BPI: Grau de exposição estimado em 61 milhões de euros
BES: Crise pode demorar até um ano
“Esta crise do ’subprime’ não está ultrapassada. Poderá levar algum tempo a consolidar-se e, de acordo com estudos, poderá demorar seis meses a um ano”, disse ontem Ricardo Salgado, presidente do BES, em conferência de imprensa para apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do banco. “Vamos ver o que acontece”, avançou ainda o banqueiro, e lembrando que os “grupos portugueses não têm o nível de sinistralidade da banca espanhola”. No seu entender, o “subprime” nos EUA “não tem nada a ver com o crédito à habitação em Portugal. São questões completamente diferentes. O ’subprime’ foi caracterizado pelo crédito mal feito desde o início, o que não acontece em Portugal. Nos EUA, a relação do empréstimo com o valor da residência não era praticamente avaliado, o que é inacreditável”, precisou Ricardo Salgado.
Ministro das Finanças: Portugal será menos afectado pela crise
Na semana passada, segundo o Diário de Notícias, “a gestão individual de carteiras de investimento também não ficou imune à crise financeira provocada pelos efeitos dos problemas registado no crédito hipotecário de alto risco nos EUA (subprime). Em Setembro, o montante sob gestão neste mercado caiu 1348 milhões de euros, para os 53 787 milhões. Uma consequência do susto provocado pelas quedas nas bolsas e pelos problemas de liquidez nos bancos, que se traduziu no encerramento de 77 contas de gestão discricionária.” Em Setembro, prosseguiu o DN, “de acordo com os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), quase todas as sociedades gestoras sofreram quebras nas quotas de mercado (a única excepção foi a Crédito Agrícola Gest, que tem um peso de apenas 1,3% no mercado). A F&C Portugal, parceira do Millennium bcp na gestão de activos, continua líder, com uma quota ligeiramente acima dos 30% (menos 108 milhões que em Agosto). A maior perda verificou-se na gestora do grupo BES, que registou uma quebra de mais de mil milhões nos montantes sob gestão. A crise no «subprime« afectou a percepção de risco dos investidores, [com] a saída de produtos de investimento em direcção aos depósitos a prazo, alguns com taxas de curto prazo de 10%.” O articulista concluiu opinando que “no entanto, o pior parece já ter sido ultrapassado.”
Comissário Europeu contradiz optimismo, prevendo 2 anos de crise
O comissário europeu de Assuntos Económicos e Monetários, Joaquín Almunia, previu ontem um arrefecimento do crescimento na União Europeia nos próximos dois anos, devido aos altos preços do petróleo e à queda do mercado imobiliário americano. “Já é evidente que as perspectivas económicas para os próximos dois anos serão um pouco menos favoráveis do que esperávamos antes do verão (hemisfério norte)”, disse Almunia num discurso durante uma reunião, em Bruxelas, da Associação Européia de Distribuidores. As previsões económicas, que Bruxelas publicará no dia 9 de novembro, admite que “a taxa de crescimento na UE pode ser afetada pelo ajuste das condições financeiras em nível global, assim como pelos altos preços do petróleo e das matérias-primas e a fraqueza do setor imobiliário americano” apesar da ”existência de uma forte base econômica tanto na eurozona como na UE.” (pvc/agências)









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