Archive for setembro, 2010

Portugal: Economia vai crescer 0,5% em 2011

quinta-feira, setembro 30th, 2010

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou esta quinta-feira, em Bruxelas, que a previsão de crescimento de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 se mantém, depois de ter anunciado medidas de austeridade para o Orçamento do Estado para o próximo ano. “Mantemos a nossa perspectiva para o próximo ano”, disse o ministro.

Sobre o crescimento do PIB para este ano, Teixeira dos Santos afirmou que espera uma subida superior a um por cento. “Acredito que vamos encerrar o ano com crescimento melhor do que as estimativas. Será, muito provavelmente, superior a um por cento”, disse, referindo que os indicadores de que dispõe para o terceiro trimestre “são  positivos”.  

As anteriores estimativas do governo para o PIB apontavam para um crescimento de 0,7 por cento em 2010.

MRA Alliance/CM

Portugal deverá regressar à recessão no final do ano, diz Ernst & Young

quinta-feira, setembro 30th, 2010

Quebras no investimento e no consumo privado devem levar à contracção da economia portuguesa em 2011, conclui um estudo da consultora Ernst & Young. As empresas ainda não estão a investir, o desemprego continua a aumentar e o consumo privado teima em cair. A situação só tenderá a alterar-se a partir de 2012.

As conclusões são do estudo Eurozone Forecast, que hoje está a ser apresentado a nível europeu, segundo o qual a economia nacional entrará em recessão no segundo semestre.

O crescimento acima do esperado na primeira metade do ano ajudará a compensar as contracções de um por cento e 0,8 por cento no terceiro e quarto trimestres, respectivamente, permitindo um aumento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7 por cento, conclui o estudo. Mas, se a previsão de crescimento anual até vem em linha com o esperado pelo Governo, são as diferentes expectativas quanto ao desempenho do investimento e do consumo privado que explicam que a consultora antecipe uma contracção de 0,7 por cento da economia em 2011, quando o gabinete de Teixeira dos Santos espera um crescimento de 0,5 por cento.

“Temos uma leitura mais realista que o Governo destes dois motores da economia”, disse ao PÚBLICO o partner da Ernst & Young, José Gonzaga Rosa. Se em 2011 as previsões do executivo apontam para subidas do consumo e do investimento de 0,5 e 0,9 por cento, respectivamente, a consultora vaticina descidas de 1,7 e 3,8 por cento.

Quando a crise da dívida pública e a introdução de novas medidas de austeridade voltam a marcar a agenda, o especialista defende que é preciso “desviar a questão do Estado” e recentrá-la nas empresas, que estão “no limiar de sobrevivência, a trabalhar para pagar custos”.

Gonzaga Rosa sugere medidas como “a redução, mesmo que transitória, das obrigações das empresas com a Segurança Social”, para que estas “possam suster emprego e recrutar”.

MRA Alliance/Público

Portugal: Função pública, pensões e IVA a 23% pagam défice de 2011

quinta-feira, setembro 30th, 2010

congelamento_salarios11.jpgCom um corte de 5% nos salários, a função pública dá a maior ajuda ao corte do défice em 2011. O outro é a subida do IVA para 23 por cento. Os funcionários públicos e os pensionistas foram os alvos escolhidos pelo governo para conseguir reduzir o défice do Estado em 2011.

No próximo ano, os salários da função pública acima de 1500 euros terão cortes entre os 3,5 e os 10 por cento, uma medida inédita em Portugal, e todas as pensões ficarão congeladas. Nos impostos, o IVA passa de 21 para 23 por cento e o Governo avança com o corte das deduções no IRS.

As medidas foram anunciadas ontem pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, no final da reunião do conselho de ministros para aprovar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2011 e um conjunto de medidas adicionais destinadas a e garantir que o défice deste ano cai mesmo para 7,3 por cento.

MRA Alliance/Público

Portugal: Austeridade reduz défice em 5,1 mil milhões de euros

quarta-feira, setembro 29th, 2010

O Governo reiterou o objectivo de reduzir o défice orçamental para 7,3%, em 2010, e para 4,6% em 2011. Entre cortes na despesa e aumento nas receitas, o pacote de austeridade hoje anunciado representa um corte no défice de 5,1 mil milhões de euros.

O Governo anunciou esta tarde 15 medidas do lado da despesa e quatro do lado da receita, que totalizam 5,1 mil milhões de euros.

No lado da redução da despesa, o Governo conta cortar 3.420 mil milhões de euros, o que corresponde a 2% do produto interno bruto (PIB).

Com as medidas no lado da receita, o Governo estima arrecadar mais 1.700 milhões de euros, o que representa 1% do PIB.

Teixeira do Santos sublinhou, no entanto, que apesar das medidas anunciadas em Maio e das medidas apresentadas hoje, a “receita fiscal total de 2011 será mesmo assim claramente inferior à receita cobrada em 2008”.

Da consolidação orçamental a efectuar em 2011, dois terços do total será obtido com medidas do lado da despesa. Com estas medidas o Governo pretende reduzir o défice orçamental para 7,3% em 2010 e para 4,6% em 2011.

“Pretendemos no final de 2011 ter o mesmo défice orçamental da Alemanha”, sublinhou José Sócrates.

MRA Alliance/JdN 

Portugal: Fundo de pensões da PT ‘paga’ submarinos

quarta-feira, setembro 29th, 2010

O Governo está em conversações com a Portugal Telecom para incorporar os fundos de pensões dos seus trabalhadores no Estado.

A concretizar-se até ao final do ano, tal como espera Teixeira dos Santos, a transferência gerará uma receita de 1,6 mil milhões de euros que será incluída na execução deste ano e, desta forma, ajudará a cumprir a meta de 7,3% do défice.

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças justificou mesmo esta transferência com “a despesa extraordinária relativa à aquisição dos submarinos e a execução abaixo do previsto da receita não fiscal”.

MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: Governo aprova hoje novas medidas de austeridade com aumento dos impostos

quarta-feira, setembro 29th, 2010

O Governo vai reunir esta quarta-feira em conselho de ministros para aprovar medidas de austeridade, para este ano e 2011. Segundo a RTP, entre as medidas consta um novo aumento de impostos que depois terá de ser votado pela Assembleia da República. TSF, RTPN e SIC Notícias adiantam por seu turno que José Sócrates reúne o Conselho de Ministros para aprovar as linhas gerais do Orçamento e medidas extraordinárias de austeridade.

Ainda segundo a RTP, serão também contempladas medidas extraordinárias também para aplicar já este ano, de modo a assegurar a descida do défice para 7,3% do PIB. A televisão estatal não especifica que impostos poderão ser aumentados mas recorda que a OCDE ainda ontem recomendou uma subida do IVA. Além disso, especula-se de novo sobre a possibilidade de ser criado um novo imposto sobre o subsídio de Natal, a aplicar sobre todos os salários, públicos e privados. Nada está, porém, confirmado.

A reunião do Conselho de Ministros está marcada para as 15h00 horas, após o Presidente da República receber esta quarta-feira o CDS, PSD e PS por causa do OE2011. Depois disso, José Sócrates deverá reunir-se com o partido para explicar as medidas aprovadas. A TSF adianta que Sócrates decidiu antecipar as ideias essenciais das contas do Estado na semana em que o país recebeu a visita da OCDE, tendo a organização recomendado um aumento de impostos e um congelamento de salários na função pública.

Um membro do executivo referiu à agência Lusa que a reunião do Conselho de Ministros deveria ser antecipada para hoje porque na quinta feira, dia habitual da reunião semanal do Governo, se realiza o debate quinzenal na Assembleia da República com a presença do primeiro ministro.

O debate quinzenal de quinta feira, o primeiro da presente sessão legislativa, deverá ser marcado pela discussão em torno da execução orçamental deste ano e do Orçamento do Estado para 2011.

MRA Alliance/JdN 

Portugal precisa de nove mil milhões até ao fim do ano

quarta-feira, setembro 29th, 2010

O risco da dívida nacional voltou a bater recordes, tendo o juro das obrigações portuguesas a 10 anos superado os 6,5%. Até ao final do ano, são necessários mais cerca de nove mil milhões de euros de financiamento externo para satisfazer todas as necessidades do Estado, previstas para este ano.O ministro das Finanças vai ter que se redobrar em explicações sobre o andamento das contas públicas deste ano, bem como persuadir os investidores internacionais das virtudes do próximo Orçamento do Estado de modo a convencê-los a comprarem dívida portuguesa a um ritmo de três mil milhões por mês.

Isto numa altura em que os mercados se questionam cada vez mais sobre a capacidade de Portugal e da Irlanda conseguirem cumprir os seus objectivos de política financeira e económica.

Ontem os prémios de risco da dívida nacional e irlandesa voltaram a bater máximos históricos com as taxas exigidas pelo mercado para deterem dívida a dez anos dos dois países a ultrapassarem os 6,5%.

Até agora, as Finanças, através do IGCP, conseguiram colocar mais de 33,1 mil milhões de euros, entre Obrigações do Tesouro (16,2 milhões de euros) e de Bilhetes do Tesouro (16,9 milhões de euros). A este montante acresce uma operação sindicada de três mil milhões de euros, realizada no princípio do ano e mais mil de um financiamento ‘swap’ em dólares. No total, o Estado conseguiu garantir financiamento à República num total de 37,1 mil milhões de euros.

MRA Alliance/Diário Económico

Delors e Prodi sugerem que Portugal recorra de imediato ao fundo europeu

quarta-feira, setembro 29th, 2010

O Financial Times publicou ontem um artigo assinado por vários especialistas mundiais, entre eles Jacques Delors e Romano Prodi. “Esperar para ver é um caminho perigoso para a união europeia” dado que “as ameaças contra a estabilidade e a coesão da zona euro permanecem elevadas”, argumenta o conjunto de autores.

Entre eles incluem-se também Peter Bofinger (Würzburg University), Henrik Enderlein (Berlin Hertie School of Governance), Tommaso Padoa-Schioppa (presidente do think-tank Notre Europe), André Sapir (Université Libre de Bruxelles), Joschka Fischer (ex-ministro alemão dos Negócios Estrangeiros) e ainda Guy Verhofstadt (antigo primeiro-ministro belga).

Todos eles referem que “os países com défices mais elevados, sobretudo a Grécia, a Irlanda e Portugal -que foi ontem aconselhado pela OCDE a aumentar impostos – bem como a Espanha, precisam de um aperto orçamental adicional”.

E o futuro destes países, continuam os economistas, “exige fortes restrições salariais e/ou aumentos de produtividade” que deverão acontecer dentro de uma solução europeia porque “as tensões económicas, financeiras e sociais actuais ameaçam destruir a zona euro”.

Esse solução europeia tem um nome: Fundo Europeu de Estabilidade Financeira que, notam estes especialistas, face à actual conjuntura e ao ‘rating’ que lhe foi atribuído “deverá conseguir conceder empréstimos a taxas de juro reduzidas”.

MRA Alliance/Diário Económico

Coreia do Norte: “Herdeiro” assume cargo no partido comunista

quarta-feira, setembro 29th, 2010

Kim Jong-un será provavelmente o próximo líder da Coreia do NorteO filho mais novo do líder norte-coreano Kim Jong-il foi nomeado vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores, um dia depois de receber a patente de general, informou a agência estatal de notícias KCNA na quarta-feira (horário local). As nomeações reforçam as especulações de que Kim Jong-un será o sucessor de seu pai, Kim Jong-il, de 68 anos.A conferência do partido comunista, a primeira em 30 anos, nomeou Jong-un para o Comité Central. A irmã de Kim Jong-il e o marido dela foram nomeados para o bureau político, como titular e suplente, respectivamente. Ambos são apontados como defensores da sucessão por Kim Jong-un.

MRA Alliance/O Globo

Venezuela: Chávez sente o sabor amargo da vitória eleitoral

terça-feira, setembro 28th, 2010

Hugo ChávezNa Venezuela, quando os resultados eleitorais demoram a ser comunicados oficialmente, o partido do presidente Hugo Chavez, PSUV, obteve 95 dos 165 deputados que compõem a Assembleia Nacional (AN), perdendo a desejada maioria qualificada.Oito horas foram necessárias para que Tibisay Lucena, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), anunciasse oficialmente os resultados das eleições legislativas venezuelanas. Todos os órgãos de comunicação estavam proibidos de difundirem qualquer resultado estimativo ou cenário provável.

Para um dos líderes do MUD o 26 de Setembro marca «o início do fim de Chavez» e confirmava que «a próxima batalha será travada nas presidenciais». Todavia, a plataforma da oposição ainda não tem um candidato e a sua escolha já se apresenta como uma tarefa dificil onde a unanimidade não está em cima da mesa.

Depois do poder absoluto na Venezuela o partido de Hugo Chavez teve de aceitar a reviravolta democrática e começar a pensar num governo sem maioria qualificada nem com 3/5 da assembleia tal como pretendia e que lhe permitiria de neutralizar a oposição prosseguindo com a revolução bolivariana.

«A Venezuela já não é vermelha» publicou em manchete o diário «El Nacional», no entanto a nova composição da AN entra em funções oficialmente no início de Janeiro de 2011. Durante os 90 dias que precedem o PSUV e Hugo Chavez ainda dispõem de poderes absolutos na Venezuela, uma situação que deixa apreensiva a oposição que receia que o governo tome medidas de «urgência» que prejudiquem a transição. Todavia, Hugo Chavez, na véspera do escrutínio afirmara que aceitaria os resultados expressos nas urnas e apelava à mesma atitude da oposição.

MRA Alliance/Jornal Digital

S&P alerta que devem vir aí novos cortes de ‘rating’

terça-feira, setembro 28th, 2010

A era dos cortes de ‘rating’ parece ter vindo para ficar. Pelo menos é o que diz David Beers, Director de Análise de Risco Soberano da Standard & Poor’s, justificando esta afirmação com as “pressões em torno das contas públicas” e os elevados défices dos orçamentos de vários países.

“[Eu e a minha equipa] acreditamos que a avaliação dos países vai continuar a degradar-se” durante os próximos tempos, disse Beers num evento em Londres, citado pela agência Bloomberg.

As declarações do responsável surgem numa altura em que Portugal, Espanha e Irlanda tentam convencer os investidores de que não estão numa situação semelhante à da Grécia, que viu a avaliação da sua dívida soberana ser cortada para ‘junk bond’ (‘lixo’) pela S&P.

“Não estamos a viver tempos normais”, disse ainda Beer. “É perfeitamente respeitável que os Governos tomem decisões em termos orçamentais que possam provocar novos cortes de ‘rating'”. No entanto, acrescentou, “quando falamos da Grécia ou de outros países onde a insolvência é efectivamente uma preocupação, essas opções são mais limitadas”.

MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: Governo mantém subida do salário mínimo para 500 euros

terça-feira, setembro 28th, 2010

A ministra do Trabalho afirmou ontem que o Governo “não alterou a sua posição” relativamente ao aumento do salário mínimo e garante que os trabalhos de concertação social vão discutir quais as condições para respeitar o acordo assinado em 2006.

“O que vamos fazer é discutir como vamos todos respeitar aquilo que está garantido no acordo sobre o aumento do salário mínimo”, disse Helena André, salientando que estão a ser vistas “as condições” que levarão os parceiros a cumprir o acordo.

As declarações da ministra surgem no final da reunião plenária que juntou parceiros sociais no debate de um Pacto para o Emprego. A questão do salário mínimo é uma das mais sensíveis e ainda não reúne consenso.

Em 2006, os parceiros subscreveram um acordo que, entre outras matérias, definia como “objectivo de médio prazo o valor de 500 euros em 2011” a aplicar à remuneração mínima garantida. Mas ontem, o patronato voltou a recordar que a maior parte das empresas não tem condições para aumentar este referencial em 25 euros logo a 1 de Janeiro e sugeriu que a comissão de acompanhamento levasse a cabo uma recalendarização.

MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: Cavaco força Orçamento de salvação nacional para combater a crise

terça-feira, setembro 28th, 2010

Cavaco SilvaCavaco Silva coloca-se hoje no olho do furacão, a quatro meses das eleições presidenciais, perante a ameaça do País poder mergulhar numa crise política com a demissão do Governo, sem a possibilidade de serem convocadas eleições e sem Orçamento do Estado até Novembro de 2011.

O Presidente recebe a partir das 10 horas de hoje e até ao final da manhã de amanhã os partidos políticos em audições de uma hora mas já ontem, numa visita a Ílhavo, deixou um caderno de encargos. Confia no “sentido de responsabilidade dos dirigentes políticos”, promete contribuir “de forma mais explícita” para que Portugal não caia numa crise política” que “teria um efeito muito negativo nos mercados” e pede aos dirigentes partidários “contenção” nos discursos.

Cavaco explicou que não tem “estado parado”, “há coisas que se fazem de forma discreta”, daí que só agora tenha decidido saltar para a primeira linha da discussão política. Um dado sobressai: Cavaco não subscreve a ideia de que o País pode dar-se ao luxo de enfrentar uma crise política por incapacidade negocial dos principais partidos.

Governo e PSD continuam a esgrimir um braço-de-ferro sem fim à vista em torno do aumento de impostos em 2011.

MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: PT vai receber 42 milhões de juros bancários após venda da Vivo

terça-feira, setembro 28th, 2010

A banca deverá pagar 42 milhões de euros líquidos à Portugal Telecom por ficar com a guarda dos 4,5 mil milhões de euros que a operadora recebeu ontem da Telefónica, pela venda da sua posição na Vivo, empresa brasileira de telecomunicações móveis.

O valor corresponde à remuneração de uma aplicação a prazo e que, quando estão em causa várias centenas de milhões de euros, poderá ser equivalente à soma da euribor mais um “spread” em redor dos dois pontos percentuais, apurou o Jornal de Negócios junto de fontes financeiras.

Os cálculos realizados pelo jornal partem do pressuposto de que a maior parte do valor já recebido, 2,5 mil milhões de euros, permanecerá aplicado na banca por um período de seis meses.

MRA Alliance/JdN 

China e Rússia reforçam cooperação em áreas estratégicas

segunda-feira, setembro 27th, 2010

A Rússia e a China assinaram hoje um conjunto de acordos e contratos no quadro da visita de Dmitri Medvedev a este país. A cooperação irá desde a área do petróleo e gás à energia eléctrica, passando pela exploração de carvão e energia nuclear.O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, que se encontra de visita à capital chinesa, considera que, até ao fim do ano, as relações comerciais bilaterais irão atingir os números observados antes da crise de 2008.

“Neste ano iremos compensar o tempo perdido e, ao que tudo indica, chegaremos aos índices da cooperação económica registados antes da crise”, declarou Medvedev numa conferência de imprensa realizada após conversações com o seu homólogo chinês, Hu Jintao.

O dirigente russo apontou como áreas estratégicas de cooperação na energia, o desenvolvimento de linhas de distribuição, a energia nuclear, bem como a realização de projectos no domínio das tecnologias avançadas.

No campo dos fornecimentos de petróleo a Rússia irá fornecer, a partir do início do próximo ano, 15 milhões de toneladas de petróleo através do novo oleoduto construído entre os dois países, mas os chineses querem mais.

Serguei Kirienko, director da Agência Atómica da Rússia (Rosatom), anunciou que, no próximo ano, especialistas russos irão dar início à construção de mais dois reactores nucleares na central chinesa de Tianwan, e adiantou a assinatura o homólogo chinês de um acordo de cooperação estratégica sobre o uso pacífico da energia atómica.

Dmitri Medvedev sublinhou particularmente que as posições da Rússia e da China coincidem no campo internacional. “Seguimos firmemente a política de parceria estratégica face a todas as questões da ordem do dia internacional, temos uma boa coordenação, tanto face às questões internacionais como regionais. É produtiva a interacção em plataformas como os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a Organização de Cooperação de Xangai e o G20”, precisou o líder russo.

MRA Alliance/Diário Digital 

Portugal: OCDE recomenda medidas draconianas para combater a crise

segunda-feira, setembro 27th, 2010

Angel Gurría - Secretário-geral da OCDEO secretário-geral da OCDE diz que Portugal deverá eliminar postos de trabalho, cortar nos salários da Função Pública e recomenda o aumento rápido dos impostos. Em entrevista à TVI, depois da apresentação do relatório sobre Portugal, em Lisboa, Angel Gurría disse que o caso português nada tem a ver com o da Grécia e não considerou dramático se o país tiver de recorrer à ajuda do FMI.

No relatório apresentado pelo secretário-geral da organização, a OCDE recomenda o aumento de impostos, corte nas deduções fiscais e congelamento de salários. As sugestões recaem sobre o IVA, IMT e IMI, impostos que não incidem sobre o trabalho, mas antes sobre o consumo e o património. A organização recomenda ainda o congelamento dos salários, uma redução no apoio aos desempregados e ainda um corte nas deduções e benefícios fiscais.

Numa altura em que o tema está na ordem do dia em Portugal, com o Governo a querer aumentar o IVA para arrecadar mais receita – e com o PSD a recusar-se a essa acordo no Orçamento por considerar que o país não aguenta uma nova subida de impostos -, o documento é claro quando menciona a consolidação orçamental como «factor-chave» para a confiança dos investidores. 

A OCDE manifestou esperança que os dois maiores partidos consigam alcançar um acordo para a viabilização do OE 2011.

MRA Alliance/Agência Financeira 

Portugal: Produção de automóveis sobe 25,4%

domingo, setembro 19th, 2010

A produção automóvel em Portugal cresceu 25,4% em Agosto, face a igual mês do ano passado, totalizando 5079 veículos, revelou ontem a Associação Automóvel de Portugal (Acap).

No acumulado dos primeiros oito meses, houve um aumento de 19% face a igual período de 2009, um ano de má memória para o sector. Mas a Acap salienta que comparativamente “à média dos últimos cinco anos (incluindo 2010)”, a produção das cinco fábricas portuguesas de automóveis ficou ainda abaixo 18,9% em Agosto e 14,4% no acumulado do ano.

Para o crescimento em Agosto contribuíram todas as fábricas, à excepção da Toyota Caetano, em Ovar, que suspende a actividade naquele mês. Todas as restantes quatro unidades portuguesas aumentaram o número de veículos produzidos face a Agosto de 2009: Autoeuropa (+23,5%), Peugeot Citroën (+12,3%), Mitsubishi (+475%) e VN Automóveis, de onde saíram 54 unidades, quando há um ano não produziu nenhuma.

MRA Alliance/DN

Arguidos do caso EPUL condenados com penas supensas

domingo, setembro 19th, 2010

O ex-vereador da Câmara de Lisboa Fontão de Carvalho e quatro ex-administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) foram condenados pelo tribunal a penas suspensas de prisão por co-autoria do crime de peculato no âmbito do caso EPUL.

A ex-administradora Eduarda Napoleão foi condenada a três anos de prisão com pena suspensa enquanto que Fontão de Carvalho foi condenado a um ano e seis meses.

Os outros arguidos, os ex-administradores Aníbal Cabeça, Arnaldo João e Luísa Amado foram condenados a dois anos e dez meses de prisão. A decisão que confirmou o pedido do Ministério Público (MP).

MRA Alliance/Agências

Governo vai antecipar orçamento para acalmar mercados

domingo, setembro 19th, 2010

O executivo liderado por José Sócrates vai antecipar a entrega do Orçamento de Estado (OE) para 2011, disse ontem o ministro da Economia, Vieira da Silva, em Torres Vedras. “O Governo irá fazer todos os possíveis para que os sinais positivos sobre a nossa estratégia de consolidação e reequilíbrio das contas públicas e da nossa economia estejam o mais visível possível”, afirmou.

O objetivo é fazer a apresentação do documento o mais cedo possível de modo a acalmar os mercados internacionais, que têm influência na economia do país, conforme noticia o “Expresso”.

A pressão dos mercados internacionais levou, aliás, a que os ministros fossem chamados a reuniões para que o processo de entrega dos números macroeconómicos aconteça o mais rápido possível, refere o semanário.

O presidente do PSD já reagiu a este anúncio do Executivo socialista, defendendo que o Governo deve apresentar primeiro os resultados da execução orçamental, nomeadamente no que diz respeito às medidas a que se comprometeu com os sociais-democratas e com Bruxelas, de modo a que “reganhe credibilidade”. “Depois disso deve apresentar o Orçamento e se o fizer rapidamente, melhor”, afirmou Pedro Passos Coelho à saída da 1.ª Convenção social-democrata do distrito de Setúbal, no Montijo.

MRA Alliance/Record

Camada do ozono mantém-se estável desde 2000

sexta-feira, setembro 17th, 2010

Camada de ozonoA camada de ozono não sofreu alterações na última década, garante um estudo realizado pelas Nações Unidas. Trata-se da primeira actualização sobre esta matéria em quatro anos, adiantando o documento que o escudo protector da Terra recupere para níveis de 1980 antes de meados deste século.

A diminuição da camada de ozono, que protege o planeta dos níveis nocivos de raios ultravioletas, pode ter efeitos muito negativos na saúde das pessoas, nomeadamente ao nível da visão e da pele. Também são susceptíveis da sua variação colheitas, peixes e o plâncton de que estes se alimentam.

No entanto, e depois de anos de alarme, os especialistas do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e da Organização Mundial de Meteorologia (OMM, igualmente uma agência da ONU) vêm garantir que o ozono se manteve no mesmo nível desde o início do século.

Referem os responsáveis pelo relatório, hoje apresentado na cidade suíça de Genebra, que a regulamentação e diminuição de substâncias consideradas nefastas para a camada de ozono foi fundamental para manter os níveis estáveis ao longo dos últimos 10 anos.

MRA Alliance/RTP

EUA: Pobreza cresce e atinge quatro milhões de americanos

quinta-feira, setembro 16th, 2010

O número de pobres nos Estados Unidos aumentou quase quatro milhões, para 43,7 milhões no último ano, o valor mais elevado desde que os censos começaram a registar dados sobre pobreza na América.

De acordo com dados do censo oficial dos Estados Unidos, relativo a 2009, perto de quatro de milhões de americanos a juntaram-se ao número dos que vivem abaixo do nível de pobreza, com menos de 22.000 dólares (cerca de 16.930 euros) por ano para uma família de quatro elementos.

A taxa de pobreza aumentou, de 13,2 por cento em 2008 para 14,3 por cento em 2009, o que representa uma em cada sete pessoas, a percentagem mais elevada desde 2004, disse aos jornalistas David Johnson, o director do gabinete da divisão da económica familiar do Departamento de Censos dos EUA.

MRA Alliance/IOL

Sarkozy mantém expulsão de ciganos após debate com líderes da UE

quinta-feira, setembro 16th, 2010

Nicolas SarkozyO presidente francês Nicolas Sarkozy considerou hoje as declarações da comissária europeia da Justiça Viviane Reding um ultraje. A comparação de Reding da política social francesa às perseguições nazis é a última pedra na polémica que tem isolado o presidente francês da política europeia.

Hoje em Bruxelas, Sarkozy reiterou que vai continuar a desmantelar acampamentos de ciganos. “Sou o presidente francês, e não posso permitir que o meu país seja insultado”, disse.

A imprensa europeia dá conta de uma conversa bastante violenta entre Durão Barroso e Sarkozy sobre esta temática. Os dois líderes almoçaram em Bruxelas, e Barroso defendeu a obrigação de zelar pelo cumprimento dos direitos das minorias, ratificados nos diferentes tratados europeus.

Segundo o primeiro ministro búlgaro, Boyko Borissov “houve uma disputa, para não dizer uma discussão” entre Sarkozy e Durão Barroso. A debate terá sido abordado de maneira informal, mas de maneira “muito difícil” e houve “um grande desacordo”. Sarkozy confirmou o azedar de tom com o presidente da Comissão Europeia.

MRA Alliance/ionline

Portugal: Caos das finanças públicas podem obrigar a intervenção do FMI

quinta-feira, setembro 16th, 2010

A hipótese de Portugal ter de se sujeitar a uma intervenção do FMI não é de descartar, disse o economista Jacinto Nunes numa entrevista publicada hoje pelo Diário Económico. Quando o BCE fechar a torneira à banca nacional, se o financiamento externo se tornar ainda mais caro, Portugal pode ter que optar pelo fundo de emergência europeu.

O economista e ex-ministro das Finanças, porém, adianta que esse será o pior dos cenários. E diz ainda que a economia nacional não consegue entrar na ordem sem que alguém de fora a obrigue, como o FMI.“Isto assim não é sustentável, a dada altura vamos estar a ir buscar dinheiro só para pagar juros” frisou Jacinto Nunes para quem, “em último caso, se nos exigirem juros como os que já andámos a pagar, de 6%, se calhar temos que repensar o financiamento.”

Nas circunstâncias actuais mais vale Portugal recorrer ao Fundo de Emergência Europeu, disse o ex-ministro que, porém, frisou não acreditar “que a União Europeia nos dê acesso ao fundo de emergência sem nos sujeitarmos ao FMI. E aí é que vai doer, porque depois vamos ter que cortar a sério. Mas nós também só entramos na ordem quando alguém nos põe na ordem à força, por isso, se calhar, lá terá que ser. Mas isto é o pior dos cenários.”

MRA Alliance/Económico Online

Portugal endivida-se ao ritmo de 2,5 milhões por hora

quinta-feira, setembro 16th, 2010

O Estado Português endividou-se em mais de 14,2 mil milhões até Agosto e está perto de ultrapassar a dívida prevista para este ano. Este número representa um ritmo de endividamento de 2,5 milhões de euros por hora, segundo o Público, que cita o economista João Duque.O jornal sublinha que o nível de endividamento de Portugal, entre Janeiro e Agosto deste ano, está muito perto do limite global inscrito no Orçamento para o conjunto do ano (17,4 mil milhões de euros).

No mesmo período de 2009, o nível de endividamento de Portugal era de 11,1 mil milhões de euros, ou seja, o ritmo de endividamento era de 1,9 milhões por hora segundo as contas do economista, menos 27% face ao ritmo actual (2,5 milhões de euros por hora).

Portugal conseguiu ontem colocar no mercado mais 117,5 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro do que o desejado (750 milhões de euros), mas a procura por dívida portuguesa caiu e o preço exigido pelos investidores subiu em flecha.

Em vez dos 2,756% que tinham sido exigidos ao Estado português no último leilão de Bilhetes do Tesouro, realizado a 1 de Setembro, desta vez os investidores exigiram 3,369%, mais 0,6 pontos percentuais.

MRA Alliance/Económico Online

Maioria de europeus e portugueses demoniza euro

quarta-feira, setembro 15th, 2010

A maioria dos europeus vê o Euro de forma negativa, mas aprova a integração europeia. Um estudo internacional de opinião publicado hoje revela que apenas 38 por cento dos inquiridos em onze países da União Europeia consideram que o Euro trouxe algo de bom à economia. Já a União Europeia é vista positivamente: 63 por cento dos europeus dizem que a integração na União ajudou as economias dos respectivos países.

Cinquenta e cinco por cento dos europeus acham que a adesão à moeda europeia foi uma coisa “má” com as percentagens a subirem para 60 por cento no caso da França e 53 por cento no da Alemanha, apesar de estes países terem sido os “pais” do Euro. Em Portugal, 52 por cento dos inquiridos são da mesma opinião.

Os que estão de fora da moeda única não encaram o Euro com melhores olhos. Oitenta e três por cento dos britânicos, acreditam que o euro seria mau para a sua economia. O mesmo pensam 53 por cento dos polacos e 42 por cento dos búlgaros.

Já no que respeita à União Europeia as opiniões são opostas. Mais de metade dos europeus sondados (57 por cento) considerou que as dificuldades económicas que a Europa atravessa deviam conduzir a um compromisso para construir uma União “mais forte”.

Entre os portugueses sobe para 70 por cento a percentagem dos que querem mais Europa no combate à crise. Um número que apenas é ultrapassado pelos italianos com 76 por cento.

A excepção a este panorama continua a ser o Reino Unido onde a maioria defende que, na actual conjuntura, “cada Estado-membro deve cuidar de si próprio”.

MRA Alliance/RTP

Político alemão avisa que Portugal arrisca seguir o caminho da Grécia

quarta-feira, setembro 15th, 2010

Michael Meister, dirigente de topo do partido de Angela Merkel, acusou ontem o Governo Sócrates de não fazer o suficiente para impulsionar a economia. Portugal não está a fazer o que é necessário para evitar cair na mesma situação em que caiu a Grécia.

O recado crítico a Portugal foi passado durante uma entrevista que Meister, porta-voz para as questões financeiras do partido dos democratas-cristãos, concedeu ontem à agência de notícias Bloomberg, em Berlim.

O político germânico teme que Portugal caia numa recessão profunda porque não está a fazer o suficiente para dinamizar a economia e o Governo não avança medidas para tornar as empresas mais competitivas. Meister aconselha Portugal a investir mais na área da educação e da formação, e nas novas tecnologias, como a Alemanha fez, no passado não muito distante, e com bons resultados, conforme sublinhou Meister.

“Cada país tem que fazer a sua parte para impulsionar a sua economia na zona euro, e não apenas cortando nos gastos, como Portugal fez”, criticou Michael Meister. O porta-voz da CDU para as questões financeiras acrescentou: “Necessitamos de assinalar aos mercados – não se preocupem, porque estamos a resolver os nossos problemas estruturais e seria desejável mais participação de Portugal.”

Apesar de surpreendentes, as declarações de Meister não surgem fora de contexto, porque a Alemanha tem dado sinais de preocupação com a timidez da retoma económica europeia e com os ritmos divergentes a que se está a processar entre os diversos países – particularmente os do Sul.

E, quando a Grécia corria risco de incumprimento, o Governo germânico esticou tanto quanto pôde a corda dos apoios, até que o executivo grego se comprometesse com um rigoroso plano de estabilidade. “Seguramente, não é nosso objectivo ver outro Estado-membro a ter que recorrer aos fundos europeus de emergência”, assegurou Meister.

As críticas do dirigente democrata-cristão alemão surgem também em linha com as mais recentes posições do comissário europeu responsável pelos assuntos financeiros. Anteontem, Olli Rehn manifestou preocupação pelo facto de a recuperação económica europeia estar a acontecer “a duas velocidades” e acrescentou que a situação actual poderá pôr em causa a coesão comunitária.

Numa mensagem para o Governo Sócrates, Rehn referiu que é necessário aprofundar a consolidação orçamental e realizar reformas estruturais para que o país regresse a um cenário de crescimento sustentável e de criação de emprego.

Anteontem, a Comissão Europeia reviu em alta as previsões de crescimento para a zona euro (1,8 por cento em 2010). Neste quadro, Portugal acentuará divergências com os seus principais parceiros, uma vez que não é expectável que a economia cresça acima de 1 por cento no corrente ano.

MRA Alliance/Público

Brasil vai travar valorização do real

quarta-feira, setembro 15th, 2010

O governo brasileiro tomará medidas para conter uma valorização do real, enquanto outros países estão a desvalorizar “artificialmente” as suas moedas, afirmou hoje o ministro da Fazenda.

Durante um encontro com empresários, Guido Mantega sublinhou que a valorização do real faz com que os produtos brasileiros percam competitividade no mercado internacional. “Estamos atentos. Não podemos permitir que outras moedas artificialmente desvalorizadas ganhem espaço”, afirmou, citado pela Agência Brasil.

A cotação do real em relação ao dólar norte-americano atingiu esta semana o menor nível desde Novembro do ano passado. Em relação ao euro, a moeda brasileira também tem registado as maiores cotações dos últimos meses. Guido Mantega disse que está a decorrer uma “operação orquestrada” nas economias asiáticas para a desvalorização das moedas.

MRA Alliance/Público

Privatização dos CTT pode acontecer em 2012/2013

quarta-feira, setembro 15th, 2010

“Não está prevista a privatização dos CTT para este ano, isso é a única certeza, mas estando prevista no PEC é natural que em 2011 haja novidades e se concretize em 2012 e 2013”, afirmou hoje o presidente dos CTT, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do grupo do primeiro semestre deste ano.

Estanislau Costa anunciou ainda a intenção de aumentar o valor do dividendo a entregar ao acionista Estado relativo ao exercício de 2010, lembrando que, “depois de 36 anos sem pagar dividendos, foi com os últimos dois mandatos que os CTT começaram a pagar ao acionista”.

Nos primeiros seis meses deste ano, os lucros dos CTT registaram uma quebra de 23 por cento face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 27,8 milhões de euros, enquanto os proveitos operacionais consolidados tiveram uma diminuição de quatro por cento, ascendendo a 401 milhões de euros.

Os resultados operacionais (EBIT) diminuíram 15,3 por cento, para 39 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 16 por cento para 51,4 milhões de euros.

Os custos dos CTT também diminuíram no período em análise, face ao primeiro semestre de 2009, caindo 2,6 por cento para 361,9 milhões de euros.

MRA Alliance/SIC

Cuba: Irmãos Castro despedem 500 mil funcionários públicos

terça-feira, setembro 14th, 2010

A federação sindical cubana, a Central de Trabalhadores de Cuba, anunciou ontem a “redução de mais de 500 mil postos de trabalho no sector estatal e, paralelamente, o aumento no sector privado”. O objectivo é elevar a produtividade e tornar a economia mais eficiente. 

A superestrutura sindical cubana disse que é necessário realizar mudanças “inadiáveis” para “tornar mais eficiente o atual processo produtivo e laboral” e “avançar na construção do socialismo”.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, já havia anunciado em Abril um plano que previa o despedimento de mais de um milhão de funcionários públicos em cinco anos.

O Estado é o maior empregador em Cuba, e a decisão de eliminar 20% da sua força de trabalho deixa muitos cubanos em dúvida sobre o futuro. O governo prometeu apoiar os desempregados e recolocar os trabalhadores em outros sectores que costumam precisar de mão de obra no país, como agricultura, construção, educação e polícia.~

MRA Alliance/Agências

UE manda Portugal intensificar redução do défice

terça-feira, setembro 14th, 2010

O crescimento europeu, aproveitado pelas empresas exportadoras, pode tirar Portugal da recessão – mas o país tem de ser mais rápido a reduzir o desequilíbrio orçamental na administração pública.

Esta foi a mensagem enviada ontem pela Comissão Europeia, a cerca de um mês da apresentação do Orçamento do Estado para 2011. “Portugal tem uma boa hipótese de recuperar das dificuldades actuais, mas certamente que a intensificação da consolidação orçamental é indispensável”, apontou o comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

A recomendação europeia surge depois de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter garantido, a semana passada, aos mercados financeiros cortes duros na despesa pública em 2011, acompanhados de nova subida da carga fiscal (com a redução dos benefícios fiscais).

Nos primeiros sete meses deste ano, Portugal era o único dos países problemáticos do euro – que incluem Grécia, Espanha e Irlanda – cujo défice e despesa aumentaram. O facto começa a ser notado pelos mercados, que têm pressionado os juros da dívida portuguesa para novos máximos. Ontem a taxa de juro corrente da dívida a dez anos aliviou ligeiramente, para se fixar em 5,77% (com um spread face à Alemanha acima de 335 pontos).

A “boa hipótese” de saída da crise de que fala o comissário Olli Rehn é oferecida pela zona euro, cliente de 72% das exportações portuguesas. O bloco da moeda única deverá crescer a um ritmo médio de 1,7%, indicaram as previsões intercalares da Comissão Europeia, quase o dobro dos 0,9% previstos em Maio.

Este ritmo mais forte, assim como a expansão moderada dos gastos das famílias no primeiro semestre, deverá garantir um crescimento ligeiramente acima de 1% para Portugal este ano – pouco mas acima da previsão de 0,7% inscrita no Orçamento do Estado para 2010. Esta diferença no PIB (o denominador no rácio do défice orçamental), bem como o impacto na receita fiscal (sobretudo IVA, que subiu 14,6% até Julho), são uma ajuda essencial para o cumprimento do objectivo de 7,3% para o défice este ano – especialmente quando a despesa pública continua a aumentar (2,7% até Agosto).

Mais Alemanha A revisão em alta é explicada sobretudo pelo desempenho fulgurante da Alemanha, a maior economia da zona euro, que depois de ter contraído 4,7% em 2009 poderá recuperar 3,4% este ano (bem acima da previsão anterior de 1,2%). O maior exportador mundial – que conteve a expansão dos salários na década passada – aproveitou a quebra no valor do euro e o crescimento nos mercados asiáticos para registar um primeiro semestre muito forte, com as vendas para o exterior a recuperarem para os níveis anteriores à crise. As restantes grandes economias europeias deverão registar melhorias mais modestas (ver gráfico ao lado).

A Comissão – o governo europeu, naturalmente mais optimista que os observadores internacionais, sobretudo os norte-americanos – salientou que os riscos neste cenário existem, mas que são “equilibrados”, admitindo uma desaceleração do ritmo até ao final do ano.

MRA Alliance/ionline