Merrill Lynch, um dos maiores bancos globais, já tomou a decisão de demitir o seu presidente do conselho de administração (CEO, em inglês) informou hoje o diário britânico Times. Stan O’Neal não conseguiu resistir à pressão do conselho de administração do conglomerado financeiro para retirar as consequências dos USD 7,9 mil milhões/bilhões (mm/bi) de prejuízos contabilizados no terceiro trimestre, resultantes da crise hipotecária americana e do aperto do crédito no mercado interbancário, desde Agosto. O seu afastamento será oficialmente comunicado logo que seja designado um substituto que tanto poderá já pertencer aos quadros, como ser recrutado externamente.
Porém, segundo o jornal, a gota de água que fez transbordar o copo foi a revelação de que
O’Neal teria estabelecido um acordo secreto para uma fusão com o banco Wachovia, que não comunicou aos seus pares. “O’Neal telefonou ao presidente do Wachovia Bank, Ken Thompson, propondo-lhe uma possível fusão cujo valor combinado ascenderia a USD 140 mm/bi. A liderança do novo banco caberia ao Wachovia, que tem o dobro da dimensão do Merril”, refere o artigo. Um dos principais executores de O’Neal terá sido, segundo o jornal, o multimilionário cubano-americano, Armando Codina, fiel aliado do presidente George W. Bush e presidente da comissão de nomeações e governança corportativa do Merrill Lynch.
Stan O’Neal rescindirá o contrato por um valor que rondará os USD 160 milhões. Estima-
se que, durante os cinco anos em que exerceu o cargo, terá sido remunerado com um montante idêntico. Na sua carteira de investimentos, O’Neal é titular de acções nominativas e opções de compra abaixo do par, que segundo as últimas cotações deverão engordar o seu património financeiro em mais USD 120 milhões. (pvc)









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