11 de Setembro podia ter tido um quinto atentado, revela Wikileaks

Segundo o WikiLeaks, uma quinta equipa de suicidas, composta por três homens, deveria ter cometido um quinto ataque nos atentados de 11 de Setembro, em Nova Iorque, de acordo com novos documentos confidenciais da administração norte-americana, agora revelados pela organização de Julian Assange.

O ataque terá sido abortado nos últimos minutos e os terroristas regressaram a Doha, via Londres, em vez de embarcarem num voo doméstico com destino à capital norte-americana. Segundo as informações divulgadas, os homens voaram de Londres para Nova Iorque, através da British Airways, três semanas antes dos atentados e andavam a vigiar os alvos da rede terrorista – as Torres Gémeas, a Casa Branca, o Pentágono e a sede da CIA. Naturais do Qatar e identificados como Meshal Alhajri, Fahad Abdulla e Ali Alfehaid, estão desde então em paradeiro desconhecido e com um mandado de captura do FBI.

Outros documentos revelados pelo site Wikileaks mostram que a Al-Qaeda está a tentar adquirir material radioactivo e recrutar especialistas para fabricar uma “bomba suja”. A informação foi publicada ontem pelo jornal inglês “The Telegraph”. Os documentos secretos são de Janeiro de 2009 e dão conta que a organização terrorista estava então prestes a obter armas biológicas e químicas “viáveis e eficientes”, capazes de matar milhares de pessoas no Ocidente e contaminar extensas áreas por vários anos.

Os relatórios confidenciais foram elaborados para um encontro na NATO e informam os estados-membros sobre o plano da rede de Bin Laden. Estes indicam também, com base em documentos da Al-Qaeda descobertos em 2007 no Afeganistão, que a organização apresentava “grandes avanços” na área do bioterrorismo. Já em Junho de 2008, um oficial indiano da Segurança terá dito aos EUA que os terroristas tinham feito uma “tentativa para obter material de fissão” e tinham “a competência técnica para produzir um engenho explosivo que ia além de uma mera bomba suja”.

Ontem um deputado norueguês, Snorre Valen, candidatou Julian Assange ao prémio Nobel da Paz em 2011. “Liu Xiaobo recebeu o Nobel da Paz no ano passado pelo seu combate a favor dos direitos humanos, da democracia e da liberdade de expressão na China. Da mesma forma, o WikiLeaks contribuiu para a promoção desses mesmos valores a nível mundial ao destacar, entre outras coisas, a corrupção, os crimes de guerra e a tortura”, argumentou o deputado socialista Valen.

MRA Alliance/ionline

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