Archive for janeiro, 2009

Falências em Portugal subiram 67%, em 2008

sábado, janeiro 31st, 2009

O número de processos de insolvência e de falência em Portugal, em 2008, foi de 3 344, um aumento de 67% face ao ano anterior, segundo um estudo da hoje divulgado pela Dun & Braderstreet (D&B), líder mundial no fornecimento de informações para áreas de crédito, marketing, compras e domínios de suporte a serviços.

O documento assinala que no segundo semestre do ano passado “o número de processos de falência e de insolvência [estado em que o devedor possui mais dívidas do que a quantidade de bens para as saldar] teve um crescimento de 13%, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”, com uma média de 279 processos por mês.

Os distritos onde se verificaram mais ocorrências são Braga, Lisboa e Porto, destaca o estudo com 27 por cento, 19 por cento e 16 por cento, respectivamente.  A tendência geral observada em 2008 mantém o mesmo padrão de 2007, com “um agravamento significativo”. Beja e Portalegre são os únicos distritos que apresentam uma redução no número de processos em relação a 2007.

Por sectores, a indústria, comércio grossista e a construção civil e obras públicas lideram os processos de falência e de insolvência. Dos 3 344 processos de falência e de insolvência observados em 2008 quase metade (1.528 ou  46% do total) provêem de empresas com menos de 10 anos de actividade. “As empresas com cinco ou menos empregados são as mais atingidas”, sublinha o documento.

A D&B indica igualmente que, em 2008, os sectores onde se observou o maior crescimento no número de processos, comparativamente a 2007, foram os do gás, electricidade e água (2233%), exploração mineira (367%) e telecomunicações (150%). 

Fonte: Jornal de Negócios

Davos 2009: Crise financeira já destruiu 40% da riqueza mundial e vai agravar-se

sábado, janeiro 31st, 2009

Quarenta porcento da riqueza mundial  foi destruída durante os últimos 15 meses e os empresários que lideram o processo de globalização, reunidos desde o princípio da semana em Davos (Suíça), no Fórum Económico Mundial, estimam que  crise económica global se vai agravar nos próximos meses. 

Um deles, Steve Schwarzman, presidente da gigantesca holding financeira Blackstone, sublinhou que um montante de dinheiro “quase incompreensível” pura e simplesmente desapareceu, desde a implosão da bolha imobiliária norte-americana, em Setembro de 2007. 

Na opinião de Schwartzman, estamos frente a um novo paradigma e “os negócios vão ser muito diferentes.” 

Decididamente, o pessimismo parece ter tomado conta da reunião magna do capitalismo mundial. 

O líder do conglomerado mediático News Corporation, Rupert Murdoch, advertiu que o clima económico global está a deteriorar-se perigosamente com os níveis de confiança a atingirem níveis tão baixos que fazem temer o pior. 

“A crise está a piorar”, disse Murdoch. “Vai ser necessário tomar medidas drásticas para dar rapidamente a volta à situação, se é que tal ainda é possível. Eu acho que a recuperação vai demorar muito tempo”, acrescentou.  

Outros líderes empresariais presentes na estância de veraneio suíça admitem como “inevitável” a possibilidade de uma nova crise, no futuro próximo, a despeito dos graves problemas financeiros e económicos actuais. 

Sir Howard Davies, director da London School of Economics e antigo director do Banco de Inglaterra, foi peremptório: “As perspectivas são negras. As coisas não estão bem e as previsões económicas que têm surgido evidenciam que ainda se vão agravar mais.”

MRA Alliance/Agências

EUA: Governo Obama cria força expedicionária civil para apoiar missões militares no estrangeiro

sábado, janeiro 31st, 2009

Exército Americano - Força Expedicionária Civil - Serviços de EngenhariaO Departamento de Defesa informou que está a constituir uma força expedicionária civil que será equipada e treinada para apoiar missões do exército dos Estados Unidos em teatros de operações no estrangeiro, informou a agência noticiosa militar American Forces Press Service (AFPS).A iniciativa visa “maximizar o uso de forças civis” para que o pessoal militar seja “exclusivamente utilizado em missões operacionais, segundo uma fonte do Pentágono citada pela AFPS. 

“Trabalhadores civis designados para missões de prontidão militar serão treinados, equipados e preparados para executarem operações de apoio humanitário, reconstrução e, se absolutamente necessário, de auxílio a missões de combate”, precisa a agência. 

Os participantes que se enquadrem no programa serão candidatos a receber a Medalha da Secretaria da Defesa para a Guerra Global contra o Terrorismo.

MRA Alliance/AFPS 

Ministro quer adopção da nova ortografia até Janeiro de 2010

sexta-feira, janeiro 30th, 2009

O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, quer que o acordo ortográfico seja aplicado “a nível oficial e em todos os meios de comunicação social”,  daqui a um ano. Em entrevista à agência Lusa, Pinto Ribeiro reafirmou a importância do acordo ortográfico para a estratégia que o seu ministério pretende implementar. Para o ministro, “quanto mais cedo melhor”, mas elege Janeiro de 2010 como data limite para a sua aplicação. 

Reconhecendo a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Pinto Ribeiro quer “assegurar que, coordenadamente com os outros países, se avance no processo de ractificação do último adicional do acordo ortográfico, para conseguirmos ter uma escrita unitária do português”. Ainda segundo o ministro, “há muitos lugares onde as autoridades se recusam a ensinar o português porque não sabem se o hão-de fazer na versão escrita brasileira ou europeia.” (…) Tudo isso fica resolvido através do acordo ortográfico”, acredita Pinto Ribeiro.

Fonte: Lusa/UOL

Três gigantes da banca americana condenados à falência ou à nacionalização

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

O relatório referente ao último trimestre de 2008, elaborado pelo regulador bancário norte-americano (Office of the Comptroller of Currency) não deixa margem para fantasias e optimismos inconsequentes. Os maiores bancos americanos estão condenados à falência ou à nacionalização, como se depreende do quadro seguinte:

Gigantes da banca americana à beira do colapso

(milhares de milhões/bilhões de dólares americanos)

Dados Contabilísticos

Bank of America (BOA)

Citigroup

BOA + Citi

J.P.Morgan (JPM)

Activos (Total)    1.831 2.050 3.881 2.251
Derivativos (Total) 38.186 39.979 78.165 91.339
CDS – Credit Default Swaps 3.291 2.467 5.758 9.250
Exposição a incumprimentos  Contratuais (em %) 117,6 259,5   400,2

                          (Fonte: OCC/US Department of Treasury)

As situações acima ilustram a realidade dos bancos referidos e fornecem pistas para o que irá acontecer ao sistema financeiro global em 2009. A nossa principal advertência parte do princípio de que os gigantes também caem…          

1. Os activos conjuntos dos dois colossos Bank of America e Citigroup ascendem a quase quatro mil milhões/bilhões (mm/bi) de dólares. Este montante supera em 4000% (quatro mil por cento) o que ambos, até agora, receberam em injecções de capital do Fed e do Tesouro dos EUA para impedir a bancarrota;

2. Em conjunto, o Bank of America e o Citigroup lideram o mercado dos produtos financeiros derivados. As suas responsabilidades contratuais superam os 78 mil biliões/trilhões de dólares – dez vezes superiores ao valor dos derivativos que atiraram o banco Lehman Brothers para a falência. Uma ínfima parte daquelas dívidas já está vencida e afectará os seus balanços nos próximos trimestres. Porém, a parte de leão vence-se entre 2009 e 2011;

3. O Bank of America e o Citigroup, respectivamente, são os segundo e terceiro maiores operadores no mercado das “armas financeiras de destruição maciça” – Credit Default Swaps (CDS) – uma das versões mais especulativas de seguros de riscos de crédito. Estes são os instrumentos financeiros responsáveis pela hemorragia da maior seguradora norte-americana – American International Group (AIG). Nacionalizada em Setembro de 2008, a AIG encontra-se actualmente em “coma financeiro profundo”;

4. O JPMorgan Chase, de acordo com os dados do OCC, está “super-alavancado”. Por cada dólar de capital e activos alocou quatro dólares em arriscados investimentos. Os riscos de incumprimento e calotes são enormes. O banco está entalado em contratos CDS que ascendem a USD 9,2 mm/bi, quase o dobro da exposição conjunta dos seus dois outros concorrentes. O rácio capital/risco do JP Morgan é muito superior à exposição do Bank of America e do Citigroup colocando-o na primeira linha dos “próximos bancos a cair”. Em conjunto, e exponencialmente, isto aumenta o tríplice efeito das jogadas daqueles bancos na pirâmide especulativa global;

5. Acresce que as dinâmicas recessivas e os sinais de deflação em alguns mercados internacionais prenunciam um forte agravamento da situação em 2009. O galopante aumento dos incumprimentos contratuais e a persistência dos incidentes bancários nos múltiplos segmentos da dívida – papel comercial, hipotecas de privados e de empresas, leasings automóveis, cartões de crédito, etc. – só poderão agravar a crise norte-americana e contaminar a economia global.

As leis da gravidade são irreversíveis. Não há dinheiro que vede o buraco financeiro norte-americano. Tão pouco os outros países ou blocos económicos dispõem de recursos para reverter a situação. As consequências imediatas são previsíveis:

 – Queda acentuada nas cotações dos bancos e empresas financeiras e, por arrasto, dos principais índices bolsistas;

– Agravamento das condições de capitalização dos operadores financeiros;

– Agudização dos problemas nucleares da crise, resultantes do excesso de endividamento e do laxismo na assunção dos riscos financeiros e monetários;

– Aprovação e execução de mais programas (inúteis) para salvar o sistema com o consequente agravamento das dívidas públicas e dos défices orçamentais;

Continuaremos a acompanhar a evolução destes três protagonistas da crise global.

O que lhes acontecer influenciará decisivamente o futuro do sistema financeiro mundial.

MRA Dep. Data Mining

França: Greve geral é grito de alarme contra a crise

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

Os caminhos-de-ferro, as linhas aéreas e o ensino foram alguns dos sectores hoje atingidos por uma greve geral decretada pelas oito principais organizações sindicais francesas, numa autêntica “mobilização antisarkozista, tanto económica como social”, refere o jornal “Libération”. “Os assalariados, os que pedem emprego e os reformados são as principais vítimas desta crise”, diz a convocatória da greve, que fez cancelar muitos comboios e um terço dos voos que tinham início num dos aeroportos de Paris, o de Orly.

Centenas de milhares de trabalhadores deverão participar ao longo do dia em comícios convocados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e pelas demais entidades organizadoras deste movimento, de modo a pedir mais medidas governamentais de protecção aos empregos e aos salários.

Três quartos da população dizem apoiar aquilo a que a imprensa gaulesa chama “a quinta-feira negra”, considerada verdadeiro grito de alarme para uma crise que ameaça a coesão social.

Escolas, bancos, hospitais, estações de correio e tribunais estão a sentir os efeitos da greve, apesar de no Verão passado o Presidente Nicolas Sarkozy se ter vangloriado de que, hoje em dia, quando há uma greve na França, ninguém dá por ela, porque poucos estariam dispostos a acatar os avisos feitos pelos sindicatos, comentou a correspondente da BBC em Paris, Emma-Jane Kirby.

Muita gente no país está furiosa porque os bancos receberam milhares de milhões de euros para se aguentarem, enquanto indústrias e actividades comerciais em dificuldades devido à crise receberam muito menos apoio. Mas ainda no início da semana o ministro do Orçamento e da Função Pública, Eric Woerth, observava que “há outras formas de as pessoas se fazerem ouvir, sem necessidade de ir para a greve”.

Fonte: Público

Escândalo Freeport: Polícia britânica tem indícios que alegadamente comprometem Sócrates

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

A notícia sobre as investigações das autoridades britânicas sobre o escândalo Freeport, e que alegadamente envolvem o primeiro-ministro José Sócrates, faz hoje a manchete da maioria dos jornais portugueses. Os periódicos revelam que as autoridades inglesas têm uma gravação onde o intermediário inglês Charles Smith diz ter distribuído “luvas” por várias pessoas, entre as quais Sócrates, para conseguir o licenciamento do centro comercial e de lazer situado em  Alcochete.

O “Diário de Notícias” informa que José Sócrates consta de uma lista de suspeitos enviada pela polícia inglesa. O único indício apresentado ao Ministério Público português é uma conversa em que Charles Smith  afirma ter feito pagamentos a José Sócrates.

O “Jornal de Notícias” adianta que existe uma carta de Charles Smith, onde consta que Sócrates e mais 11 pessoas terão recebido “luvas” no âmbito do caso Freeport. O jornal revela que Smith terá tentado justificar o paradeiro de quatro milhões de euros gastos a mais com o empreendimento. O “JN” adianta que o intermediário, um dos sócios da empresa “Smith & Pedro”, chegou a citar os nomes do tio e do primo de Sócrates, um secretário de Estado, responsáveis do Instituto para a Conservação da Natureza, autarcas e inclusivamente a secretária do então ministro do Ambiente, durante uma conversa gravada presencialmente por um emissário do Freeport de Inglaterra que pretendia saber o destino de quatro milhões de euros.

O “Correio da Manhã” cita uma carta rogatória enviada à Procuradoria-Geral da República pelas autoridades  inglesas na qual Sócrates surge como suspeito de ter “facilitado, pedido ou recebido” o pagamento de subornos no valor de cinco milhões de libras (oito milhões de euros) para a legalização do Freeport. Segundo o mesmo jornal, as autoridades de Londres requerem a verificação dos movimentos bancários de Sócrates durante o período em investigação. Os britânicos dizem que detectaram um encontro, a 17 de Janeiro de 2002, entre Sócrates, que então titulava a pasta do Ambiente, com os intermediários Charles Smith e Manuel Pedro, bem como com Sean Collidge, presidente da Freeport. Nessa altura, segundo os investigadores britânicos, terá sido discutido o pagamento de ‘luvas’.

O tema titula as manchetes das revistas “Visão” e “Sábado”, que revelaram as suspeitas das autoridades do Reino Unido sobre o chefe do governo português e o seu interesse em aceder à sua informação bancária. As autoridades inglesas querem saber se Sócrates terá “solicitado, recebido ou facilitado pagamentos” no âmbito do licenciamento do empreendimento.

A Sábado, na sua edição online, publica uma “investigação especial” sobre as suspeitas, assegurando que as autoridades inglesas pedem informação bancária sobre o primeiro-ministro na referida carta rogatória. A mesma revista adianta que a PJ apreendeu, na Smith&Pedro, o “email” enviado para o alegado domínio pessoal de Sócrates. A “Sábado” refere que os investigadores procuram 2 milhões de euros e solicitaram a dois bancos portugueses dados sobre empresas offshore registadas em nome do tio do primeiro-ministro. 

A PGR, segundo os media, sustenta que até ao momento não existem suspeitos nem foram constituídos arguidos no âmbito do êscandalo que está a monopilizar a agenda mediática portuguesa.

Fonte: MRA/Jornal de Negócios Online

EUA: Aprovado novo plano bilionário de relançamento da economia

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira, com 244 votos a favor e 188 contra, um plano de relançamento da economia no valor de USD 819 mil milhões/bilhões (mm/bi) –  EUR 622 mm/bi.  O montante inicial do plano apresentado pelos democratas era de 825 mil milhões de dólares, mas o comité do Orçamento do Congresso acabou por estimar o custo total do projecto em 816 mil milhões, antes de ter sido acrescentada, esta quarta-feira, uma emenda de três mil milhões para financiar projectos de transporte público.

A medida, que ainda carece da aprovação do Senado, pretende criar entre 3 a 4 milhões de novos postos de trabalho e evitar despedimentos nos sectores mais afectados pela crise.

Fonte: Agências

UE: Estratégia de Lisboa não vai ser cumprida no sector da Educação

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

Os objectivos de Educação para 2010, previstos na Estratégia de Lisboa, não deverão ser alcançados, segundo um relatório da Comissão Europeia aprovado ontem. O documento refere que, em 2007, a taxa de abandono escolar precoce nos países da União Europeia atingiu os 14,8%. O objectivo para 2010 é situar aquele valor na casa dos 10%. No mesmo ano, apenas 78,1% da população entre os 20 e os 24 anos tinha frequentado o ensino secundário, enquanto a meta prevista é de 85%.

Bruxelas sublinha ainda que a percentagem de adultos em programas de aprendizagem ao longo da vida, em 2007, era de 9,7%, menos 2,8% do que o objectivo para 2010. O mesmo relatório da Comissão Europeia deixa algumas recomendações ao Governo português: continuar os esforços para melhorar a eficiência do sistema educativo e desenvolver um sistema de formação profissional adaptada às necessidades do mercado laboral.

Fonte: Rádio Renascença

Economia: Pior crescimento mundial desde a 2.ª Guerra Mundial, diz FMI

quinta-feira, janeiro 29th, 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu hoje que o crescimento económico mundial, em 2009, deverá cair para 0,5%, o mais baixo dos últimos 60 anos, contra os 2,2% previstos em Outubro passado. O fundo considera que os mercados financeiros continuam sob pressão e que as perspectivas económicas mundiais “pioraram consideravelmente”.

Este ano, o FMI prevê que a economia da Zona Euro encolha cerca de 2% e a norte-americana 1,6%. 

Fonte: BBC

Eurolândia: Receios de ruptura de euro são «infundados», diz Trichet

terça-feira, janeiro 27th, 2009

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse hoje, no Parlamento Europeu, que a divisa europeia demonstrou capacidade de resistência à crise. Trichet classificou de «infundados» os receios daqueles que pensam que a União Monetária europeia e o Euro estão à beira da ruptura devido à actual crise financeira. «Todas as moedas do mundo estão sob pressão face às turbulências financeiras actuais. O Euro e a Zona Euro mostraram capacidade de resistência face à crise», disse.

Perante a comissão de assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu, o presidente do BCE reiterou a sua oposição a uma derrapagem das finanças públicas por causa dos diferentes planos de relançamento económico.

Para Trichet, estas medidas, que resultam num aumento do endividamento dos Estados, não devem «em caso algum minar a confiança na viabilidade das finanças públicas, o que poderá ter como consequência a diminuição da eficácia do relançamento orçamental».

Trichet adiantou ainda que não há, por agora, perigo de deflação na Zona Euro, onde se assiste a uma «desinflação ligada à forte queda dos preços das matérias primas», situação que considerou «favorável».

O líder do Banco Central Europeu considerou que a situação económica está a melhorar e mostrou-se confiante numa recuperação económica em 2010, após um «difícil ».

Fonte: Lusa

Crise: América Latina deverá perder 2,4 milhões de empregos, em 2009

terça-feira, janeiro 27th, 2009

A crise económica mundial, em 2009, deverá afectar fortemente os empregos urbanos na América Latina e no Caribe atirando para o desemprego cerca de 2,4 milhões de pessoas, segundo o estudo “Panorama Laboral” divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

O estudo mostra que o ciclo de redução do desemprego evidenciado nos últimos cinco anos, terminará em 2009. Desde 2003, o desemprego na América Latina e no Caribe passou de 11,2% para 7,5%, em 2008. O aumento consecutivo do número de empregos foi provocado pelo crescimento económico da região que, no ano passado, se situou nos 4,6%. Em 2009, face à actual crise, a OIT prevê que a desaceleração do crescimento para 1,9% gere mais desemprego. Neste momento 15,7 milhões de trabalhores da região não têm trabalho.

As mulheres e os jovens são os mais prejudicados. Segundo o estudo, o desemprego entre os jovens nas áreas urbanas da  América Latina é 2,2 vezes maior que a média geral – 7,5% em 2008. Entre as mulheres, o número de desempregadas é 1,6 vezes maior comparativamente aos homens.

Fonte: Agências

Economia britânica reflecte crescente “sovietização” do sistema

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

O estudo “Grã-Bretanha Soviética”, realizado pelo instituto de pesquisa económica Centre for Economics and Business Research (CEBR), concluiu que a quota da despesa pública em algumas áreas do país chega a ultrapassar os 75%, noticiou o diário “The Times”. Segundo o jornal conservador espera-se que, em 2009, na região nordeste do Reino Unido, o Estado seja responsável por 66,4% da economia. Há quatro anos aquele valor era de 58,7%. Quando o Partido Trabalhista chegou ao poder, há dez anos atrás, o peso estatal na economia da região era de 53.8%.

O estudo refere que a economia britânica depende em 49% de gastos públicos. No País de Gales, aquele valor atinge 71,6%, um agravamento dramático relativamente a 2004/2005 (59%). Na Irlanda do Norte a situação é mais problemática com 77,6% da economia a depender de fundos estatais. Menos preocupante é o desempenho económico nas regiões do sul, designadamente no leste, onde a quota da despesa passou de 33% para 36% nos últimos quatro anos.

“O Estado tem um peso muito maior em algumas partes da Grã-Bretanha do que em países do ex-bloco soviético, tais como a Hungria e a Eslováquia, quando abandonaram o comunismo, nos anos 90, quando a despesa pública representava cerca de 60% das respectivas economias”, acrescenta o Times.

Fonte: The Times

Reino Unido: Grandes bancos estão em situação de insolvência técnica, dizem analistas

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

Analistas do Royal Bank of Scotland defenderam no sábado que os grandes bancos do Reino Unido estão “técnicamente insolventes” face ao grau de capitalização a preços actuais do mercado sugerindo que o governo deve continuar a conceder-lhes apoios financeiros para evitar a respectiva falência. Três meses depois da primeira intervenção, o segundo plano de resgate bancário, aprovado na semana passada pelo governo de Gordon Brown, prevê a concessão de uma ajuda de 110 mil milhões/bilhões (mm/bi) de euros ao sistema financeiro britânico.

Fontes: Independent, Libertad Digital

Reino Unido: Brown quer Nova Ordem Mundial contra proteccionismo

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

A crise financeira não deve ser uma desculpa para um regresso ao proteccionismo mas deverá antes ser vista como um parto “difícil de uma nova ordem mundial”, advertiu o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Num discurso que deverá pronunciar hoje, segundo fontes do seu gabinete, Brown vai apelar aos países para evitarem “a improvisação dos pessimistas” e “fazer o ajustamento necessário” tendente a “um futuro melhor” visando “estabelecer novas regras para esta nova ordem mundial”.

Na semana passada, face à recessão que assola a Grã-Bretanha, o governo anunciou um segundo pacote de medidas de emergência destinado a injectar liquidez e crédito na economia. Entretanto, antes de acolher em Londres, a 2 de Abril, uma cimeira do G20, Brown insiste na necessidade de ser encontrada uma resposta mundial para a recuperação da economia e a reconstrução do sistema financeiro. Downing Street frisou que Brown espera encontrar com os seus homólogos soluções globais conjuntas “para a reforma do sistema financeiro, a expansão económica e a criação de empregos.”

O chefe do executivo britânico considerou que a crise colocou o dilema de “deixar esta crise ser um sinal de que a recessão da globalização está a começar. (…) Como alguns querem, podemos fechar os nossos mercados aos capitais, aos serviços financeiros, ao comércio e à mão-de-obra e assim reduzir os riscos da globalização”, disse Brown. O chefe do governo britânico criticou as tendências proteccionistas sublinhando que elas vão “reduzir o crescimento global, privar-nos dos benefícios do comércio mundial e encurralar milhões de pessoas na pobreza.”

“Ou então – prosseguiu Brown – podemos assumir essas ameaças e esses desafios com os quais nos confrontamos hoje como contracções dolorosas para dar à luz uma nova ordem mundial e a nossa tarefa hoje não é nada mais nada menos do que permitir uma transição para uma nova ordem internacional em benefício de uma sociedade mundial em expansão.”

A cimeira dos países do G20 em Londres, a 02 de Abril, será consagrada à crise financeira, e Brown já manteve conversações com o presidente francês Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente norte-americano Barack Obama, para preparar a reunião. Neste contexto, Gordon Brown deverá reunir-se, esta semana, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, com o primeiro-ministro sul-coreano, Han Seung-Soo, e o japonês, Taro Aso, bem como o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, no Fórum económico mundial em Davos (Suíça).

O G20 agrupa os membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão), mais a África do Sul, a Arábia Saudita, a Argentina, a Austrália, o Brasil, a China, a Coreia do Sul, a Índia, a Indonésia, o México, a Rússia, a Turquia e a União Europeia.

Fonte: Agências

Bolívia: Referendo constitucional coloca país à beira da divisão

segunda-feira, janeiro 26th, 2009

A nova Carta Magna da Bolívia foi aprovada com cerca de 60% de votos a favor, segundo as projecções à boca das urnas, acentuando as divisões políticas e sociais entre apoiantes e opositores ao regime populista do presidente Evo Morales. Quase 3,9 milhões de eleitores foram chamados a votar um texto que dá um lugar preponderante às comunidades indígenas, à justiça social e ao papel do Estado, nomeadamente em matéria de recursos naturais. Evo Morales não hesitou em proclamar a “refundação da Bolívia” e o fim do Estado colonial.

O primeiro presidente indígena do país afirmou que “é o fim dos grandes proprietários” já que a dimensão máxima das explorações agrícolas passa a ser de 5000 hectares. O triunfo permite a Morales convocar eleições gerais para o final do ano, onde pode ser reeleito para um mandato de 5 anos.

Segundo os resultados preliminares, em Santa Cruz, a região mais rica do país, o “não” registou perto de 70% dos votos. Outras 4 regiões, conhecidas como a meia-lua, rejeitam o texto, confirmando uma divisão da Bolívia em dois e dando força às aspirações de autonomia dessas zonas, onde se encontram os principais recursos do país, como o gás natural. Este centro de oposição a Morales exige um grande pacto social para evitar a divisão irreversível da Bolívia.

Fonte: Agências

Crise: Terceira falência bancária nos Estados Unidos, em 2009

sábado, janeiro 24th, 2009

O banco 1st Centennial, do Estado da Califórnia (costa oeste dos EUA) declarou falência e suas atividades foram assumidas por um concorrente, informou a agência estadinidense de garantia de depósitos bancários, FDIC.Todos os depósitos da instituição que eram garantidos pela FDIC foram assumidos pelo First California Bank. No último dia 9, o 1st Centennial tinha ativos de US$ 803,3 milhões e depósitos de US$ 676,9 milhões, quase US$ 13 milhões acima do valor garantido pela FDIC.

Ano passado, a FDIC declarou a quebra de 25 bancos no país. O 1st Centennial é o terceiro a falir desde o início de 2009.

Fonte: Folha Online

China: Governo preocupado com instabilidade social gerada pela crise financeira

sábado, janeiro 24th, 2009

A cúpula do Governo chinês fez uma reunião na qual o presidente Hu Jintao alertou sobre o risco da instabilidade social gerada pelo impacto da crise financeira na China, informou hoje o jornal oficial local “Diário do Povo”.

O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) manteve uma reunião na sexta-feira na qual Hu deu as perspectivas para o próximo ano: promover o crescimento econômico, manter a estabilidade social e a capacidade de Governo do PCCh.

De forma paralela, o conselheiro de Estado Ma Kai reconheceu que seu Governo enfrenta problemas sociais.

“Devemos dar grande importância aos novos problemas sociais perante a crise internacional”, assinalou Ma Kai, citado pela agência oficial de notícias “Xinhua”.

Alguns analistas do Governo vêm alertando sobre o crescente risco de conflitos sociais como consequência do aumento do desemprego na China, um risco com o qual até agora o Executivo lidou com mão dura, censura e uma campanha de detenção de dissidentes e ativistas.

Sociólogos da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS, em inglês), uma instituição ligada ao Executivo chinês, já haviam alertado em dezembro que os conflitos poderiam se intensificar.

A taxa oficial de desemprego urbano no final de 2008 estava em 4,2%, o nível mais alto desde 2003. O número é elevado apesar de não incluir os 200 milhões de camponeses que se deslocaram às cidades na busca por trabalho nas últimas décadas, que não aparecem registrados oficialmente.

Segundo um estudo da CASS, caso se inclua essa massa de imigrantes, o índice real de desemprego na China pode passar de 9%.

Fonte: UOL

Caso Freeport: “Vou defender a minha honra e honestidade”, promete Sócrates

sábado, janeiro 24th, 2009

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que vai lutar para defender a sua honra e honestidade e manifestou-se disponível para ser ouvido pelas autoridades judiciais, no âmbito do caso Freeport, relacionado com alegado tráfico de influências.

“Quero dizer que aqueles que pensam que me vencem desta forma estão enganados. Vou lutar para defender a minha honra e a minha honestidade. Já passei por provas duras no passado e vou fazer aquilo que me compete: defender-me e esclarecer todos os portugueses”, disse.

Numa declaração aos jornalistas, no Porto, Sócrates afirmou que as notícias sobre o caso “e a forma como são apresentadas destinam-se a atingir-me pessoalmente, a fragilizar-me politicamente, e a afectar a minha honra e a minha integridade”.

O actual chefe do governo, que era ministro do Ambiente na altura dos factos, manifestou-se disponível para ser ouvido pelas autoridades judiciais.

Segundo Sócrates, o caso Freeport emergiu na última campanha eleitoral, em 2005, e volta a surgir novamente num ano de eleições, especulando com a possibilidade de estar a ser vítima de uma cabala político-partidária que viola “as normas e as leis, nomeadamente o segredo de justiça”.

O primeiro-ministro classificou como “abuso de confiança ilegítimo e inadmissível” a possibilidade de um primo seu ter enviado um e-mail aos empreendedores do Freeport exigindo contrapartidas financeiras pelo licenciamento do projecto.

“Se existe, como dizem que existe – eu não conheço – um e-mail de um filho do meu tio para o Freeport reclamando uma qualquer vantagem para si, invocando o meu nome, considero isso um abuso de confiança. E considero que essa invocação é completamente ilegítima e inadmissível”, afirmou Sócrates.

O jornal Expresso afirma na sua edição de hoje que um primo de José Sócrates, filho do seu tio Júlio Monteiro, “pediu à Freeport uma recompensa por ter posto a empresa em contacto com o governo”.

José Sócrates disse aos jornalistas, no Porto, ter “afecto e estima” pelo tio Júlio Monteiro, que reputou de “pessoa séria e íntegra”.

Fonte: Lusa

Inovação: Portugal subiu cinco lugares no ranking da UE

sábado, janeiro 24th, 2009

Portugal foi o quinto país que mais progrediu no ranking europeu da inovação ao passar da 22.ª para a 17.ª no conjunto dos 27 países membros da União Europeia. De acordo com o “European Innovation Scoreboard 2008”, divulgado esta semana em Bruxelas pela Comissão Europeia, Portugal passou do grupo dos “países em recuperação” para o grupo dos “inovadores moderados”, que agora lidera, em termos de crescimento, à frente da Espanha e da Itália.

Fonte: MRA/Agências

EUA: Obama ordena suspensão das útimas medidas da Era Bush

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

O novo governo de Barack Obama ordenou a todas as agências e departamentos federais que suspendam quaisquer processos de regulamentação até novas ordens presidenciais. “Nesta tarde, o chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, assinou um memorando enviado a todas as agências e departamentos pedindo-lhes para pararem com todas as regulamentações pendentes até que uma revisão legal e de directrizes possa ser conduzida pelo novo governo”, disse a Casa Branca em comunicado, horas depois após a cerimónia de posse.

A revisão é uma ferramenta normalmente usada por uma nova administração para atrasar medidas dos presidentes cessantes, conhecidas nos EUA como “regulações da meia-noite”, tomadas entre a eleição e o dia da posse. Tais regulações foram amplamente usadas por ex-presidentes recentes, incluindo o democrata Bill Clinton, o republicano George Bush.

Regras tardias e controversas formuladas pelo agora ex-presidente Bush incluem a permissão para o porte de armas em alguns parques nacionais e a retenção de verbas para instituições de saúde que discriminem médicos e enfermeiras objectores de consciência relativamente ao aborto e que se recusam a distribuir anticoncepcionais com argumentos religiosos.

A lei federal exige um período de 60 dias até que qualquer importante mudança regulatória entre em vigor, de modo que alguns presidentes tentam publicar o maior número ordens executivas para assegurar que elas possam vigorar antes da posse do novo presidente.

Obama reúne-se hoje com o alto comando militar americano a fim de debater o plano de retirada das tropas do Iraque. O encontro, além de sinalizar o empenho do presidente em cumprir uma de suas promessas eleitorais, marca também uma nova política relativamente às guerras no Iraque e no Afeganistão.

O primeiro dia de trabalho do novo presidente americano inclui a nomeação de uma equipa de enviados especiais ao Oriente Médio, a fim de avaliar a situação actual da Faixa de Gaza. Os nomes dos enviados especiais foram todos sugeridos pela nova secretária de Estado, Hillary Clinton.

Na área de economia, a votação pelo plenário do Senado do nome de Timothy Geithner, indicado para o Tesouro, está agendada para quinta-feira. O novo secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que “acções para acelerar o processo de regulamentação do mercado financeiro estão previstas para a primeira semana de trabalho”. Obama, porém, vai aguardar a votação do Congresso para iniciar a sua agenda económica.

Robert Gibbs também confirmou que o primeiro presidente afro-americano na história dos EUA pretende assinar ordens executivas durante a primeira semana de trabalho, mas recusou-se a comentar se o encerramento da prisão de Guantanamo será uma delas.

MRA Alliance/Agências

Crise: Tomada de posse de Obama não impediu dia negro nas bolsas

quarta-feira, janeiro 21st, 2009

Wall Street reagiu em sentido contrário aos desejos de mudança e às promessas de solução da crise financeira reafirmados ontem pelo novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante o discurso da tomada de posse, em Washington, numa demonstração de que os mercados são insensíveis à retórica dos políticos.

O índice Dow Jones registou a maior queda dos últimos 124 anos, a maior num dia da entrada em funções de um novo governo estadunidente. O indicador recuou 4% e ultrapassou a barreira psicológica dos 8 000 pontos, dando razão aos analistas que prevêem uma correcção do índice bolsista norte-americano para níveis entre os 6 500 e os 7 000 pontos, até ao final do ano. Os índices Nasdaq e S&P 500 caíram mais de 5%, durante a sessão de