os críticos de Varley acusam-no de pagar juros muito superiores aos do programa do governo, para poder recusar o apoio estatal e garantir a continuação do pagamento de chorudos bónus e comissões à equipa de gestão, à revelia da prática actualmente adoptada pela generalidade dos concorrentes.

MRA Dep. Data Mining/pvc

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