Murdoch fecha jornal após escândalos e comportamentos anti-éticos

O grupo News International, que detém o tablóide britânico News of The World, anunciou ontem que o jornal vai fechar depois do escândalo das escutas abusivas. James Murdoch, filho do dono, o magnata Rupert Murdoch, revelou que a  edição do próximo domingo será a última, justificando que o escândalo não só tirou prestígio ao jornal como a publicidade caiu.

A notícia de que os familiares dos soldados mortos no Afeganistão e no Iarque foram vitimas de intercepção de chamadas telefónicas pelo jornal News of The World tem gerado uma onda de consternação. Ao longo do dia de hoje foram várias as manifestações de revolta no Reino Unido.

“As coisas boas que o News of the World faz, ficaram manchadas com este comportamento errado. Realmente, se as recentes alegações são verdadeiras, é desumano e não tem lugar na nossa empresa”, disse em comunicado James Murdoch.

O News of the World há muito que vive sob a mancha de escândalos de escutas ilegais, desde personalidades da política a membros da família real, passando pelas celebridades.

Esta semana o assunto voltou a ser falado e o tablóide duramente criticado depois de se ter descoberto que o News of the World tinha interferido na investigação de uma menina britânica de 13 anos desaparecida e mais tarde encontrada morta. O jornal não só acedeu às chamadas telefónicas, como apagou mensagens do atendedor automático para que este não ficasse cheio e pudesse assim receber mais.

Na quinta-feira, o “The Guardian” revelou que o jornal de Murdoch subornou agentes da polícia, pagando-lhes 100 mil libras. As autoridades estão agora a investigar o caso, que envolve cerca de quatro mil pessoas, pelo que a empresa decidiu não existirem condições para que o centenário tablóide continue a ser publicado.

MRA Alliance/ Público

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