Archive for julho, 2008

Israel: Olmert demite-se após eleições partidárias em Setembro

quinta-feira, julho 31st, 2008

O primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert, actualmente sob investigação por suspeita de envolvimento num alegado caso de corrupção, anunciou ontem num discurso televisionado que se demitirá logo que o partido Kadima escolha o seu sucessor. As eleições partidárias, estão marcadas para final de Setembro. As consequências imediatas do anúncio são a paralisação das negociações de paz Israel-Autoridade Palestiniana e entre Israel e a Síria, mediadas pela Turquia. A saída de cena de Olmert poderá ser o golpe de morte na tentativa do líder hebraico e do presidente George W. Bush, de conseguirem a celebração de acordos de paz israelo-árabes antes de abandonarem os respectivos cargos. Os opositores de Olmert, dentro e fora da maioria parlamentar que apoia o governo, questionam crescentemente a sua legitimidade para fazer concessões históricas a Israel, semelhantes ao que classificam de “humilhante acordo” celebrado com os xiítas libaneses do Hezbollah para a troca de prisioneiros e reféns, realizada há poucas semanas. O chefe do executivo israelita reafirmou no discurso o seu empenhamento no processo de paz mas reconheceu ter perdido margem de manobra negocial desde o início das investigações sobre alegados crimes de suborno, fraude e abuso de confiança, durante os anos em que foi presidente da câmara de Jerusalém e ministro. “A presente campanha de difamação – disse Olmert que inclui pessoas seriamente convencidas das virtudes do Estado e da sua imagem, levantam uma questão que eu não posso ignorar: O que é mais importante? A minha própria defesa ou o bem público?” MRA/Agências

Doha atira OMC ao tapete e faz estremecer a globalização

quarta-feira, julho 30th, 2008

A Organização Mundial do Comércio (OMC) – após o fracasso de ontem de um acordo entre países ricos e pobres para encerrar a Ronda de Doha e avançar na liberalização global do comércio – sai com menos poder e influência devendo remeter-se nos próximos anos a um período de hibernação. A cara superestrutura do comércio mundial vai limitar-se à arbitragem de conflitos enquanto se aguarda a eleição de um novo governo nos Estados Unidos (EUA) e os desenvolvimentos no seio da União Europeia (EU) – eleições para o Parlamento Europeu (Junho/2009) e um novo mandato da Comissão Europeia (Outubro/2009). Até lá assistiremos a movimentações dos 154 países membros da OMC para a celebração de acordos no plano bilateral já que, no âmbito multilateral, predominam o autismo e o proteccionismo. “Devemos preparar-nos para o ataque dos que vão declarar que isto é o fim da OMC. Tal posição é um absurdo. A OMC é o árbitro do sistema comercial baseado em regras e vai continuar a ser o local para futuras negociações, amplas ou específicas”, sublinhou num comunicado a Associação Nacional das Indústrias dos EUA, aparentemente confortada. Pascal Lamy, director-geral da OMC, prometeu não desistir e disse que vários ministros lhe pediram para retomar em breve as negociações. Porém, admitiu ser preciso deixar assentar a poeira, mantendo entretanto activos os mecanismos de consulta com os países membros. Celso Amorim, o chefe da diplomacia brasileira, estimou em “três a quatro anos” o tempo necessário para reiniciar o diálogo. O comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, actualmente, considera insanáveis os diferendos entre países ricos e pobres sobre a abertura dos mercados agrícolas, dos bens industriais e dos serviços. Os países em desenvolvimento defenderam um mecanismo especial de salvaguardas para pequenos agricultores contra surtos de importações. A intransigência dos EUA e da Europa para a manutenção dos subsídos agrícolas agrava o desentendimento. Mendelson, um britânico defensor da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e do desmantelamento progressivo do proteccionismo, considerou que o resultado de Genebra foi “um revés significativo para todo o sistema comercial internacional. Todos saríamos ganhadores com um acordo. Sem ele, todos perdemos”. Por seu turno, Lamy lamentou não se ter conseguido avançar no sentido de uma política global contra o proteccionismo. “A minha esperança é que, devido à elasticidade do sistema, ele possa resistir à estrada esburacada que temos pela frente”, afirmou. Os litígios sobre o comércio de carnes, bananas e algodão continuarão a alimentar a pressão dos países em desenvolvimento, enquanto a exigência para o desarmamento fiscal e alfandegário para os bens industriais e serviços será o cavalo de batalha dos países industrializados. Resta à OMC o papel de árbitro. Em declarações à agência Reuters, David Woods, da empresa de consultadoria World Trade Agenda e ex-porta-voz do Gatt/Acordo Geral de Tarifas e Comércio, antecessora da OMC, considerou que o falhanço de Doha “é uma oportunidade perdida”. Porém, adiantou, “a OMC vai continuar a servir para resolver disputas [área] onde a sua integridade está intacta.” MRA Dep. Data Mining

OMC: Sarkozy lidera grupo de pressão europeu contra emergentes

terça-feira, julho 29th, 2008

As negociações da Organização Mundial do Comércio (