Archive for outubro, 2009

Noruega: Apelo à demissão do presidente do Comité Nobel

sábado, outubro 10th, 2009

Thorbjoern JaglandA dirigente do principal partido da oposição norueguesa pediu, este sábado, a demissão do presidente do Comité Nobel que atribuiu o Prémio Nobel da Paz ao presidente norte-americano, Barack Obama. Segundo Siv Jensen, as novas funções de Thorbjoern Jagland como presidente do Conselho da Europa ameaçam a sua independência e credibilidade. 
 
«Seria politicamente inteligente que Thorbjoern Jagland, nestas circunstâncias, se demita para evitar mal entendidos», declarou a líder do Partido do Progresso (direita) ao jornal Bergens Tidende.
 
Antigo primeiro-ministro trabalhista (1996-1997) e chefe da diplomacia norueguesa (2000-2001), Thorbjoern Jagland foi eleito em finais de Setembro para novo secretário-geral do Conselho da Europa, meses após ter assumido as funções de presidente do Comité Nobel norueguês, em Fevereiro.  
 
Também a dirigente do partido conservador Hoejre, Erna Solberg, criticou a dupla função de Jagland, sublinhando que foi eleito para o Conselho da Europa com o apoio da Rússia e que por isso pode vir a obstar às candidaturas de oposicionistas russos.  
 
Tal como Siv Jensen, Erna Solberg criticou a atribuição do prémio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, que considera prematura.
 
O Conselho da Europa, que festeja dentro em breve 60 anos, é uma instituição pan-europeia que congrega 47 Estados (entre os quais a Rússia, a Turquia e os países do Cáucaso, mas não a Bielorrússia) destinada à defesa e promoção dos direitos humanos e democracia.

MRA Alliance/Agências 

Prémio Nobel da Paz para Barack Obama gera polémica

sexta-feira, outubro 9th, 2009

Prémio Nobel da PazO líder do maior partido da oposição norueguesa considera que o presidente americano não realizou nada de substantivo na busca pela paz para ser galardoado com o Prémio Nobel. Da Irlanda do Norte, da Polónia, da Venezuela e do mundo árabe, também chegaram críticas à controversa decisão da Comissão Nobel na eleição de Barack Obama enquanto paladino da paz no mundo.

O líder do maior partido da oposição norueguesa, Siv Jensen, considera que o presidente dos EUA ainda não conseguiu nada de concreto na busca pela paz, defendendo que o Prémio Nobel não deve basear-se apenas em expectativas.

Na Irlanda do Norte, a Nobel da Paz de 1976  acusou os membros da Comissão de terem desrespeitado o testamento de Alfred Nobel. Mairead Corrigan recordou que Obama continua envolvido em duas guerras.

Do Médio Oriente, destaque para a reticências do Irão, que pede a Obama medidas concretas na luta contra as injustiças no mundo. Na Palestina, o Hamas sublinhou que o presidente americano ainda tem muito por fazer.  

A Venezuela expressou uma das críticas mais duras. A procuradora do país de Hugo Chávez diz que a atribuição do Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos «é uma burla aos direitos humanos». Gabriela Ramírez recordou que Barack Obama é lider de uma potência bélica. Recorde-se que os Estados Unidos produzem e exportam mais de metade das armas fabricadas no mundo e mantêm quase mil bases militares espalhadas pelo planeta.

O líder anticomunista e ex-presidente polaco Lech Walesa, Nobel da Paz em 1983,  criticou a decisão. “Quem? Obama? Muito rápido. Ele não teve tempo para fazer nada até agora”, declarou aos jornalistas em Varsóvia.

O diretor do da Comissão Nobel norueguesa, Thorbjoern Jagland, rejeitou as críticas em declarações à imprensa, em Oslo. “Se vocês olharem para a história do Prémio Nobel da Paz, muitas vezes o concedemos para tentar realizar o que muitas personalidades estavam a tentar concretizar”, disse.

Jagland deu como exemplo o chanceler da Alemanha ocidental Willy Brandt, premiado com o Prémio Nobel da Paz, em 1971, pela sua política de apaziguamento com o comunismo (Ostpolitik), assim como Mikhail Gorbachov, o último líder soviético a receber o Nobel da Paz em 1990, pouco antes do fim da Guerra Fria.

MRA Alliance/Agências

Exuberância dos mercados bolsistas é perigosa, diz Roubini

sexta-feira, outubro 9th, 2009

O economista norte-americano Nouriel Roubini, amplamente reconhecido por ter previsto a actual crise financeira, diz que já estamos “a plantar as sementes da próxima crise”. O professor da Universidade de Nova Iorque, disse à cadeia pública britânica BBC que está preocupado com o fosso crescente entre o “efervescente” mercado accionista e a economia real.A avaliar pela subida espectacular do preço das acções nos últimos meses, é de pensar que os investidores apostam em que a bonança está prestes a chegar, o que Roubini não subscreve: “A crise ainda não acabou”, disse à BBC.

O índice Dow Jones Industrial, um indicador de referência para a Bolsa de Nova Iorque, subiu cerca de 45 por cento nos últimos seis meses e o PSI 20, referência para as acções portuguesas, já subiu mais de 25 por cento nos últimos 12 meses.

Para Roubini, a economia tem agora consumidores que estão “enterrados em dívidas” e têm de cortar no consumo para poupar mais. “O sistema financeiro está danificado… e não vejo muito investimento do sector empresarial, porque há falta de capacidade.”

O economista norte-americano, também acredita que os preços das casas nos EUA ainda vão cair mais, comprometendo a frágil recuperação na América. O preço médio das casas encolheu quase 13 por cento face há um ano, atingindo agora 178 mil dólares (120 mil euros).

Portugal: Tecnologia criará 7.500 empregos e 400 empresas até 2013

sexta-feira, outubro 9th, 2009

O mercado das Tecnologias de Informação (TI) deverá criar em Portugal 7.500 novos empregos tecnológicos e 400 novas empresas nos próximos quatro anos, prevê um estudo da consultora International Data Corporation (IDC), a que a Lusa teve acesso.Só o universo da Microsoft, que inclui cerca de 4.000 empresas locais, “vai investir 526 milhões até 2013 no país e gerar 1,6 mil milhões de euros em receitas próprias”, acrescenta o estudo, que mede as contribuições da indústria das TI para as economias locais nos 52 países onde a Microsoft opera, entre os quais Portugal.

O estudo avança que, por cada euro gerado pela Microsoft em 2009, as empresas locais neste âmbito vão gerar 10,53 euros.

MRA Alliance/Agências

BCE: EUA devem defender um dólar forte, diz Trichet

quinta-feira, outubro 8th, 2009

Jean Claude Trichet - BCEAs rápidas oscilações na paridade do euro em relação ao dólar são contra o interesse tanto dos americanos como dos europeus, disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, hoje após a decisão do banco de não alterar o custo do dinheiro na Zona Euro.

“Consideramos que a volatilidade excessiva tem implicações adversas na estabilidade financeira e económica nos dois lados do Atlântico”, disse Trichet, reafirmando que o apoio dos EUA a um dólar forte “é extremamente importante” na situação actual.

Depois de insistir que a presente taxa de juro na Zona Euro (1%/ano) é adequada, Trichet comentou que o dinheiro barato serve para estimular a economia. “Temos sinais de estabilização [económica]. Estamos fora da queda livre”, concluiu, embora reiterando que é preciso agir com cautela.

MRA Alliance/Agências

Al-Qaeda ameaça atacar alvos chineses

quinta-feira, outubro 8th, 2009

Muçulmanos uigures na ChinaA Al-Qaeda ameaçou atacar alvos chineses por represália pelos tumultos étnicos em Xinjiang, em Julho passado, revela hoje a imprensa oficial chinesa citando um “proeminente militante” da organização terrorista islâmica.

Num vídeo disponibilizado ontem num site islâmico, Abu Yahya al-Libi exorta a população uigur do Xinjiang a “preparar-se seriamente” para “uma guerra santa” contra o Governo chinês, noticiou o jornal China Daily.

O mesmo militante apela ao mundo islâmico para “ajudar os uigures com tudo o que puderem”.

MRA Alliance/Agências

Obama visita Pequim em Novembro

quinta-feira, outubro 8th, 2009

Barack ObamaO Presidente norte-americano, Barack Obama, visitará oficialmente a China em meados de Novembro anunciou hoje a imprensa oficial chinesa citando a Casa Branca.

A primeira visita oficial do líder norte-americano a Pequim insere-se num périplo pela Ásia, entre 12 e 17 de Novembro, que inclui o Japão, Coreia do Sul e Singapura, palco da cimeira anual do Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacifico (APEC).

Barack Obama defende o desenvolvimento de boas relações com a China e esta semana recusou encontrar-se com o Dalai Lama, o exilado líder político e espiritual dos tibetanos, que Pequim considera um separatista.

MRA Alliance/Agências

Espanha: Megaprocesso de corrupção abala partido da oposição

quinta-feira, outubro 8th, 2009

O impacto das investigações do megaprocesso “Gurtel”, um dos maiores sobre corrupção em Espanha, já envolve 60 arguidos e continua a alastrar no seio do Partido Popular (PP), a maior força da oposição, liderado por Mariano Rajoy.

Em causa está uma rede de corrupção que alegadamente operava em várias zonas de Espanha, todas governadas pelo Partido Popular, a nível local e regional, e subornava líderes políticos para conseguir contratos milionários.

A dimensão do alegado envolvimento do PP agravou-se esta semana com o levantamento parcial do segredo de justiça do caso que, desde Fevereiro, já envolveu 17 dirigentes do PP.

O processo indicia 17 políticos relacionados com o PP, entre eles o presidente do Governo Regional de Valência, autarcas e outros líderes, os quais terão recebido 5,5 milhões de euros em subornos e “presentes”.

O sumário do processo agora público alega que os 17 políticos receberam dinheiro, carros, malas de marca, fatos e outros presentes, sendo que a maior quantia – mais de um milhão de euros – alegadamente, foi parar às mãos do tesoureiro do PP, Luis Bárcenas.

Rajoy, que tem denunciado manobras de “inquisição” dos socialistas, quebrou ontem o silêncio sobre o caso e garantiu que irá pedir responsabilidades “a quem não fez o que devia ter feito”.

MRA Alliance/Agências 

Portugal: Insolvências judiciais aumentaram 42% desde Janeiro

quarta-feira, outubro 7th, 2009

O número de novos processos de insolvência judicial aumentou 42 por cento nos nove primeiros meses deste ano, atingindo 3626, o que representa um agravamento de 29 por cento face ao segundo trimestre, informou esta tarde a Crédito y Caución.

A companhia de seguros referiu que o sector dos serviços é o primeiro gerador de insolvências judiciais com 33 por cento do total «após ter triplicado os níveis» em relação a 2008.

A construção, com 15 por cento do total de processos, registou um agravamento durante o terceiro trimestre com uma subida acumulada de cerca de 20 por cento.

O terceiro lugar entre o número de insolvências pertence ao sector têxtil, responsável por 11 por cento do total dos casos, que «confirmou uma tendência de deterioração à volta de 30 por cento», conclui a Área de Administração de Riscos da Crédito y Caución, que acompanha as insolvências judiciais publicadas em Diário da República.

«O aumento das insolvências judiciais é mais um indicador do complexo momento económico que atravessam muitas empresas portuguesas. Na maioria dos casos a deterioração da solvência produz-se de forma progressiva», refere o director da Crédito y Caución para Portugal e Brasil, Paulo Morais.

MRA Alliance/Agências

Mercados emergentes investiram fortemente em Portugal desde 2005

quarta-feira, outubro 7th, 2009

O valor das operações de fusão-aquisição (F&A) entre Portugal e os países emergentes registou um “crescimento galopante” – de 2% para 21% entre 2005 e 2008 – revela um estudo divulgado hoje, em Lisboa, pela consultora A.T. Kearney.

Actualmente, segundo estimativa da AT Kearney, «5% da capitalização do PSI 20» já se encontra na posse de empresas originárias de mercados emergentes, um peso três a cinco vezes superior à generalidade das bolsas europeias.

Entre os casos referidos no relatório destacam-se (para o PSI 20) as operações em que entidades de países emergentes adquiriram participações nos bancos BPI, BCP e BES, ou outras como a Galp e a EDP.

Os países emergentes têm uma importância crescente em operações de fusão-aquisição nos últimos anos na Europa com Portugal a acompanhar a tendência.

Angola e Brasil são os principais investidores regulares no mercado português, enquanto na Europa o processo é dominado pela China e pela Índia, conclui o relatório “Tendências geoestratégicas globais em fusões e aquisições transnacionais e o caso de Portugal”, apresentado em Lisboa.

Após um recorde das operações de M&A (cross-border) a nível mundial em 2007 – cerca de 2,8 biliões de euros – registou-se um decréscimo de 38% em 2008, resultante da crise económica, nota o relatório.

Porém, constata-se que as empresas de mercados emergentes estão cada vez mais activas, assumindo um papel preponderante na liderança deste tipo de operações, sobretudo quando direccionadas a empresas localizadas em países desenvolvidos.

MRA Alliance/Agências

Itália: Justiça retira imunidade a Berlusconi

quarta-feira, outubro 7th, 2009

O Tribunal Constitucional italiano invalidou hoje a lei que conferia imunidade aos quatro mais altos cargos do Estado, incluindo ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, considerando-a inconstitucional por violar os princípios de igualdade de todos os cidadãos perante a Lei.

Os 15 juízes da instituição tinham em mãos a apreciação do chamado ‘Laudo Afano’, a lei que o Parlamento italiano aprovou a 22 de Julho de 2008 e que levou à suspensão dos processos judiciais contra o primeiro-ministro.

Com esta decisão, o Chefe de Governo italiano pode voltar ao banco dos réus, mas, para já, não deve haver eleições antecipadas.

A lei tinha merecido a contestação dos partidos da Oposição, invocando que a norma fora criada para proteger os interesses pessoais e políticos de Berlusconi.

MRA Alliance/Agências

PIB da Zona Euro recua o dobro do previsto

quarta-feira, outubro 7th, 2009

A economia na Zona Euro contraiu 0,2 por cento no segundo trimestre de 2009, comparando com os três primeiros meses do ano, de acordo com dados avançados pelo Eurostat.

Em Setembro, o gabinete de estatísticas da União Europeia previra um recuo de 0,1 por cento. Anda assim, verifica-se um abrandamento na queda do PIB das 16 economias, apesar de este ser o quinto trimestre seguido em contracção.

O Eurostat também está mais pessimista para a Europa dos 27. O PIB destes países caiu 0,3 por cento no segundo trimestre. As previsões (0,2 por cento) voltaram a pecar por excesso de optimismo.

MRA Alliance/Agências

UE: Portugal e mais oito países processados por défice excessivo

quarta-feira, outubro 7th, 2009

A Comissão Europeia anunciou hoje que abriu procedimentos por défice excessivo contra nove países – Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslováquia, Eslovénia, Itália, Holanda e República Checa.

A decisão decorre da aplicação das regras europeias de disciplina das finanças públicas e incide sobre os países que assumem que vão fechar as contas deste ano com défices orçamentais superiores ao limite de 3% do PIB inscrito nos Tratados e cujas derrapagens Bruxelas considera serem amplas e de demorada correcção.

A abertura dos novos processos implica uma vigilância mais apertada por parte de Bruxelas relativamente à evolução das finanças públicas daqueles estados membros.

“Os relatórios tomam em consideração o contexto económico e outros factores pertinentes e analisam se os défices previstos para 2009 estão próximos do valor de referência e se são excepcionais e temporários”, explica a Comissão, que diz ter “concluído não ser essa a situação em nenhum dos nove países”.

No início do ano, Bruxelas havia já desencadeado procedimentos semelhantes relativamente a outros nove países. Ou seja, mais de metade dos 27 Estados-membros da União Europeia estão agora a “pisar” terreno proibido em matéria orçamental – em larga medida, por conta dos impactos da recessão económica e das medidas de combate entretanto levadas a cabo.

No actual contexto de crise, a abertura dos procedimentos é uma formalidade pois a ordem da Comissão Europeia é para os Estados continuarem a abrir os cordões à bolsa. “Devemos continuar a apoiar a economia até que se concretize a recuperação económica”, afirma o comissário Joaquin Almunia, em consonância com a orientação política dada pelos líderes do G20. Mas, acrescenta, “este é também o momento de conceber estratégias de saída coordenadas, para que, chegado o momento oportuno, possamos começar a diminuir os níveis de dívida galopantes”.

Em sua opinião, “o Pacto de Estabilidade e Crescimento é suficientemente flexível para combinar o estímulo fiscal a curto prazo com uma consolidação das finanças públicas a médio prazo e a sustentabilidade a longo prazo, tendo em conta os custos do envelhecimento da população. É essencial continuar a aplicá-lo de forma rigorosa, a fim de demonstrar de forma inequívoca que os défices excessivos serão corrigidos a tempo e horas”, insiste Almunia.

MRA Alliance/Agências

FMI: Entre o aumento “considerável” dos recursos e as ameaças dos “ricos”

domingo, outubro 4th, 2009

O novo papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) implicará um “aumento considerável” dos seus recursos, declarou hoje em Istambul o director geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, à margem da assembleia dos 186 Estados membros do fundo. Veladamente os países ricos ameaçam com “menos generosidade” se perderem poder de voto. Tudo isto num cenário internacional de crescente vulnerabilidade do dólar como divisa mundial de reserva.

O FMI anunciou em Setembro que já reuniu os 500 mil milhões de dólares (cerca de 343 mil milhões de euros) suplementares prometidos na cimeira do G20 em Londres, em Abril.

Porém, Strauss-Kahn lembrou em Istambul que ainda são precisos mais recursos para incitar os Estados membros a confiar na capacidade de empréstimo do Fundo e para promover a recuperação da economia mundial, evitando futuras crises.

“Os desequilíbrios provêm da edificação de imensas reservas e estas imensas reservas provêm do facto de que (os países) têm medo de estar sozinhos, confrontados com uma especulação sobre (a sua) moeda”, comentou.

“Mas há uma outra solução, menos custosa, mais eficaz, para evitar isso, que são as reservas comuns”, na origem no espírito dos fundadores do FMI, acrescentou.

Este ano, o FMI já emprestou mais de 50 mil milhões de dólares (cerca de 34 mil milhões de euros) a países por todo o mundo.

De momento, o processo de reforço do papel do FMI está a ser marcado pelo debate sobre quanto poder as nações ricas querem ceder aos países em desenvolvimento.

As maiores nações em desenvolvimento estão a pedir um aumento do seu poder de voto no FMI. “Só podemos esperar que os países sobre-representados compreendam que podem prejudicar o Fundo se tentarem bloquear ou adiar a reforma das quotas”, comentou hoje Guido Mantega, ministro brasileiro das Finanças. Mantega considerou que o Fundo precisa mudar a estrutura dos seus quadros para deixar de ser visto como uma instituição americana e europeia e tornar-se uma “instituição verdadeiramente multilateral”.

Contrariamente, o ministro sueco das finanças, Anders Borg, ameaçou que a Europa poderá tornar-se menos generosa no apoio financeiro ao FMI se perder influência.

MRA Alliance/Agências

Portugal em ‘lobby’ eléctrico do Sul da Europa

domingo, outubro 4th, 2009

Portugal, Espanha e Itália estão a preparar a criação de um lobby de companhias de electricidade do Sul da Europa, noticia o el Economista, citado hoje pelo Diário de Notícias.

Na quarta-feira, os presidentes de três associações do sector – o português João Manso, da Elecpor, o espanhol Pedro Rivero, da Unesa e o italiano Enzo Gatta, da Unei – vão selar uma aliança para constituir um agrupamento de empresa que sirva para defender os interesses das companhias junto dos governos e das instâncias europeias.

Facilitar a relação entre as diferentes empresas, já que todas operam em países diferentes, realizar estudos do sector e proceder a acções de formação são outro dos objectivos por detrás da aliança entre as três associações sectoriais.

Portugueses e espanhóis – recorde-se – já colaboram no desenvolvimento do Mercado Ibérico da Electricidade (Mibel).

MRA Alliance/DN 

Tratado de Lisboa ressuscitado pelos irlandeses

domingo, outubro 4th, 2009

Campanha pelo O eleitorado irlandês reconsiderou o seu apoio ao Tratado de Lisboa no novo referendo ao votar maioritariamente (67,1%) a reforma da União Europeia. Para o primeiro-ministro irlandês, a mensagem é clara: “”Juntos somos melhores e mais fortes. Este é um bom dia para a Irlanda e para a Europa”.

Este foi o segundo referendo realizado no único país dos 27 que obriga a uma decisão através de uma consulta eleitoral. Em Junho do ano passado, os defensores do “Não” venceram  com 53.4% dos votos.

Um resultado negativo significaria a rejeição da Irlanda à reforma da UE e inviabilizava o tratado, assinado há dois anos, em Lisboa, pelos 27 chefes de Estado. Por outro lado, a aprovação irlandesa pode significar que a resistência da Polónia e da República Checa ao tratado reformador deverá ser abandonada.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, classificou o resultado como “um voto de confiança”. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, considerou-o “bom para o Reino Unido”.

A oposição dos irlandeses relacionava-se com questões de soberania nacional e a legalização do aborto. As garantias asseguradas por Bruxelas face àqueles temas e a profunda crise económica irlandesa apaziguaram os descontentes. 

Todos os principais partidos deram o aval ao “Sim”. Os defensores do “Não” alegam que o compromisso com Bruxelas não irá ajudar à recuperação económica nem à diminuição do desemprego.

Em Londres, David Cameron, líder dos Conservadores e possível sucessor de Gordon Brown na liderança do governo, já prometeu a realização de um referendo, caso vença as eleições legislativas, na Primavera.

Todavia, a promessa foi feita quando outros estados-membros haviam rejeitado o Tratado. Ainda assim, Cameron vai ter muita dificuldade em calar internamente a crescente facção anti-Europa que floresce no seio do Partido Conservador britânico.

Fonte/Agências