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Especuladores duplicam aposta na queda das obrigações portuguesas

A dívida portuguesa esteve sob uma pressão anormalmente elevada nos mercados financeiros na semana passada, alimentada por declarações do comissário europeu Joaquín Almunia sobre a necessidade de Portugal intensificar as medidas de redução do défice orçamental. O preço das Obrigações do Tesouro a 10 anos (OT) afundou, fazendo disparar a rendibilidade (”yield”) exigida pelos investidores para adquirirem os títulos portugueses.

O forte movimento de subida levou as “yields” aos 4,738% na quinta-feira, o nível mais elevado desde Março de 2008, quando se temia uma depressão na economia mundial.

MRA Alliance/Jornal de Negócios

Aumenta número de pais que não pagam os colégios privados

Colégios a pedir empréstimos bancários para poder gerir as dívidas contraídas pelos pais que não pagam as propinas dos filhos ou externatos a enfrentar prejuízos de milhares de euros por causa dos atrasos sistemáticos nos pagamentos das mensalidades. Estes são os efeitos da crise a atingir os casais com filhos no ensino privado que, mesmo assim, tentam evitar a todo o custo transferir as crianças para as escolas públicas.

“São as instituições afastadas dos grandes centros urbanos que mais têm sido prejudicados com esta recessão económica”, diz João Alvarenga, presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP). No colégio de São Mamede, no concelho de Batalha, as dificuldades já se arrastam desde 2008, mas foi sobretudo neste ano lectivo que se agudizaram. “Neste momento, cerca de 30% das famílias não conseguem pagar as propinas ou atrasam os pagamentos”, explica Manuel António Madama, director da instituição que acolhe 355 alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico.

MRA Alliance/ionline

Face Oculta: BE quer Parlamento a investigar alegada intervenção do Governo na TVI

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou hoje que vai propor a constituição de uma comissão de inquérito parlamentar sobre a alegada intervenção do Governo na intenção de compra de parte da TVI pela PT.  anúncio foi feito pelo líder do BE, Francisco Louçã, em conferência de imprensa, em Lisboa.

A constituição de uma comissão de inquérito implica o apoio de, pelo menos, um quinto dos 230 deputados, ou seja, 46. O BE tem atualmente 16 deputados, o PCP 13, “Os Verdes” 2, o CDS-PP 21, o PSD 81 e o PS 97.

Na sexta-feira, o semanário “Sol” transcreveu extractos do despacho em que aquele magistrado considera haver “indícios muito fortes da existência de um plano” em que estaria envolvido o primeiro-ministro, José Sócrates, para controlar a TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz da estação de televisão. Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas. No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos.

MRA Alliance/Público

Segundo Governo Sócrates já recrutou quase 1 500 pessoas

O segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro. Só para os gabinetes ministeriais já foram recrutadas 997 pessoas, 323 sem qualquer vínculo à Administração Pública. Estas são as principais conclusões que se podem retirar da pesquisa efectuada pelo PÚBLICO aos despachos publicados em Diário da República até à última sexta-feira.

Estes números significam que o Governo de José Sócrates já nomeou mais pessoas do que os executivos liderados por Santana Lopes e Durão Barroso.

MRA Alliance/Público

PSD pede ao Parlamento que analise liberdade de expressão em Portugal

A líder do PSD disse, ontem, que o seu partido pediu à Comissão de Ética do Parlamento para analisar a situação da liberdade de expressão em Portugal. “Está feito um requerimento à Comissão de Ética para que se veja em que situação está a liberdade de expressão em Portugal”, declarou Manuela Ferreira Leite aos jornalistas, na Assembleia da República.

A presidente do PSD falava no mesmo dia em que a edição do semanário Sol transcreveu extratos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que este considera haver “indícios muito fortes da existência de um plano”, envolvendo o primeiro-ministro, José Sócrates, para controlar a estação de televisão TVI e afastar a jornalista Manuela Moura Guedes e o director-geral José Eduardo Moniz.

Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.

Sobre a notícia, Manuela Ferreira Leite declarou apenas: “Eu, durante meses, falei sobre esse assunto e, portanto, neste momento nada tenho a comentar, a não ser a certeza de que já falei nisso há muito tempo e que ninguém, provavelmente, levou a sério”.

O PS vai viabilizar o requerimento do PSD para que a Comissão de Ética realize um conjunto de audições sobre o exercício da liberdade de expressão em Portugal, anunciou hoje a deputada socialista Inês de Medeiros.

Contactada pela agência Lusa, Inês de Medeiros sublinhou que o PS não considera que exista falta de liberdade de expressão em Portugal mas, apesar disso, “aceita obviamente realizar uma série de audições” sobre esta temática.

José Eduardo Moniz, considera “assustador” o teor da notícia do semanário Sol por “confirmar os indícios” de ingerência governamental na TVI e defende que o primeiro-ministro “não tem condições” para continuar a governar. “Acho que este primeiro-ministro, pelas fragilidades de carácter que tem vindo a revelar, não tem condições objectivamente para continuar a ser primeiro-ministro”, afirmou.

“É lamentável que isto aconteça, que a democracia portuguesa seja abalada por situações deste género e que haja conluios entre poder político e poder económico no sentido de condicionar o livre jornalismo em Portugal”, afirmou o ex-director-geral da TVI.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) emitiu um comunicado exigindo uma averiguação urgente e até às últimas consequências das suspeitas de existência de um plano para controlar órgãos de informação, envolvendo o Governo e diversas personalidades.

MRA Alliance/DN/JM/Lusa

Lei das Finanças Regionais aprovada mas constitucionalidade vai ser fiscalizada

O PS e o Executivo viram ontem a oposição em bloco - e ainda o deputado socialista da Madeira Luís Miguel França - aprovar a nova Lei das Finanças Regionais.O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, assegurou que o Executivo vai procurar “limitar o endividamento e controlar as transferências do Estado para as regiões autónomas através dos poderes que lhe são conferidos pela Lei de Enquadramento Orçamental.

As bancadas da oposição reagiram contrapondo que a nova lei estabelece um limite de endividamento de 50 milhões, quando em 2009 a Região foi autorizada a contrair cerca de 130 milhões e mais 79 milhões de nova dívida pelo Orçamento Rectificativo deDezembro.

No entanto, o PS vai pedir a fiscalização preventiva de constitucionalidade do diploma. Segundo Ricardo Rodrigues, vice da bancada PS, a versão final do diploma deveria ter sido enviada aos “órgãos de Governo” das regiões autónomas para efeitos de audição prévia, mas tal não aconteceu. Rodrigues argumenta que o TC já tem jurisprudência favorável a esta necessidade imperativa de audição prévia. Os juízes terão 20 dias para decidir.

Jaime Gama, presidente da AR, limitou-se a enviar o articulado àqueles orgãos “para informação”, antes ainda das alterações ontem introduzidas no plenário.

MRA Alliance/Agências

OCDE: Sinais de retoma reforçam em Portugal e recuam na Grécia

Portugal está a acompanhar a generalidade das economias europeias no reforço dos sinais que sugerem um fortalecimento da actividade económica. A Grécia é a excepção no panorama europeu, revelam os indicadores actualizados ontem pela OCDE.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o indicador avançado para Portugal subiu em Dezembro pelo nono mês consecutivo e ultrapassou pela primeira vez, desde pelo menos há um ano, a barreira dos 100 pontos, que corresponde à média de longo prazo, apontando para o prosseguimento de uma trajectória de recuperação económica.

O indicador avançado da OCDE – que tenta antecipar como a economia evoluirá nos próximos seis meses, antecipando inversões prováveis do ciclo económico – subiu, no caso de Portugal, de 99,90 em Novembro para 100,92 em Dezembro (último mês para o qual há dados disponíveis). Em Dezembro de 2008, o indicador cifrava-se em 93,47 pontos.

Em Espanha e na Irlanda, os sinais de restabelecimento da actividade económica continuaram, por seu turno, a fortalecer-se, mas com variações mensais mais ténues (0,57 e 0,16, respectivamente) do que as observadas em Portugal e no conjunto da Zona Euro.

No caso grego, a actividade económica parece ter perdido “pulso”, com o indicador avançado a recuar de 98,70 em Novembro para 98,58 em Dezembro, depois de ter atingido 98,74 em Outubro.

MRA Alliance/Jornal de Negócios

Angola deve a empresas portuguesas mais de 500 milhões de euros

Obras em AngolaA dívida do Estado angolano às empresas portuguesas do sector da construção civil que se encontram a operar naquele país de África já ultrapassa os 500 milhões de euros, segundo afirmou ontem o vice-presidente da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), Manuel Agria, à agência Lusa.

“O valor em dívida às construtoras portuguesas ultrapassa já os 500 milhões de euros”, precisou Manuel Agria, relembrando que esta situação que vem penalizando aquelas empresas teve “origem no verão de 2009″.

Em julho do ano passado, o ministro das Finanças angolano, Severim de Morais, admitiu que o país devia, no global, um montante de cerca de dois mil milhões de dólares (1,43 mil milhões de euros) às empresas de obras públicas, garantindo que os pagamentos seriam “completamente regularizados” durante o ano de 2009.

MRA Alliance/Lusa

Sócrates desmente ter pressionado Cavaco com ameaça de demissão

Reunião de ontem do Conselho de EstadoO gabinete do primeiro-ministro garante ser «totalmente falso» que José Sócrates tenha avisado o presidente da República de que se pretendia demitir por causa da Lei das Finanças Regionais e que essa tenha sido a razão da última reunião do Conselho de Estado.

«É totalmente falso que o primeiro-ministro tenha dito ao Presidente da República que se iria demitir, assim como é totalmente falso que o Presidente da República tenha informado o primeiro-ministro de que iria convocar o Conselho de Estado por essa mesma razão», afirmou fonte oficial do gabinete de Sócrates citada pela edição online do i.

Uma declaração que vem desmentir a notícia avançada esta quinta-feira pelo Público. Segundo aquele jornal, Cavaco Silva apenas convocou o Conselho de Estado com o propósito de demover o primeiro-ministro da sua intenção de se demitir caso as propostas de alteração à Lei das Finanças Regionais feitas pela oposição sejam aprovadas.

No entanto, após quase cinco horas de reunião, o Conselho de Estado que decorreu ontem no Palácio de Belém, terminou sob o apelo ao «espírito de compromisso e diálogo» entre os partidos parlamentares.

«O Conselho de Estado reunido hoje [ontem] faz votos para que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e de diálogo paciente e frutuoso que permita ao país enfrentar os desafios estruturais que tem à sua frente», disse o secretário do Conselho de Estado, no final da reunião.

Antes, já Alberto João Jardim abandonara Belém, desejando aos jornalistas presentes «um bom Carnaval». Sócrates, que foi o último conselheiro de Estado a deixar o local, disse à saída que a reunião «correu muito bem».

MRA Alliance/Agências

Juros da dívida portuguesa batem máximos

Portugal esteve ontem sob forte ataque dos especuladores e da banca internacional, com os juros da dívida pública portuguesa a atingir novos máximos depois de o comissário europeu para os Assuntos Monetários, o espanhol Joaquín Almunia, ter efectuado uma “colagem” da situação da Grécia a Portugal e de o Instituto de Gestão do Crédito Público ter reduzido uma emissão de bilhetes do Tesouro.

A falta de confiança está já a afectar os empréstimos das empresas nacionais e a Bolsa, que ontem fechou com uma quebra de quase 3%.

Também, ontem, o IGCP, o instituto que gere a dívida pública, decidiu colocar apenas 300 dos 500 milhões de euros da emissão de bilhetes do Tesouro, a 12 meses. Isto porque as taxas de juro “exigidas” pelos grandes bancos pularam para 1,38%, quando a 20 de Janeiro a República conseguiu colocar a dívida a uma taxa de 0,92%.

MRA Alliance/DN 

UE pede mais medidas a Portugal para corrigir défice

O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos admite que Portugal deverá reforçar as medidas de correcção do défice público, para cumprir os critérios de convergência de Bruxelas até 2013. A estas declarações sucedeu-se a forte queda das obrigações de tesouro portuguesas. José Sócrates reagiu contra o clima de “suspeição” em torno das finanças públicas portuguesas.

“Não compreendo esta suspeição a propósito do meu país. É preciso que me expliquem em que é que a nossa situação difere da de outros países e em que (medida) ela é mais preocupante”, afirmou José Sócrates, numa entrevista ao “Libération”.

“Estamos em linha com o que se passou em todo o mundo na sequência da crise” e o défice público português cresceu “na mesma proporção” que o défice médio do G20 e da Zona Euro. O primeiro-ministro português relaciona a subida acentuada do défice, para 9,3 por cento do PIB de 2009, com o “esforço no orçamento para ajudar a nossa economia abalada pela crise mundial”.

Sócrates sublinhou ainda os resultados da intervenção do Estado: “Portugal, como a França, foi dos primeiros países a sair da recessão técnica no segundo trimestre”.

MRA Alliance/RTP

Conselho de Estado confrontado com demissão iminente de Sócrates

Reunião do Conselho de Estado“A Casa Civil do Presidente vai analisar a economia do país perante os conselheiros de Estado” e vai ser discutida “a ameaça de demissão do primeiro-ministro”, refere a edição de hoje do ionline. “Ninguém quer acreditar que o governo possa cair por causa da Lei das Finanças Regionais, mas o primeiro-ministro José Sócrates mostrou-se irredutível”, adianta o jornal eletrónico.

Há uma semana, quando ameaçou o PSD e o CDS de que batia com a porta se essa lei fosse aprovada, o i soube que José Sócrates telefonou a alguns dirigentes do PS e comunicou-lhes que se demitia se o PSD não cedesse. Perante a incredulidade de quem o ouvia, anunciou que a decisão estava tomada e era irreversível: com a Lei das Finanças Regionais o governo caía.

É neste quadro de iminente queda do governo, na véspera da aprovação em comissão parlamentar de Orçamento e Finanças da Lei das Finanças Regionais, que hoje se reúne o Conselho de Estado. Cavaco Silva terá sentados à mesma mesa os dois maiores rivais deste drama - José Sócrates e Alberto João Jardim. Ao que o i apurou, o Presidente da República porá em primeiro plano a crise económica, e só em segundo plano a ameaça do governo de provocar uma crise política.

MRA Alliance/ionline

Movimento emigratório actual comparado ao da década de 60

O presidente da Comissão de Especialidade de Fluxos Migratórios, Manuel Beja, julga que é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal. “É plausível”, admite João Peixoto, da Universidade Técnica de Lisboa. Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos, acha que não.

Ninguém sabe ao certo quantas pessoas estão a emigrar. Portugal, como quase todos os membros da UE, não faz inquérito de saída. A única hipótese é coligir a estatística dos países de destino, tarefa que o recém-criado Observatório de Emigração já iniciou. Mesmo assim, João Peixoto faz três ressalvas: as estatísticas tendem a não ser comparáveis; a recolha não distingue movimentos temporários de permanentes; e a oferta de emprego não é a que era antes da crise. Muito por força da livre circulação, a nova vaga está concentrada na UE, ou em territórios muito próximos, como a Suíça ou Andorra, nota a coordenadora do observatório, Filipa Pinho. Embora se desbrave caminho na Ásia e em África - com Angola à cabeça.

Manuel Beja dá o exemplo da Suíça. O contingente de cidadãos de nacionalidade portuguesa passou de 173 278 em 2004 para 196.186 em 2008. E, “no ano passado, entravam em média mil por mês”.

MRA Alliance/Público

Líder da AEP contra sugestão do FMI de cortar salários

José António Barros, presidente da AEPO presidente da Associação Empresarial de Portugal recusou ontem que a redução de salários seja a forma certa para Portugal recuperar competitividade. José António Barros reagia assim à medida defendida pelo economista-chefe do FMI, em declarações ao jornal francês Les Echos, classificando a sugestão como uma “forma simplista de ver as coisas”.

O dirigente sublinhou que “há muitas outras coisas que são necessárias [para aumentar a competitividade]” e deu o exemplo dos feriados e da legislação laboral. José António Barros, que falava à margem da assinatura de um protocolo com os CTT, considerou positivo “o sinal dado de não haver aumentos na função pública”. O líder da AEP considera que, na iniciativa privada, as empresas que tiverem condições para aumentar devem fazê-lo, “se assim o desejarem”.

MRA Alliance/Agências

Défice: Grécia cola-se a Portugal e pede solução global

O ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, durante uma conferência em Atenas, defendeu ontem que a Grécia não está isolada nos problemas orçamentais. “Para além da Grécia, há outros países, como a Espanha e Portugal”, afirmou , assinalando que “a questão grega, apesar das suas particularidades, é também uma questão de toda a zona euro”.

Ao apontar o dedo aos parceiros ibéricos, Atenas tenta convencer as maiores potências europeias a disponibilizar-se para encontrar uma solução global para as dificuldades que atravessam as finanças públicas de alguns dos países mais periféricos da zona euro.

No mesmo discurso, Papaconstantinou disse ser favorável ao lançamento de títulos obrigacionistas da União Europeia.

MRA Alliance/Público

Número de portugueses desempregados em Espanha subiu 500%

A taxa de desemprego entre trabalhadores portugueses a residir em Espanha subiu de 4,7% no final de 2007 para 21,89% no final de 2009, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Madrid.

No final de 2009, havia um total de 14.100 portugueses desempregados em Espanha, num universo de 64.400 mil, de acordo com os dados do  INE espanhol. MRA Alliance/Diário Económico

Portugal: Défice subiu 3,5 mil milhões de euros em dois meses

Teixeira dos Santos, ministro das FinançasO ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, refutou hoje qualquer manobra para esconder os números do défice e da dívida pública ao longo do ano, explicando que o saldo se agravou em 3,5 mil milhões nos últimos dois meses do ano.

«Eu engano-me, mas não engano, e não engano deliberadamente», afirmou o ministro, que está hoje a ser ouvido no âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2010 pelas comissões parlamentares do Orçamento e Finanças e dos Assuntos Económicos.

O ministro explicou que foi confrontado em outubro com uma interrupção da recuperação nas receitas fiscais (relativamente ao mês de setembro), e que o saldo dos subsectores Estado e Segurança Social em dezembro era de -13,2 mil milhões de euros, valor que se agravou.

Corrupção: Fisco e Judiciária indiciam 17 suspeitos de mega-fraude ao Estado

O Estado terá sido prejudicado em muito mais que cem milhões de euros, num abrangente esquema fraudulento de facturas falsas em negócios de sucata, entre 1999 e 2003. A investigação conduz 17 indivíduos às barras dos tribunais. O grupo terá montado empresas fictícias, no ramo da sucata, passando facturas falsas e pedindo o reembolso do IVA ao Estado.

Entre os suspeitos, segundo o Jornal de Notícias, está Guilhermina Rego, vereadora da Câmara Municipal do Porto (CMP). Contudo, a autarquia portuense negou tal envolvimento. A CMP admitiu, esta segunda-feira, que já tinha conhecimento do processo de facturas falsas que alegadamente envolve  Guilhermina Rego, mas sustenta que não existe qualquer ilícito da autarca nos factos referidos. 

A acusação diz que os valores compilados pela Inspecção Tributária e pela Polícia Judiciária constituem o volume de negócios de pelo menos cinco empresas do Grande Porto, em múltiplas aquisições e vendas entre si outras firmas em Espanha, que serviam de fachada. O plano dividia-se em várias fases, incluindo a utilização de toxicodependentes como testas-de-ferro de empresas fictícias, sem actividade real e que serviam exclusivamente para a emissão de facturas.

O objectivo seria possibilitar que duas empresas do Porto tivessem facturas de supostas aquisições de sucata por valores avultados e revender o material a sociedades espanholas para, posteriormente, ser pedido ao Estado o reembolso do IVA.

MRA Alliance/Agências

Fórum de Davos inconclusivo sobre regulação financeira

O Fórum Económico Mundial chegou ao fim este domingo, em Davos, na Suíça, sem que os seus participantes tenham chegado a um consenso sobre os princípios de regulação que deverão presidir à reforma do sistema financeiro internacional.

Apesar do sentimento geral dos governantes que participaram no encontro ser favorável a uma maior regulação do sistema financeiro internacional, as divergências são profundas relativamente à natureza e ao alcance das regras e mudanças a adoptar.

Mais consensual é a ideia de que a criação de emprego e o reforço da liberdade comercial devem ser as prioridades da economia global, numa altura em que a maioria dos dirigentes considera que a crise mundial dá sinais de abrandamento.

MRA Alliance/Agências

Haiti: Detidos norte-americanos suspeitos de tráfico de crianças

As autoridades suspeitaram de uma tentativa de tráfico de crianças e prenderam, no Haiti, dez cidadãos norte-americanos da Igreja Batista que se faziam acompanhar de 31 crianças, com idades entre os dois meses e os 12 anos, quando tentavam passar a fronteira, de autocarro, a caminho de República Dominicana.

Os cinco homens e as cinco mulheres detidas, pertencentes à organização de caridade “O Refúgio para uma nova vida das crianças”, disseram à polícia que pretendiam levar os miúdos para um hotel, numa estância balnear, e depois transformá-lo num orfanato. O plano passava por juntar uma centena de crianças, com idades entre os dois meses e os 12 anos.

O grupo, detido este sábado, garante não ter pago qualquer quantia pelas crianças, ao mesmo tempo que assegurou à polícia que as recolheu, depois dos próprios familiares as terem entregue a um pastor haitiano pertencente à igreja.

As autoridades argumentam, no entanto, que as crianças não tinham documentos e nem qualquer indicação do Ministério dos Assuntos Sociais. 

MRA Alliance/TSF

Produtos nacionais mais caros que os estrangeiros mas com idêntica qualidade

Apesar de mais caros, os produtos portugueses têm a mesma qualidade que os de origem estrangeira, segundo a maioria dos inquiridos num estudo sobre a campanha “Portugal. A minha primeira escolha”.

No total, 52% dos inquiridos no estudo da Netsonda, realizado a pedido da Associação Empresarial de Portugal (AEP), responderam que os produtos nacionais têm a mesma qualidade que os estrangeiros. O mesmo estudo, a que a agência Lusa teve acesso, revela, contudo, que quase metade (48%) dos inquiridos considera que os produtos portugueses são mais caros, enquanto que para um terço os valores são iguais aos produtos estrangeiros.

O inquérito realizou-se durante o mês de Janeiro e foram entrevistadas 819 pessoas.

MRA Alliance/Diário Económico

Desemprego: Espanha afunda-se e Portugal vai atrás

O desemprego cresce em Portugal há 12 meses consecutivos, um cancro económico e social cujas mestástases chegam de Espanha, o nosso principal parceiro. O Eurostat diz que o desemprego espanhol, em Dezembro do ano passado, atingiu 19,5% enquanto em Portugal se fixou nos 10,4%. 

O economista Luís Bento prevê a continuação da subida do desemprego: “Em Espanha, o modelo de desenvolvimento assentou na construção civil e depois na área financeira com grandes grupos na América Latina e América do Sul. Como nas américas também se vive uma grave crise económica, com uma brutal queda das exportações, a Espanha sofre um duplo efeito da crise, por um lado, os milhares de fogos para vender e a paralisação nas obras, por outro, a quebra das receitas da América”.

Além disso, e tal como para Portugal, a recessão económica “levou à recomposição de grandes grupos empresariais, e novos processos de deslocalização na procura de melhores preços. As grandes empresas estão a fechar fábricas, e isso afecta os dois países, porque não surgem novas encomendas”, sublinhou.

Os números do desemprego no país vizinho afectam directamente Portugal. Basta recordar que, na Segurança Social espanhola, em Dezembro de 2009, estavam inscritos menos 10 mil portugueses do que em 2008 (eram 69 039 em 2008, e 58 870 em 2009).

Luís Bento lembra que, nos últimos anos, Espanha absorveu muitos dos desempregados portugueses na construção civil, “que agora estão desempregados”. Além disso, “afecta as PME, que têm menos encomendas”.

Nesse sentido, fez a decomposição dos números de desemprego em Espanha, por regiões, verificando-se que em algumas, todas no Sul, onde as relações de negócios são mais importantes, “têm desemprego acima dos 35%”, ao contrário da “Catalunha, onde o intercâmbio com Portugal é muito mais reduzido e o desemprego está abaixo da média. É talvez a região menos afectada, porque tem a sua economia assente numa indústria poderosa de produtos de valor acrescentado”.

MRA Alliance/Jornal de Notícias

Bruxelas ameaça imposto automóvel português com tribunal

A Comissão Europeia ameaça levar Portugal ao Tribunal Europeu de Justiça caso o Governo português não altere a fórmula de cálculo do IUC (Imposto Único de Circulação) no que se refere aos carros usados importados, refere hoje o Diário de Notícias.

Em causa está o facto de os carros usados importados depois de 1 de Julho de 2007 pagarem um valor mais alto do que um carro do mesmo ano e exactamente igual comprado em Portugal.

O DN escolheu um dos carros que fazem parte da lista dos usados importados mais procurados pelos consumidores portugueses e concluiu que a diferença de IUC a pagar em 2010 nas duas situações é de 179,19 euros. Ou seja, um Volkswagen Golf 1.9 TDI Variant de 2007, a diesel, com uma cilindrada de 1896 c.c. e emissões de CO2 de 173g/km, matriculado em Portugal em Junho de 2007, vai pagar este ano 33,10 euros, com base na tabela constante da proposta de Orçamento do Estado para 2010, aplicável aos veículos matriculados antes de 1 de Julho de 2007. Já um automóvel exactamente igual, do mesmo modelo e do mesmo ano, com idênticas características em termos de cilindrada e emissões, mas importado este ano no estado de usado, vai pagar 212,29 euros.

A CE sustenta que Portugal infringe o tratado da União Europeia, ao taxar os carros importados similares aos do mercado nacional de forma diferente, com base em diferentes critérios, e lembra que o Tribunal Europeu considera que um automóvel é nacional se comercializado no mercado interno. O Governo português tem agora dois meses para responder.

MRA Alliance/DN

China congela trocas militares com Estados Unidos

Helicóptero Black HawkA China suspendeu hoje as trocas militares com os Estados Unidos e decidiu aplicar sanções às empresas norte-americanas que vendem armas a Taiwan, anunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros, em Pequim.

Num comunicado, o ministério informou ter suspendido as discussões de segurança de alto nível como retaliação pela decisão de Washington.

Ontem, a China reagiu contra a venda de armamento a Taiwan, ameaçando com “graves repercussões nas relações sino-americanas”, segundo um porta-voz da embaixada da China, na capital dos Estados Unidos.

“A nova iniciativa norte-americana para vender armas a Taiwan, que faz parte integrante da China, constitui uma interferência chocante nos assuntos internos chineses, põe em perigo a segurança nacional da China e prejudica os seus esforços de reunificação pacífica” com a ilha nacionalista, declarou o porta-voz, lendo o protesto oficial.

O Pentágono anunciou a venda a Taiwan de mísseis Patriot, navios caça-minas submarinas e helicópteros Black Hawk no valor de 6,4 mil milhões de dólares. O o contrato inclui equipamentos de comunicações para o F-16 de Taiwan, 114 mísseis Patriot e 60 Black Hawk.

MRA Alliance/Agências

Cavaco critica qualidade das leis na abertura do ano judicial

Durante a sessão solene de Abertura do Ano Judicial, que decorreu quarta-feira, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, teceu duras criticas à qualidade das leis e aos seus responsáveis, dizendo que as leis «correspondem a impulsos do legislador, muitas vezes ditados por puros motivos de índole política ou ideológica».

No Supremo Tribunal de Justiça, durante a sessão solene de Abertura do Ano Judicial, Cavaco Silva recordou que há cerca de um milhão de execuções pendentes e reconheceu que os atrasos na Justiça e o congestionamento dos tribunais atingiram níveis preocupantes.

O Presidente da República referiu-se a «deficiências técnico-jurídicas nos actos legislativos», lembrando o exemplo da lei do divórcio, «Como é sabido de todos, chamei a atenção em devido tempo para os problemas que poderiam surgir. (…) a lei poderia suscitar e para a possibilidade de aumentos significativos da litigiosidade, tendo mesmo sugerido, aquando da promulgação, a adopção de mecanismos de acompanhamento do novo regime do divórcio. Actualmente, os problemas suscitados pelo regime jurídico do divórcio são reconhecidos pela generalidade dos actores do sistema judicial e regozijo-me pelo facto de, a nível político, também já ser considerado que é necessário proceder a ajustamentos que são impostos pela própria realidade da vida», disse Cavaco Silva.

Na opinião do chefe de Estado, «a pretensão de mudar a realidade da vida por força da lei raramente produziu bons resultados» aconselhando os políticos a ouvir mais os que lidam com as leis, quando as fazem.

«Muitas das leis produzidas em Portugal não têm uma adequação à realidade portuguesa e correspondem a impulsos do legislador, muitas vezes, ditados por puros motivos de índole política ou ideológica» apontou Cavaco Silva.

MRA Alliance/Jornal Digital

Portugal com metade da velocidade da Zona Euro

Se as contas do Fundo Monetário Internacional (FMI) baterem certo, Portugal vai regressar este ano à trajectória de divergência com a Zona Euro, depois de, em 2009, ter sofrido uma recessão menos profunda.

No relatório divulgado na semana passada, o FMI reviu de 0,4% para 0,5% a sua previsão de crescimento para a economia portuguesa. Os números hoje divulgados, no âmbito da actualização das previsões para as principais economias mundiais, permitem concluir que o Fundo espera que a economia nacional cresça metade do previsto para o conjunto da Zona Euro, que, nas novas previsões de Washington, deverá crescer 1%, mais sete décimas do que estimava em Outubro. A penalizar a economia portuguesa estará a vizinha Espanha.

O maior cliente e fornecedor de Portugal será o único grande país da União Europeia que persistirá com valores negativos em 2010, com o FMI a prever um novo recuo do PIB de 0,6%, que se segue ao trambolhão de 3,6% observado em 2009.

Depois de ter afundado na mais severa recessão dos “tempos modernos”, com um recuo de 0,8% em 2009, a economia mundial vai regressar ao crescimento neste ano, devendo o PIB global expandir-se 3,9%, antes de voltar a acelerar para 4,3% em 2011.

MRA Alliance/JdN

Parlamento vai ouvir constitucionalistas sobre casamento gay

A comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais aprovou esta terça-feira, com os votos do PSD, CDS-PP e BE, a audição de três constitucionalistas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.O requerimento para a audição de Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Bacelar Vasconcelos e Jorge Reis Novais, foi apresentado pela deputada do BE Helena Pinto durante a reunião da comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Na apresentação da proposta, Helena Pinto apontou a necessidade de se ouvir especialistas em matérias constitucionais, dadas as questões que têm sido levantadas ao diploma sobre o casamento homossexual, nomeadamente relativamente à proibição de adopção. «Parece-me que seria razoável e não iria empatar o processo legislativo», argumentou.

MRA Alliance/IOL

BPP só pagará aos clientes com depósitos até 250 mil euros

O Banco Privado Português (BPP) compromete-se a pagar, até Abril, aos clientes que têm depósitos até 250 mil euros. Aos titulares de depósitos superiores a 250 mil euros resta-lhes o recurso à Justiça. Esta posição foi manifestada por Adão da Fonseca, presidente da instituição, num encontro com representantes de um grupo de clientes do BPP em Lisboa.

“O presidente do Banco disse que pensava em Abril ter o problema resolvido. Não será, com certeza a contento de todos os clientes, porque só pensam pagar a pessoas que têm depósitos até 250 mil euros. Quanto aos clientes que têm mais do que isso possivelmente vão ter que ir para tribunal porque vai ser muito complicado conseguir receber o resto”, disse Ângela Soares, porta-voz dos clientes.

MRA Alliance/Agências

O pior e o melhor registo no défice das contas públicas é do Governo Sócrates

O primeiro-ministro, José Sócrates, tem o seu nome ligado simultaneamente ao melhor e ao pior registo do défice das contas públicas desde a instauração da democracia, conseguindo simultaneamente o valor mais alto e o mais baixo.

O défice de 2,6% do PIB que Portugal teve, em 2007, foi o mais baixo desde 1974, mas a previsão do desequilíbrio das contas públicas, ao ultrapassar os 8,7%, de acordo com o que o ministro das Finanças terá dito hoje ao presidente do grupo parlamentar social-democrata, imprime um novo recorde no défice mais elevado dos últimos trinta e cinco anos.

Em 2005, ano em que Sócrates chegou à liderança do Executivo, o défice das contas públicas atingiu os 6,1% do PIB, mais do que duplicando a meta dos 3% definida pelos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Portugal foi, nessa altura, um dos países a quem foi instaurado um procedimento por défices excessivos e, partir daí, apresentou um programa de redução do saldo orçamental que tinha como objectivo chegar abaixo dos 3% em 2008.

Com a receita a evoluir melhor do que o esperado e a ser feito um esforço adicional de contenção da despesa, esse objectivo foi alcançado antes do previsto. Assim, em 2007, Portugal conseguiu regressar a um défice abaixo dos três por cento pela primeira vez em quatro anos.

Os números oficiais mostram que desde 1977 não houve nenhum outro défice tão baixo como o registado em 2007, pelo que este último foi o mais baixo dos últimos 30 anos.

Os problemas agravaram-se com a eclosão da crise financeira em Wall Street, que depois evoluiu para uma recessão económica mundial. Boa parte dos países da União Europeia foram então ‘obrigados’ a implementar programas de apoio do Estado à economia para relançar o crescimento e suster o aumento do desemprego.

Estes programas de apoio tiveram como consequência um aumento dos gastos do Estado e o aumento do défice, na medida em que as economias se contraíram ao ponto de afectar a previsão de receitas estatais, o que desequilibrou as contas públicas. Assim, os défices dispararam um pouco por toda a Europa, com especial destaque para a França, que prevê que o défice suba até aos 8,5%, este ano, e para a Alemanha, o motor da economia europeia, que espera um desequilíbrio das contas públicas à volta dos 6 por cento em 2010. Em Espanha, o Governo socialista de José Luís Zapatero deverá aumentar o IVA em um ou dois pontos percentuais para reduzir o défice para os 5,4% no final deste ano.

Para 2010, o ministro das Finanças já deu a entender, nas declarações produzidas nos últimos dias, que espera um crescimento inferior a 1% e que deverá apontar para uma redução do défice das contas públicas em 0,5%, o que reduzirá este valor de 8,7% (ou mais) em 2009 para cerca de 8,3%, este ano.

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“Ali, o Químico” enforcado no Iraque

Ali Hassan al-Majid, o primo de Saddam Hussein conhecido por “Ali, o Químico”, que já tinha sido condenado quatro vezes à pena de morte, foi enforcado, esta segunda-feira, indicou o porta-voz do governo iraquiano, em comunicado. A nota precisa que que Ali Hassan foi enforcado «de acordo com a lei e a Constituição, pelos «assassínios e crimes contra a humanidade que cometeu» sem que tenham ocorrido «quaisquer problemas, gritos de alegria ou palavras ofensivas». 

Este antigo homem-forte do regime de Saddam Hussein tinha sido novamente condenado à morte há cerca de uma semana por responsabilidade no massacre de cinco mil curdos em 1988.

Para além de ter admitido que ordenou aquele massacre na aldeia curda de Halabja, o ex-governante iraquiano também supervisionou a ocupação do Koweit, tendo mesmo governado a chamada «19ª província» iraquiana, entre Agosto e Novembro de 1990. 

Antes, “Ali, o Químico” fora secretário-geral do partido Bass, coordenou o exército, dirigiu a segurança geral do país e as informações militares. Após a invasão do Koweit assumiu a pasta da Administração Interna.

MRA Alliance/Agências