Archive for setembro, 2008

Inglaterra: Santander vai comprar contas e sucursais do Bradford & Bingley

segunda-feira, setembro 29th, 2008

O Banco Santander anunciou esta madrugada que comprará as sucursais e as contas dos clientes do banco britânico Bradford & Bingley, através da sua subsidiária Abbey National, após o anúncio da sua nacionalização esperada para esta manhã, em Londres. “As contas da clientela e a rede de sucursais serão assumidas por Abbey. Os detalhes serão conhecidos mais adiante”, disse um porta-voz do Santander, citado pela agência France Press. Segundo a imprensa especializada, o governo britânico deverá anunciar igualmente a nacionalização do conjunto dos empréstimos em curso do Bradford & Bingley, incluindo mais de 41 mil milhões/bilhões (mm/bi) de libras (EUR 52 mm/bi) em empréstimos imobiliários.

Benelux: Governos iniciam processo de nacionalização do banco Fortis

segunda-feira, setembro 29th, 2008

O banco Fortis foi parcialmente nacionalizado pelos governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo (Benelux) para evitar as consequências económicas e sociais da falência do maior grupo financeiro belga. O Estado belga vai comprar 49% das operações na Bélgica por EUR 4,7 mil milhões/bilhões (mm/bi). A Holanda pagará EUR 4 mm/bi por uma participação idêntica nas operações holandesas. O Luxemburgo concedeu um empréstimo, convertível em 49% das acções, no valor de EUR 2,5 mm/bi. O ministro holandês das Finanças Wouter Bos afirmou à televisão holandesa NOS que o governo “está a comprar poder no banco para ter maior influência nas decisões que vão ser tomadas. Isso, é o que os depositantes necessitam nesta altura.” A afirmação de Bos significa que a operação de salvamento iniciou o processo de nacionalização, o qual será concluído caso a crise se agrave e o banco demonstre incapacidade para resolver os problemas de liquidez. O conglomerado do sector bankassurance precisa refinanciar EUR 10 mm/bi em títulos com maturidades até ao final de 2009. No final de Junho, a sua carteira em instrumentos derivativos – CDO’s e MABS’s – somava EUR 41,7 mm/bi. No primeiro semestre do ano, o Fortis registou perdas nos lucros antes de impostos superiores a EUR 918 milhões. MRA Dep. Data Mining

Alemanha: Banco hipotecário temporariamente salvo da bancarrota

segunda-feira, setembro 29th, 2008

O banco alemão especializado em financiamentos hipotecários – HRE/Hypo Real Estate recebeu um empréstimo de emergência de um consórcio bancário germânico para evitar o colapso financeiro, noticiou no domingo a agência norte-americana Bloomberg. O valor do pacote financeiro foi estimado em dezenas de milhares de milhões/bilhões de euros. No sábado, o Financial Times Deutschland publicara a notícia da falência iminente. O HRE, o primeiro banco do índice bolsista alemão DAX a entrar numa situação de pré-ruptura, perdeu quase 90% do seu valor, desde 2007. Só este ano, as acções já caíram 62%. As causas estão relacionadas com a subsidiária irlandesa Depfa, devido a operações especulativas, elevada exposição a instrumentos derivativos e a créditos de má qualidade. No ano passado, o conglomerado financeiro bávaro adquiriu o banco hipotecário irlandês Depfa por EUR 5,7 mil milhões/bilhões (mm/bi), numa operação que o colocou na liderança europeia do segmento. Após a operação de salvamento, a holding HRE emitiu um comunicado no qual informou a decisão de “depreciar o valor contabilístico” da participação na Depfa e a suspensão do pagamento de dividendos, em 2008. MRA Dep. Data Mining

Bancarrota ameaça as finanças do Paquistão

domingo, setembro 28th, 2008

As actuais reservas monetárias do Paquistão – USD 3 mil milhões/bilhões (mm/bi) – só chegam para comprar bens essenciais até ao fim do ano e o país corre o risco de não ter fundos para pagar os juros da dívida externa, informou hoje a cadeia árabe de televisão Al Jazeera. O país gasta mensalmente USD 1 mm/bi na aquisição de bens essenciais. A estação televisiva transmitiu uma reportagem de Islamabade dando conta do aumento das tensões sociais, face à duplicação dos preços dos bens alimentares e energéticos. A escalada da violência política e dos atentados bombistas ajudam a complicar uma situação já de si política e socialmente explosiva. Saquib Sherani, conselheiro económico do primeiro-ministro, Yusuf Reza Gilani, informou que o Paquistão precisa urgentemente de USD 7 mm/bi para saldar os seus compromissos de curto prazo. “É muito dinheiro e nós precisamos dele com urgência. (…) As reservas só chegam para pagar as importações durante um mês”, disse Sherani ao canal de televisão. O conselheiro paquistanês informou que, desde Junho, Islamabade tem tentado obter mais fundos dos países doadores mas, até agora, sem sucesso. O papel estratégico do Paquistão na “Guerra contra o Terror”, segundo Sherani, exige o apoio político e financeiro da comunidade internacional. “Se a situação continuar e o Paquistão não conseguir resolver os problemas, isso constituirá uma grande, grande vitória para aqueles que querem desestabilizar o país.” Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos (EUA), China, Emiratos Árabes Unidos (EAU), Canadá, Turquia, Austrália e Itália, juntamente com a União Europeia e a ONU, concordaram na sexta-feira “desenvolver uma abordagem coordenada e exequível” para solucionar as questões relacionadas com a “segurança, desenvolvimento e necessidades políticas na fronteira” mas não prometeram ajuda financeira. Uma nova reunião foi marcada para Outubro, em Abu Dhabi, capital dos EAU.

UE: Bancos à beira da falência em Inglaterra e na Bélgica

domingo, setembro 28th, 2008

O banco hipotecário britânico Bradford & Bingley deverá ser nacionalizado hoje na sequência da tentativa falhada das autoridades reguladoras e do Tesouro da Grã-Bretanha em encontrar um comprador para impedir a falência, revelou hoje o Financial Times. Nos últimos 12 meses as acções da instituição registaram uma quebra superior a 93%. O elevado grau de exposição a créditos de alto risco e a corrida aos depósitos, nas últimas semanas, colocaram-no na mesma situação do banco Northern Rock, nacionalizado desde Fevereiro. A forte contracção do mercado hipotecário britânico deixa pouca margem de manobra às autoridades. Ou assumem o controlo da instituição, e dão garantias aos depositantes que o seu dinheiro está em boas mãos, ou é decretada a falência. Na Bélgica, o banco Fortis também suscita preocupações. Ontem, o ministro belga das Finanças, Didier Reynders, reconheceu as condições adversas do mercado e informou os media que “se fôr necessário” o governo tomará as medidas adequadas à situação. “Garantimos que nenhum cliente, nenhum depositante, será abandonado”, prometeu. As acções do banco belga-holandês caíram a pique depois de terem surgido notícias sobre a corrida aos depósitos. Na sexta-feira, a instituição, que opera na área da banca e dos seguros, viu as suas acções registarem uma quebra de 20%. As perdas acumuladas nas últimas 52 semanas ultrapassam os 30%. A descapitalização do banco começou em 2007, com o investimento de EUR 24,2 mil milhões na compra do banco ABN Amro da Holanda, em consórcio com o Royal Bank of Scotland e o Banco Santander. A crise financeira global agravou-se desde então e atirou o banco belga-holandês para a lista dos condenados. O Fortis é o maior empregador privado da Bélgica e gere contas de um 1,5 milhões de particulares. MRA Dep. Data Mining

EUA: Pacto nuclear com Índia abre precedente favorarável ao Irão

domingo, setembro 28th, 2008

O Senado norte-americano prepara-se para votar nas próximas semanas o pacto nuclear com a Índia, aprovado na sexta-feira pela Câmara dos Representantes, que estabelece a cooperação bilateral na produção de energia atómica, até 2050. O acordo, que prevê a transferência de tecnologia e o abastecimento de material nuclear, porá fim à proibição da cooperação nuclear com a Índia e marca o início de uma nova relação estratégica entre Washington e Nova Deli. O pacto foi criticado por vários organismos americanos e internacionais por a Índia não ser signatário do Tratado de Não Proliferação. O acordo nuclear indo-americano, segundo os críticos, fará crescer o arsenal nuclear indiano e vai desencadear uma corrida armamentista no continente asiático. Por outro lado, cria um precedente favorável à estratégia do Irão de desenvolver um programa nuclear para fins civis. MRA Dep. Data mining

EUA: Orçamento 2009 agrava défices e complica situação financeira

domingo, setembro 28th, 2008

O Congresso dos Estados Unidos, enquanto as atenções estão concentradas na aprovação do bilionário programa de salvação da indústria financeira, aprovou o orçamento para 2009, no valor de USD 634 mil milhões/bilhões (mm/bi), o maior na história do país. O “sim” dos congressistas, maioritariamente afectos ao Partido Democrata, equivale a uma faca de dois gumes. Por um lado, dá cobertura legal ao financiamento da máquina governamental, que na próxima semana esgota o orçamento de 2008, permitindo-lhe que continue a funcionar sem apertos ,após as presidenciais de 4 de Novembro. Por outro, aos olhos dos eleitores americanos, que naquele dia também elegem uma parte dos seus representantes no Congresso, a dimensão dos gastos é um sinal de que a classe política é incapaz de controlar as finanças públicas, reduzir os estratosféricos custos provocados pelo laxismo orçamental e fiscal e aplicar políticas que melhorem a saúde económica do país e promova a justiça social. Porque o tempo urge, a câmara legislativa estadunidense já enviou o projecto orçamental para a Casa Branca na expectativa de seja rapidamente assinado pelo presidente George W. Bush. O documento inclui a alocação de USD 487,7 mm/bi para a Defesa, USD 40 mm/bi para a Segurança Interna e USD 72,9 mm/bi para construções militares, registando um crescimento de 6% face ao orçamento de 2008. O projecto orçamental contempla a inclusão de USD 25 mm/bi em subsídios estatais para ajudar a periclitante indústria automóvel. Tal como noticiámos em Julho, a dotação confirma os perigos que ameaçam os três ícones do capitalismo americano – General Motors, Ford e Chrysler. Os subsídios aos três fabricantes vão custar aos contribuintes USD 7,5 mm/bi. O restante será concedido sob a forma de empréstimos com taxas de juro abaixo dos preços de mercado para a modernização de fábricas e a construção de veículos que poluam menos e economizem combustível. As companhias só começarão a amortizar os empréstimos a partir de 2015. ONG’s de controlo sobre políticas públicas identificaram mais de 2300 projectos especiais que consumirão recursos superiores a USD 6,5 mm/bi. Muitos deles satisfazem os grupos de interesses que mais investem em actividades de lóbi e no financiamento aos dois únicos partidos representados no Congresso – Democrata e Republicano. MRA Dep. Data Mining

Rússia propõe cimeira pan-europeia sobre segurança

domingo, setembro 28th, 2008

A Rússia propôs hoje em Nova Iorque, no quadro da 63.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), a realização de uma cimeira pan-europeia para a criação de um novo sistema de segurança colectiva na Europa. “A actual arquitectura da segurança europeia não superou o teste que lhe foi feito por acontecimentos recentes”, declarou Serguei Lavrov. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo aludia à crise na Geórgia e às independências unilateralmente proclamadas pelas repúblicas rebeldes da Ossétia do Sul e da Abcázia. Lavrov recordou que o presidente russo, Dmitri Medvedev, está apostado num novo Tratado para a Segurança na Europa. MRA Dep. Data Mining

Brasil: Gigantes brasileiros registaram prejuízos bilionários em negócios especulativos

sábado, setembro 27th, 2008

Grandes companhias exportadoras brasileiras perderam nas últimas semanas mais de 1,3 mil milhões/bilhões de reais em operações especulativas com vários tipos de instrumentos derivativos, noticiou hoje a agência Bloomberg. A empresa agro-alimentar Sadia e a Aracruz Celulose registaram pesadas perdas em derivativos de câmbio. A agência estadunidense especializada em informação económica refere que mais empresas brasileiras que operam no mercado das commodities poderão vir a sofrer igualmente prejuízos avultados. A desvalorização do real em 15%, desde 1 de Agosto, terá sido a causadora do fiasco especulativo com derivativos para cobertura de riscos de câmbio. A Sadia, segunda maior companhia alimentar do país, anunciou perdas de 760 milhões de reais (USD 410 milhões). A Aracruz informou o mercado que os prejuízos “são avultados” mas não podem ser ainda contabilizados com rigor. Os director financeiros das duas empresas foram despedidos. Na sessão de ontem da Bolsa de São Paulo (Bovespa), as acções da Sadia caíram 35% e as da Aracruz 17%, as maiores desvalorizações desde 1994 e 1997, respectivamente. O Banco Bradesco, num e-mail aos clientes, revelou que a CVRD/Companhia Vale do Rio Doce, o maior produtor de minério de ferro do mundo, perdeu 600 milhões de reais (USD 325 milhões) com o mesmo tipo de derivativos. Dada a sua dimensão e saúde financeira, a acções da CVRD caíram apenas 3,7%. O índice Bovespa caíu 2%, também ajudado pelos modestos resultados das exportações. O sentimento no mercado bolsista brasileiro é de preocupação por se desconhecer, por enquanto, o grau de exposição das principais empresas cotadas aos instrumentos derivativos e o respectivo grau de alavancagem. MRA Dep. Data Mining

EUA: Banqueiros receberam prémios 10 vezes superiores aos empréstimos para desenvolvimento de países pobres

sábado, setembro 27th, 2008

Os principais banqueiros das cinco maiores instituições financeiras de Wall Street receberam USD 3,1 mil milhões/bilhões em salários, bónus e prémios de gestão nos últimos cinco anos, noticiou hoje a agência Bloomberg. Os executivos foram remunerados pelos ruinosos negócios que fizeram com derivativos de crédito. Estes instrumentos financeiros são os principais causadores da maior crise financeira desde a Grande Depressão. O actual secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, recebeu USD 111 milhões, entre 2003 e Julho de 2006, mês em que tomou posse do actual cargo. Após a recusa inicial, Paulson, arquitecto do polémico plano de salvação da indústria financeira americana, aceitou a imposição de limites aos salários dos banqueiros privados durante a audição perante o Congresso, na passada quarta-feira. Os partidos com assento na câmara legislativa exigem a adopção de tal medida como condição para a aprovação do “Plano Paulson”, que prevê que o Estado assuma dívidas e injecte USD 700 mm/bi para consertar o sistema financeiro do país. O valor de USD 3,1 mm/bi é quase 11 vezes superior aos empréstimos concedidos, em 2006, pelas Nações Unidas , a 16 países pobres para investimentos em projectos para a melhoria das condições de vida da população rural. MRA Dep. Data Mining

WaMu entrou com processo de falência judicial

sábado, setembro 27th, 2008

O conglomerado financeiro americano WaMU/Washington Mutual, apresentou o pedido de protecção de credores ao abrigo do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, após ter passado para o controlo do regulador FDIC/Federal Deposit Insurance Corporation, no passado dia 25. O processo da maior falência bancária na história dos EUA, foi apresentado em Delaware e inclui a subsidiária WMI Investment Corp, segundo a agência de comunicação Business Wire. A falência foi provocada depois de, em apenas 10 dias, os clientes terem levantado das contas USD 16,7 mil milhões/bilhões (mm/bi). A carteira de clientes foi adquirida na quinta-feira pelo JPMorgan Chase por USD 1,9 mm/bi. O comprador passou a ser o maior banco dos EUA em depósitos. MRA Dep. Data Mining

Wachovia entre a falência e venda ao desbarato

sábado, setembro 27th, 2008

O processo de insolvência do Wachovia agudizou-se nos últimos dias. O banco norte-americano poderá em breve ser adquirido por três instituições –Citigroup, Wells Fargo ou Santander – ou pedir a protecção dos credores, noticiou o Wall Street Journal. A notícia confirma as nossas previsões de 15 de Setembro. A agência Bloomberg, por seu turno, atribui ao CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, a definição do caminho provável para a sorte do Wachovia: “Esperar para ver se os reguladores assumem o controlo do banco, depois comprar os melhores activos e o governo que fique com o resto.” Esta foi a estratégia seguida com êxito na compra do que sobrou do WaMu/Washington Mutual. O valor que o JPMorgan pagou pelos activos do WaMu – USD 1,9 mil milhões/bilhões – representa uma modesta parcela do preço que propôs ao Wachovia, em Março. O negócio não realizou por a administração do Wachovia ter considerado “muito baixo” o valor da oferta. MRA Dep. Data Mining

EUA: Apenas 22% dos americanos apoiam “Plano Paulson”

sábado, setembro 27th, 2008

Uma sondagem USA Today/Gallup, realizada na quarta-feira, indica que a maioria dos 1019 inquiridos desaprova o plano de salvação da indústria financeira apresentado ao Congresso dos Estados Unidos, há uma semana, por Henry Paulson, secretário do Tesouro da administração Bush/Cheney. Mais de metade (56%) acha que o poder legislativo deve aprovar medidas de emergência contrárias às sugeridas pelo governo. A libertação de fundos públicos no montante de USD 700 mil milhões/ bilhões para combater a crise apenas mereceu o apoio de 22%. Um em cada 10 inquiridos defende que o Congresso não deverá tomar qualquer iniciativa. Significativamente, 43% revelaram seguir o assunto “com muita atenção” e 37% com “alguma atenção”. Com 8 em cada 10 americanos atentos às tensas negociações entre os partidos Republicano e Democrata, é praticamente seguro que o “Plano Paulson” será recusado pela câmara legislativa estadunidense. A pressão da opinião pública, a escassos 40 dias das eleições presidenciais, deverá levar o Congresso a apoiar medidas que limitem os riscos do investimento público e que punam as empresas e gestores responsáveis pelo enfraquecimento do sistema financeiro global. Um significativo número de congressistas do Partido Republicano, que controla a presidência do país, rebelou-se e recusa qualquer tipo de acordo acusando o governo de “práticas socialistas”. Os democratas, maioritários nas duas câmaras do Congresso, afirmam que só assinam um compromisso desde que o presidente Bush convença os congressistas do próprio partido a subscrever um acordo bipartido. Na sexta-feira, dia do primeiro debate pr